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Sexta-feira, 2 de Setembro de 2011
“A FESTA DO AVANTE”, MIGUEL ESTEVES CARDOSO.

Miguel Esteves Cardoso, in "SÁBADO", 13 de Setembro de 2007

"Dizem-se muitas mentiras acerca da Festa do Avante! Estas são as mais populares: que é irrelevante; que é um anacronismo; que é decadente; que é um grande negócio disfarçado de festa; que já perdeu o conteúdo político; que hoje é só comes e bebes.

Já é a Segunda vez que lá vou e posso garantir que não é nada dessas coisas e que não só é escusado como perigoso fingir que é. Porque a verdade verdadinha é que a Festa do Avante faz um bocadinho de medo.

O que se segue não é tanto uma crónica sobre essa festa como a reportagem de um preconceito acerca dela - um preconceito gigantesco que envolve a grande maioria dos portugueses. Ou pelo menos a mim.

Porque é que a Festa do Avante faz medo?

É muita gente; muita alegria; muita convicção; muito propósito comum. Pode não ser de bom-tom dizê-lo, mas o choque inicial é sempre o mesmo: chiça!, Afinal os comunistas são mais que as mães. E bem-dispostos. Porquê tão bem dispostos? O que é que eles sabem que eu ainda não sei?

É sempre desconfortável estar rodeado por pessoas com ideias contrárias às nossas. Mas quando a multidão é gigante e a ideia é contrária é só uma só – então, muito francamente, é aterrador.

Até por uma questão de respeito, o Partido Comunista Português merece que se tenha medo dele. Tratá-lo como uma relíquia engraçada do século XX é uma desconsideração e um perigo. Mal por mal, mais vale acreditar que comem criancinhas ao pequeno-almoço.

BEM SEI QUE A condescendência é uma arma e que fica bem elogiar os comunistas como fiéis aos princípios e tocantemente inamovíveis, coitadinhos.

É esta a maneira mais fácil de fingir que não existem e de esperar, com toda a estupidez, que, se os ignoramos, acabarão por se ir embora.

As festas do Avante, por muito que custe aos anticomunistas reconhecê-lo, são magníficas.

É espantoso ver o que se alcança com um bocadinho de colaboração. Não só no sentido verdadeiro, de trabalhar com os outros, como no nobre, que é trabalhar de graça.

A condescendência leva-nos a alvitrar que “assim também eu” e que as festas dos outros partidos também seriam boas caso estivessem um ano inteiro a prepará-las. Está bem, está: nem assim iam lá. Porque não basta trabalhar: também é preciso querer mudar o mundo. E querer só por si, não chega. É preciso ter a certeza que se vai mudá-lo.

Em vez de usar, para explicar tudo, o velho chavão da “ capacidade de organização” do velho PCP, temos é que perguntar porque é que se dão ao trabalho de se organizarem.

Porque os comunistas não se limitam a acreditar que a história lhes dará razão: acreditam que são a razão da própria história. É por isso que não podem parar; que aguentam todas as derrotas e todos os revezes; que são dotados de uma avassaladora e paradoxalmente energética paciência; porque acreditam que são a última barreira entre a civilização e a selvajaria. E talvez sejam. Basta completar a frase "Se não fossem os comunistas, hoje não haveria..." e compreende-se que, para eles, são muitas as conquistas meramente "burguesas " que lhe devemos, como o direito à greve e à liberdade de expressão.

É por isso que não se sentem “derrotados”. O desaparecimento da URSS, por exemplo, pode ter sido chato mas, na amplitude do panorama marxista-leninista, foi apenas um contratempo. Mas não é só por isso que a Festa do Avante faz medo. Também porque é convincente. Os comunas não só sabem divertir-se como são mestres, como nunca vi, do à-vontade. Todos fazem o que lhes apetece, sem complexos nem receios de qualquer espécie. Até o show off é mínimo e saudável.

Toda a gente se trata da mesma maneira, sem falsas distâncias nem proximidades. Ninguém procura controlar, convencer ou impressionar ninguém. As palavras são ditas conforme saem e as discussões são espontâneas e animadas. É muito refrescante esta honestidade. É bom (mas raro) uma pessoa sentir-se à vontade em público. Na Festa do Avante é automático.

Dava-nos jeito que se vestissem todos da mesma maneira e dissessem e fizessem as mesmas coisas - paciência. Dava-nos jeito que estivessem eufóricos; tragicamente iluminados pela inevitabilidade do comunismo - mas não estão. Estão é fartos do capitalismo - e um bocadinho zangados.

Não há psicologias de multidões para ninguém: são mais que muitos, mas cada um está na sua. Isto é muito importante. Ninguém ali está a ser levado ou foi trazido ou está só por estar. Nada é forçado. Não há chamarizes nem compulsões. Vale tudo até o aborrecimento. Ou seja: é o contrário do que se pensa quando se pensa num comício ou numa festa obrigatória. Muito menos comunista.

Sabe bem passear no meio de tanta rebeldia. Sabe bem ficar confuso. Todos os portugueses haviam de ir de cinco em cinco anos a uma Festa do Avante, só para enxotar estereótipos e baralhar ideias. Convinha-nos pensar que as comunas eram um rebanho mas a parecença é mais com um jardim zoológico inteiro. Ali uma zebra; em frente um leão e um flamingo; aqui ao lado uma manada de guardas a dormir na relva.

QUANDO SE CHEGA à Festa o que mais impressiona é a falta de paranóia. Ninguém está ansioso, a começar pelos seguranças que nos deixam passar só com um sorriso, sem nos vasculhar as malas ou apalpar as ancas. Em matéria de livre de trânsito, é como voltar aos anos 60.

Só essa ausência de suspeita vale o preço do bilhete. Nos tempos que correm, vale ouro. Há milhares de pessoas a entrar e a sair mas não há bichas. A circulação é perfeitamente sanguínea. É muito bom quando não desconfiamos de nós.

Mesmo assim tenho de confessar, como reaccionário que sou, que me passou pela cabeça que a razão de tanta preocupação talvez fosse a probabilidade de todos os potenciais bombistas já estarem lá dentro, nos pavilhões internacionais, a beber copos uns com os outros e a divertirem-se.

A Festa do Avante é sempre maior do que se pensa. Está muito bem arrumada ao ponto de permitir deambulações e descobertas alegres. Ao admirar a grandiosidade das avenidas e dos quarteirões de restaurantes, representando o país inteiro e os PALOP, é difícil não pensar numa versão democrática da Exposição do Mundo Português, expurgada de pompa e de artifício. E de salazarismo, claro.

Assim se chega a outro preconceito conveniente. Dava-nos jeito que a festa do PCP fosse partidária, sectária e ideologicamente estrangeirada. Na verdade, não podia ser mais portuguesa e saudavelmente nacionalista.

O desaparecimento da União Soviética foi, deste ponto de vista, particularmente infeliz por ter eliminado a potência cujas ordens eram cegamente obedecidas pelo PCP.

Sem a orientação e o financiamento de Moscovo, o PCP deveria ter também fenecido e finado. Mas não: ei-lo. Grande chatice.

Quer se queira quer não (eu não queria), sente-se na Festa do Avante! Que está ali uma reserva ecológica de Portugal. Se por acaso falharem os modelos vigentes, poderemos ir buscar as sementes e os enxertos para começar tudo o que é Portugal outra vez.

A teimosia comunista é culturalmente valiosa porque é a nossa própria cultura que é teimosa. A diferença às modas e às tendências dos comunistas não é uma atitude: é um dos resultados daquela persistência dos nossos hábitos. Não é uma defesa ideológica: é uma prática que reforça e eterniza só por ser praticada. (Fiquemos por aqui que já estou a escrever à comunista).

A Exposição do Mundo Português era “para inglês ver”, mas a Festa do Avante! Em muitos aspectos importantes, parece mesmo inglesa. Para mais, inglesa no sentido irreal. As bichas, direitinhas e céleres, não podiam ser menos portuguesas. Nem tão-pouco a maneira como cada pessoa limpa a mesa antes de se levantar, deixando-a impecável.

As brigadas de limpeza por sua vez, estão sempre a passar, recolhendo e substituindo os sacos do lixo. Para uma festa daquele tamanho, com tanta gente a divertir-se, a sujidade é quase nenhuma. É maravilhoso ver o resultado de tanto civismo individual e de tanta competência administrativa. Raios os partam.

Se a Festa do Avante dá uma pequena ideia de como seria Portugal se mandassem os comunistas, confessemos que não seria nada mau. A coisa está tão bem organizada que não se vê. Passa-se o mesmo com os seguranças - atentos mas invisíveis e deslizantes, sem interromper nem intimidar uma mosca.

O preconceito anticomunista dá-os como disciplinados e regimentados – se calhar, estamos a confundi-los com a Mocidade portuguesa. Não são nada disso. A Festa funciona para que eles não tenham de funcionar. Ao contrário de tantos festivais apolíticos, não há pressa; a ansiedade da diversão; o cumprimento de rotinas obrigatórias; a preocupação com a aparência. Há até, sem se sentir ameaçado por tudo o que se passa à volta, um saudável tédio, de piquenique depois de uma barrigada, à espera da ocupação do sono.

Quando se fala na capacidade de “mobilização” do PCP pretende-se criar a impressão de que os militantes são autómatos que acorrem a cada toque de sineta. Como falsa noção, é até das mais tranquilizadoras. Para os partidos menos mobilizadores, diante do fiasco das suas festas, consola pensar que os comunistas foram submetidos a uma lavagem ao cérebro.

Nem vale a pena indagar acerca da marca do champô.

Enquanto os outros partidos puxam dos bolsos para oferecer concertos de borla, a que assistem apenas familiares e transeuntes, a Festa do avante enche-se de entusiásticos pagadores de bilhetes.

E porquê? Porque é a festa de todos eles. Eles não só querem lá estar como gostam de lá estar. Não há a distinção entre “nós” dirigentes e “eles” militantes, que impera nos outros partidos. Há um tu-cá-tu-lá quase de festa de finalistas.

É UM ALÍVIO A FALTA de entusiasmo fabricado – e, num sentido geral de esforço. Não há consensos propostos ou unanimidades às quais aderir. Uns queixam-se de que já não é o que era e que dantes era melhor; outros que nunca foi tão bom.

É claro que nada disto será novidade para quem lá vai. Parece óbvio. Mas para quem gosta de dar uma sacudidela aos preconceitos anticomunista é um exercício de higiene mental.

Por muito que custe dize-lo, o preconceito - base, dos mais ligeiros snobismos e sectarismos ao mais feroz racismo, anda sempre à volta da noção de que “eles não são como nós”. É muito conveniente esta separação. Ma é tão ténue que basta uma pequena aproximação para perceber, de repente, que “afinal eles são como nós”

Uma vez passada a tristeza pelo desaparecimento da justificação da nossa superioridade (e a vergonha por ter sido tão simples), sente-se de novo respeito pela cabeça de cada um.

Espero que não se ofendam os sportinguistas e comunistas quando eu disser que estar na Festa do Avante! Foi como assistir à festa de rua quando o Sporting ganhou o campeonato. Até aí eu tinha a ideia, como sábio benfiquista, que os sportinguistas eram uma minúscula agremiação de queques em que um dos requisitos fundamentais era não gostar muito de futebol.

Quando vi as multidões de sportinguistas a festejar – de todas as classes, cores e qualidades de camisolas -, fiquei tão espantado que ainda levei uns minutos a ficar profundamente deprimido.

POR OUTRO LADO, quando se vê que os comunistas não fazem o favor de corresponder à conveniência instantaneamente arrumável das nossas expectativas – nem o PCP é o IKEA -, a primeira reacção é de canseira. Como quem diz:”Que chatice – não só não são iguais ao que eu pensava como são todos diferentes. Vou ter de avaliá-los um a um. Estou tramado. Nunca mais saiu daqui.”

Nem tão pouco há a consolação ilusória do pick and choose.

...É uma sólida tradição dizer que temos de aprender com os comunistas... Infelizmente é impossível. Ser-se comunista é uma coisa inteira e não se pode estar a partir aos bocados. A força dos comunistas não é o sonho nem a saudade: é o dia-a-dia; é o trabalho; é o ir fazendo; e resistindo, nas festas como nas lutas.

Hás uma frase do Jerónimo de Sousa no comício de encerramento que diz tudo. A propósito de Cuba (que não está a atravessar um período particularmente feliz), diz que “resistir já é vencer”.

É verdade – sobretudo se dermos a devida importância ao “já”. Aquele “já” é o contrário da pressa, mas é também “agora”.

Na Festa do Avante! Não se vêem comunistas desiludidos ou frustrados. Nem tão pouco delirantemente esperançosos. A verdade é que se sente a consciência de que as coisas, por muito más que estejam, poderiam estar piores. Se não fossem os comunistas: eles.

Há um contentamento que é próprio dos resistentes. Dos que existem apesar de a maioria os considerar ultrapassados, anacrónicos, extintos. Há um prazer na teimosia; em ser como se é. Para mais, a embirração dos comunistas, comparada com as dos outros partidos, é clássica e imbatível: a pobreza. De Portugal e de metade do mundo, num Portugal e num mundo onde uns poucos têm muito mais do que alguma vez poderiam precisar.

NA FESTA DO AVANTE! Sente-se a satisfação de chatear. O PCP chateia. Os sindicatos chateiam. A dimensão e o êxito da Festa chateiam. Põem em causa as desculpas correntes da apatia. Do ensimesmamento online, do relativismo ou niilismo ideológico. Chatear é uma forma especialmente eficaz de resistir. Pode ser miudinho – mas, sendo constante, faz a diferença.

Resistir é já vencer. A Festa do Avante é uma vitória anualmente renovada e ampliada dessa resistência. ... Verdade se diga, já não é sem dificuldade que resisto. Quando se despe um preconceito, o que é que se veste em vez dele? Resta-me apenas a independência de espírito para exprimir a única reacção inteligente a mais uma Festa do Avante: dar os parabéns a quem a fez e mais outros a quem lá esteve. Isto é, no caso pouco provável de não serem as mesmíssimas pessoas.

Parabéns! E, para mais, pouquíssimo contrariado.” (E só com um bocadinho de nada com medo)."

 



publicado por António Lemos às 10:57
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75 comentários:
De Anónimo a 11 de Setembro de 2013 às 15:53
Pipo: "liberdade de pressão" .. acaba-se sim x)


De filipe a 12 de Setembro de 2013 às 00:21
e afinal, quem comia criancinhas ao pequeno almoço, era o Carlos Cruz


De Ánibal a 12 de Setembro de 2013 às 10:17
Se o verdadeiro comunismo existisse eu era o 1º a ser comunista! È pena não passar de uma utopia ! Mas independentemente de quem sobe ou não ao poder , sejam eles comunistas sociais democratas socialistas a preocupação de quem lá está é salvaguardar o seu bem estar...é preciso é um tacho...o resto (dizem) é sempre culpa dos outros! A classe política é uma vergonha neste país, a quantidade de "mamões" é mais que absurda e ainda por cima depois de lá andarem a encher o rabo á nossa conta ainda levam com reformas vitalicias de milhares enquanto outros que trabalharam uma vida inteira passam fome. E o mais giro (que não tem piada nenhuma) é verem esses cavalheiros com direito a despesas de custo, apoios porque coitadinhos moram longe , usam e abusam de viaturas de estado para uso pessoal, telefones com plafons ilimitados e sei lá mais quantas coisas...como se não chegasse os ordenados chorudos que ganham! Comunistas ? Socialistas? Verdes? Azuis? Cambada de chulos ! Eu fui á festa do avante para me divertir, para estar com amigos, quero lá saber quem está por detrás da organização, eu apenas vi pessoas não vi cá bandeiras ou afins. E diverti-me!


De Anibal a 12 de Setembro de 2013 às 10:33
Só mais umas coisitas para terminar...quando eu vir deputados a irem de bicicleta ou na paragem dos comboios ou dos autocarros para irem para a assembleia da Republica, quando os vir a ganharem 495 euros mensalmente e desse dinheiro pagarem a renda, comprarem o passe, pagar as contas da agua e da luz e comer o mês inteiro então estarei lá para apoiar as decisões que tomem .
Quando os vir a acabar de fazer birrinhas porque o tacho era pequeno e querem um melhorzito, então sim senhor... viva os políticos! Até lá...podem morrer que não me ralo rigorosamente nada! E sim já sei que não devia escrever isto pois são pessoas e têm direito á vida...O TANAS!!!!! Eles estão nos a matar lentamente e não se ralam rigorosamente nada!


De João Fernandes a 12 de Setembro de 2013 às 20:00
Liberdade de expressão é muito bonito falar-se disso!!!! Eu realmente poso dizer o que quero... Mas tenho descoberto que de nada me vale... de nada vale falar, mostrar desagrado, dizer o que se quer, votar num Programa, pois dois dias após as tomadas de posse rasgam-se os papelitos e tudo o que foi prometido é esquecido e alterado, tudo aquilo que reivindicamos é banalizado e encostado no fundo da gaveta, mas se porventura formos influentes e a nossa voz começar a maçar quem supostamente nos dá o direito á liberdade de expressão, então há uma reunião urgente e uma deslocalização dessa pessoa, ou chamemos-lhe apenas um programa de mobilidade.... tenho dito... LIBERDADE DE EXPRESSÃO é lindo mas o DIREITO A SER-SE REALMENTE OUVIDO é algo tão mais lindo...


De Alentejano Puro a 13 de Setembro de 2013 às 00:18
Boa noite, gosto especialmente da escrita do MEC, logo gostei do texto, não posso confirmar nem desmentir o que escreveu pois nunca fui a uma festa do avante. O que me deixa um pouco "atordoado" são alguns comentarios de comunistas em relação á liberdade, como seria se um dia fossem governo etc. Deixo uma pergunta a esses meus concidadãos: Já viveram num concelho dirigido por comunistas á quase 40 anos e com um presidente de camara que lá está desde sempre??? Para terem uma ideia o Presidente da Camara é apelidado de "RAZALAS" (ler ao contrario), mesmo pelos seus "camaradas". Os vereadores são eleitos mas nada decidem sem o seu consentimento; os familiares dos "camaradas" eleitos e tambem os seus, todos têm emprego, em especial numa determinada empresa municipal vizinha. Num concelho onde impera a "miséria" são eles os "novos ricos" e principais investidores. A autarquia torna-se dinamizadora de instrumentos sociais, como creche, jardim de infancia, escolas de 1º ciclo e é ver filhos, genros (as) e demais parentes a ocuparem os lugarzinhos criados especialmente para eles, e mais muito mais... Agora volto a fazer uma pergunta. É isto a democracia e a liberdade que apregoam??? A conduta que têm estes "governantes do concelho" em nada difere das acusações feitas pelos mesmos aos governos nacionais. Infelizmente aqui ainda impera a maxima:"Em terra de cegos, quem tem um olho é rei". Deixemo-nos de tretas, são todos iguais, os comunistas só têm a agravante de apregoarem uma coisa e fazerem exactamente o mesmo que aqueles que tanto criticam. Um comunista é aquele que te quer tirar o que tens, apenas em seu proveito, este é o verdadeiro conceito de liberdade comunista.


De Diogo a 13 de Setembro de 2013 às 18:30
este senhor devia era trocar os óculos,de certeza que ainda não foi ao "Lago" do avante , iria ver a decadência, que existe miúdos(as) com 12 a 15 anos apanhar bebedeiras como gente grande , para não falar do giratório de drogas que aquilo tem , nada contra as pessoas fumarem Erva, , consumirem LSD´s e afins , mas e de todas idades , seres que muitos deles ainda acabaram de entrar na puberdade, te mais rodagem do que eu com 24 anos , incrível , eu gosto bastante da festa mas sinceramente deveria haver controlo nestes putos que apenas conhecem o conceito de avante como um Local aonde vão por uns quantos pregos pó caixão, enfim....


De Anónimo a 15 de Setembro de 2013 às 10:51
Muito inteligente o seu artigo MEC! Por detras de cada elogio esta um epiteto de ferroada. Enfim, um reacionario que e um verdadeiro revolucionario (sempre o foi).


De anabela a 17 de Setembro de 2013 às 10:26
muito inteligente o nosso Miguel Esteves Cardoso! quem assim sabe usar as palavras e as ideias não pode ser reacionário mas revolucionário.
Aparte as opiniões individuais, cujo valor é sempre relativo, deve preocupar-nos a Liberdade de ExPressão. É uma espécie de expressão "controladinha" e bem "educadinha" dentro de canones mais ou menos provincianos, sem o lindo canto dos pássaros que a província nos promete. Há ainda quem lhe chame de "crítica construtiva"! vão bugiar! VIVA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO PURA E DURA! foi por ela que muitos e muitas deram a vida!


De anita a 21 de Setembro de 2013 às 22:39
Avante Camarada!


De ricardo a 10 de Setembro de 2014 às 00:18
Se a memória não me atraiçoa, este é o segundo texto que leio do MEC sobre a Festa do Avante. Quem já foi à Festa do Avante, seja comunista ou não, sabe que a ambiência que ele descreve é mesmo assim.
Não sei qual é a percentagem de não comunistas que vão à Festa. Nem sei mesmo se, seja grande ou pequena, isso é importante. O que sei é que durante vários anos a fio que lá fui, nunca me apercebi de ninguém a perguntar a quem quer que seja se se quer filiar no PCP. Mas, mesmo que isso aconteça, não vejo qual seja o mal. Afinal o PCP e os comunistas acreditam que são merecedores de progressiva simpatia e adesão. Eles acreditam e ainda bem que o fazem, porque só acredita no potencial de crescimento quem está convicto do mérito da sua existência.
Já não vou à Festa do Avante há vários anos. Não porque me tenham atirado com alguma tupperware com rissóis. Não vou porque as circunstâncias da vida não o têm permitido. E com pena minha. É, de facto, uma festa fantástica!
MEC é um homem assumidamente de direita. E é, simultaneamente, um homem atento e inteligente, capaz de captar o sentir de outros, ainda que isso não conjugue com o seu próprio sentir e pensar. E a sua crónica reflete isso mesmo. Os meus parabéns.
Quanto aos comentários exaltados de uns quantos que, em vez de usarem a cabeça para aquilo para que ela verdadeiramente foi criada, optam por reproduzir "frases feitas" sem se importarem com a indigência intelectual que elas revelam, vai o meu total desprezo. É que se estar ideologicamente à direita não é sinónimo de ser burro, destilar ódio e veneno em relação a tudo o que venha do PCP e dos comunistas, não augura nada de edificante para o que, por mero lapso divino, possa encontrar-se implantado no interior do seu crânio.


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