Este espaço destina-se à divulgação de Noticias, Ideias e Pensamentos e ao debate de temas relacionados com o Mar, a Politica, a Cidadania, o Turismo, a Sociedade e a Cultura em geral. FOI ADICIONADO UM CONTADOR A PARTIR DE NOVEMBRO DE 2010
Sexta-feira, 2 de Setembro de 2011
“A FESTA DO AVANTE”, MIGUEL ESTEVES CARDOSO.

Miguel Esteves Cardoso, in "SÁBADO", 13 de Setembro de 2007

"Dizem-se muitas mentiras acerca da Festa do Avante! Estas são as mais populares: que é irrelevante; que é um anacronismo; que é decadente; que é um grande negócio disfarçado de festa; que já perdeu o conteúdo político; que hoje é só comes e bebes.

Já é a Segunda vez que lá vou e posso garantir que não é nada dessas coisas e que não só é escusado como perigoso fingir que é. Porque a verdade verdadinha é que a Festa do Avante faz um bocadinho de medo.

O que se segue não é tanto uma crónica sobre essa festa como a reportagem de um preconceito acerca dela - um preconceito gigantesco que envolve a grande maioria dos portugueses. Ou pelo menos a mim.

Porque é que a Festa do Avante faz medo?

É muita gente; muita alegria; muita convicção; muito propósito comum. Pode não ser de bom-tom dizê-lo, mas o choque inicial é sempre o mesmo: chiça!, Afinal os comunistas são mais que as mães. E bem-dispostos. Porquê tão bem dispostos? O que é que eles sabem que eu ainda não sei?

É sempre desconfortável estar rodeado por pessoas com ideias contrárias às nossas. Mas quando a multidão é gigante e a ideia é contrária é só uma só – então, muito francamente, é aterrador.

Até por uma questão de respeito, o Partido Comunista Português merece que se tenha medo dele. Tratá-lo como uma relíquia engraçada do século XX é uma desconsideração e um perigo. Mal por mal, mais vale acreditar que comem criancinhas ao pequeno-almoço.

BEM SEI QUE A condescendência é uma arma e que fica bem elogiar os comunistas como fiéis aos princípios e tocantemente inamovíveis, coitadinhos.

É esta a maneira mais fácil de fingir que não existem e de esperar, com toda a estupidez, que, se os ignoramos, acabarão por se ir embora.

As festas do Avante, por muito que custe aos anticomunistas reconhecê-lo, são magníficas.

É espantoso ver o que se alcança com um bocadinho de colaboração. Não só no sentido verdadeiro, de trabalhar com os outros, como no nobre, que é trabalhar de graça.

A condescendência leva-nos a alvitrar que “assim também eu” e que as festas dos outros partidos também seriam boas caso estivessem um ano inteiro a prepará-las. Está bem, está: nem assim iam lá. Porque não basta trabalhar: também é preciso querer mudar o mundo. E querer só por si, não chega. É preciso ter a certeza que se vai mudá-lo.

Em vez de usar, para explicar tudo, o velho chavão da “ capacidade de organização” do velho PCP, temos é que perguntar porque é que se dão ao trabalho de se organizarem.

Porque os comunistas não se limitam a acreditar que a história lhes dará razão: acreditam que são a razão da própria história. É por isso que não podem parar; que aguentam todas as derrotas e todos os revezes; que são dotados de uma avassaladora e paradoxalmente energética paciência; porque acreditam que são a última barreira entre a civilização e a selvajaria. E talvez sejam. Basta completar a frase "Se não fossem os comunistas, hoje não haveria..." e compreende-se que, para eles, são muitas as conquistas meramente "burguesas " que lhe devemos, como o direito à greve e à liberdade de expressão.

É por isso que não se sentem “derrotados”. O desaparecimento da URSS, por exemplo, pode ter sido chato mas, na amplitude do panorama marxista-leninista, foi apenas um contratempo. Mas não é só por isso que a Festa do Avante faz medo. Também porque é convincente. Os comunas não só sabem divertir-se como são mestres, como nunca vi, do à-vontade. Todos fazem o que lhes apetece, sem complexos nem receios de qualquer espécie. Até o show off é mínimo e saudável.

Toda a gente se trata da mesma maneira, sem falsas distâncias nem proximidades. Ninguém procura controlar, convencer ou impressionar ninguém. As palavras são ditas conforme saem e as discussões são espontâneas e animadas. É muito refrescante esta honestidade. É bom (mas raro) uma pessoa sentir-se à vontade em público. Na Festa do Avante é automático.

Dava-nos jeito que se vestissem todos da mesma maneira e dissessem e fizessem as mesmas coisas - paciência. Dava-nos jeito que estivessem eufóricos; tragicamente iluminados pela inevitabilidade do comunismo - mas não estão. Estão é fartos do capitalismo - e um bocadinho zangados.

Não há psicologias de multidões para ninguém: são mais que muitos, mas cada um está na sua. Isto é muito importante. Ninguém ali está a ser levado ou foi trazido ou está só por estar. Nada é forçado. Não há chamarizes nem compulsões. Vale tudo até o aborrecimento. Ou seja: é o contrário do que se pensa quando se pensa num comício ou numa festa obrigatória. Muito menos comunista.

Sabe bem passear no meio de tanta rebeldia. Sabe bem ficar confuso. Todos os portugueses haviam de ir de cinco em cinco anos a uma Festa do Avante, só para enxotar estereótipos e baralhar ideias. Convinha-nos pensar que as comunas eram um rebanho mas a parecença é mais com um jardim zoológico inteiro. Ali uma zebra; em frente um leão e um flamingo; aqui ao lado uma manada de guardas a dormir na relva.

QUANDO SE CHEGA à Festa o que mais impressiona é a falta de paranóia. Ninguém está ansioso, a começar pelos seguranças que nos deixam passar só com um sorriso, sem nos vasculhar as malas ou apalpar as ancas. Em matéria de livre de trânsito, é como voltar aos anos 60.

Só essa ausência de suspeita vale o preço do bilhete. Nos tempos que correm, vale ouro. Há milhares de pessoas a entrar e a sair mas não há bichas. A circulação é perfeitamente sanguínea. É muito bom quando não desconfiamos de nós.

Mesmo assim tenho de confessar, como reaccionário que sou, que me passou pela cabeça que a razão de tanta preocupação talvez fosse a probabilidade de todos os potenciais bombistas já estarem lá dentro, nos pavilhões internacionais, a beber copos uns com os outros e a divertirem-se.

A Festa do Avante é sempre maior do que se pensa. Está muito bem arrumada ao ponto de permitir deambulações e descobertas alegres. Ao admirar a grandiosidade das avenidas e dos quarteirões de restaurantes, representando o país inteiro e os PALOP, é difícil não pensar numa versão democrática da Exposição do Mundo Português, expurgada de pompa e de artifício. E de salazarismo, claro.

Assim se chega a outro preconceito conveniente. Dava-nos jeito que a festa do PCP fosse partidária, sectária e ideologicamente estrangeirada. Na verdade, não podia ser mais portuguesa e saudavelmente nacionalista.

O desaparecimento da União Soviética foi, deste ponto de vista, particularmente infeliz por ter eliminado a potência cujas ordens eram cegamente obedecidas pelo PCP.

Sem a orientação e o financiamento de Moscovo, o PCP deveria ter também fenecido e finado. Mas não: ei-lo. Grande chatice.

Quer se queira quer não (eu não queria), sente-se na Festa do Avante! Que está ali uma reserva ecológica de Portugal. Se por acaso falharem os modelos vigentes, poderemos ir buscar as sementes e os enxertos para começar tudo o que é Portugal outra vez.

A teimosia comunista é culturalmente valiosa porque é a nossa própria cultura que é teimosa. A diferença às modas e às tendências dos comunistas não é uma atitude: é um dos resultados daquela persistência dos nossos hábitos. Não é uma defesa ideológica: é uma prática que reforça e eterniza só por ser praticada. (Fiquemos por aqui que já estou a escrever à comunista).

A Exposição do Mundo Português era “para inglês ver”, mas a Festa do Avante! Em muitos aspectos importantes, parece mesmo inglesa. Para mais, inglesa no sentido irreal. As bichas, direitinhas e céleres, não podiam ser menos portuguesas. Nem tão-pouco a maneira como cada pessoa limpa a mesa antes de se levantar, deixando-a impecável.

As brigadas de limpeza por sua vez, estão sempre a passar, recolhendo e substituindo os sacos do lixo. Para uma festa daquele tamanho, com tanta gente a divertir-se, a sujidade é quase nenhuma. É maravilhoso ver o resultado de tanto civismo individual e de tanta competência administrativa. Raios os partam.

Se a Festa do Avante dá uma pequena ideia de como seria Portugal se mandassem os comunistas, confessemos que não seria nada mau. A coisa está tão bem organizada que não se vê. Passa-se o mesmo com os seguranças - atentos mas invisíveis e deslizantes, sem interromper nem intimidar uma mosca.

O preconceito anticomunista dá-os como disciplinados e regimentados – se calhar, estamos a confundi-los com a Mocidade portuguesa. Não são nada disso. A Festa funciona para que eles não tenham de funcionar. Ao contrário de tantos festivais apolíticos, não há pressa; a ansiedade da diversão; o cumprimento de rotinas obrigatórias; a preocupação com a aparência. Há até, sem se sentir ameaçado por tudo o que se passa à volta, um saudável tédio, de piquenique depois de uma barrigada, à espera da ocupação do sono.

Quando se fala na capacidade de “mobilização” do PCP pretende-se criar a impressão de que os militantes são autómatos que acorrem a cada toque de sineta. Como falsa noção, é até das mais tranquilizadoras. Para os partidos menos mobilizadores, diante do fiasco das suas festas, consola pensar que os comunistas foram submetidos a uma lavagem ao cérebro.

Nem vale a pena indagar acerca da marca do champô.

Enquanto os outros partidos puxam dos bolsos para oferecer concertos de borla, a que assistem apenas familiares e transeuntes, a Festa do avante enche-se de entusiásticos pagadores de bilhetes.

E porquê? Porque é a festa de todos eles. Eles não só querem lá estar como gostam de lá estar. Não há a distinção entre “nós” dirigentes e “eles” militantes, que impera nos outros partidos. Há um tu-cá-tu-lá quase de festa de finalistas.

É UM ALÍVIO A FALTA de entusiasmo fabricado – e, num sentido geral de esforço. Não há consensos propostos ou unanimidades às quais aderir. Uns queixam-se de que já não é o que era e que dantes era melhor; outros que nunca foi tão bom.

É claro que nada disto será novidade para quem lá vai. Parece óbvio. Mas para quem gosta de dar uma sacudidela aos preconceitos anticomunista é um exercício de higiene mental.

Por muito que custe dize-lo, o preconceito - base, dos mais ligeiros snobismos e sectarismos ao mais feroz racismo, anda sempre à volta da noção de que “eles não são como nós”. É muito conveniente esta separação. Ma é tão ténue que basta uma pequena aproximação para perceber, de repente, que “afinal eles são como nós”

Uma vez passada a tristeza pelo desaparecimento da justificação da nossa superioridade (e a vergonha por ter sido tão simples), sente-se de novo respeito pela cabeça de cada um.

Espero que não se ofendam os sportinguistas e comunistas quando eu disser que estar na Festa do Avante! Foi como assistir à festa de rua quando o Sporting ganhou o campeonato. Até aí eu tinha a ideia, como sábio benfiquista, que os sportinguistas eram uma minúscula agremiação de queques em que um dos requisitos fundamentais era não gostar muito de futebol.

Quando vi as multidões de sportinguistas a festejar – de todas as classes, cores e qualidades de camisolas -, fiquei tão espantado que ainda levei uns minutos a ficar profundamente deprimido.

POR OUTRO LADO, quando se vê que os comunistas não fazem o favor de corresponder à conveniência instantaneamente arrumável das nossas expectativas – nem o PCP é o IKEA -, a primeira reacção é de canseira. Como quem diz:”Que chatice – não só não são iguais ao que eu pensava como são todos diferentes. Vou ter de avaliá-los um a um. Estou tramado. Nunca mais saiu daqui.”

Nem tão pouco há a consolação ilusória do pick and choose.

...É uma sólida tradição dizer que temos de aprender com os comunistas... Infelizmente é impossível. Ser-se comunista é uma coisa inteira e não se pode estar a partir aos bocados. A força dos comunistas não é o sonho nem a saudade: é o dia-a-dia; é o trabalho; é o ir fazendo; e resistindo, nas festas como nas lutas.

Hás uma frase do Jerónimo de Sousa no comício de encerramento que diz tudo. A propósito de Cuba (que não está a atravessar um período particularmente feliz), diz que “resistir já é vencer”.

É verdade – sobretudo se dermos a devida importância ao “já”. Aquele “já” é o contrário da pressa, mas é também “agora”.

Na Festa do Avante! Não se vêem comunistas desiludidos ou frustrados. Nem tão pouco delirantemente esperançosos. A verdade é que se sente a consciência de que as coisas, por muito más que estejam, poderiam estar piores. Se não fossem os comunistas: eles.

Há um contentamento que é próprio dos resistentes. Dos que existem apesar de a maioria os considerar ultrapassados, anacrónicos, extintos. Há um prazer na teimosia; em ser como se é. Para mais, a embirração dos comunistas, comparada com as dos outros partidos, é clássica e imbatível: a pobreza. De Portugal e de metade do mundo, num Portugal e num mundo onde uns poucos têm muito mais do que alguma vez poderiam precisar.

NA FESTA DO AVANTE! Sente-se a satisfação de chatear. O PCP chateia. Os sindicatos chateiam. A dimensão e o êxito da Festa chateiam. Põem em causa as desculpas correntes da apatia. Do ensimesmamento online, do relativismo ou niilismo ideológico. Chatear é uma forma especialmente eficaz de resistir. Pode ser miudinho – mas, sendo constante, faz a diferença.

Resistir é já vencer. A Festa do Avante é uma vitória anualmente renovada e ampliada dessa resistência. ... Verdade se diga, já não é sem dificuldade que resisto. Quando se despe um preconceito, o que é que se veste em vez dele? Resta-me apenas a independência de espírito para exprimir a única reacção inteligente a mais uma Festa do Avante: dar os parabéns a quem a fez e mais outros a quem lá esteve. Isto é, no caso pouco provável de não serem as mesmíssimas pessoas.

Parabéns! E, para mais, pouquíssimo contrariado.” (E só com um bocadinho de nada com medo)."

 



publicado por António Lemos às 10:57
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75 comentários:
De Daniel a 15 de Setembro de 2013 às 14:30
É precisamente por coisas destas que o povo foge do PCP e afins. "Corja"? Todos os que não alinham com determinada ideologia é "Corja" ou "Imperialista" e outros adjectivos que tais? Eu sempre me senti bem no Avante até ao dia em que disse que era apartidário e caiu o Carmo e a Trindade naquela toalha de piquenique com que partilhava o meu almoço com amigos e um senhor (comunista) que tinhamos conhecido e que ficamos na amena cavaqueira. Era jovem (22 anos), inocente em diversos aspectos e nunca tinha reparado a agressividade (quer em intensidade das frases e sentidos, quer nos adjectivos) com que falavam sobre "os outros". Sim, porque em maior ou menos grau descobri que existe "os comunistas" e "os outros", e não existe entremédio. E o tratamento que se dá a "os outros" depende com que comunista se está a lidar, pois esse "os outros" tanto pode ser tratado como se tivesse lepra, estivesse possuído por uma força demoníaca (há ironia aí, tendo em conta a tendência ateísta do comunismo - da qual partilho), tivesse a peste bubónica; ou então é tratado de uma forma mais objectiva (no sentido de que existe um objectivo para o facto de tolerarem "os outros"), em que há esperanças de "converter" a pessoa (de novo, a ironia) e debita-se uma miriade de coisas nesse sentido. Mas no final, se não se tornar um convertido continua a estar de fora, continua a ser um "outro", mais um da "corja", um "imperialista"... E viva a democracia e pluralidade de opiniões, certo? Viva ter a capacidade de pensar pela própria cabeça e poder contribuir para um discurso plural, porque se isso existe (opiniões plurais) então é porque não somos todos iguais e temos, todos, prioridades diferentes (e nem é preciso serem de importância diferente). Sim, nós, a corja, não sabemos nem sonhamos. Nós, a corja, alguns por sabermos que o mundo não é um quadro estático não alinhamos com ideologias partidárias e preferimos ponderar bem as medidas propostas e pensar no que realmente nos possa ser necessário, outros por alinharem em outras ideologias partidárias por vez em conta, estamos do lado de fora do murinho da sapiência, sapiência essa que necessita de antagonizar os restantes, chamando-os de "corja", de "imperialistas" e muito mais. Está certo. E depois perguntam porquê é que as pessoas não confiam em vocês (enquanto que nessa mesma viagem meditativa irão certamente fazer uso de mais uns quantos adjectivos dirigidos a "os outros"). Deixo isto para pensarem sobre o assunto. Talvez os outros saibam e sonhem, e talvez não sejam corja alguma. Quiçá no dia em que vocês realmente SAIBAM isso e passem a ter respeito por quem não é comunista, tentem perceber porque motivo isso acontece (ou seja, tentarem perceber o ponto de vista de outros) simplesmente porque é saudável e útil em sociedade, quiçá as pessoas voltem a dar a confiança perdida.


De Sensei a 20 de Setembro de 2013 às 02:43
Caro Daniel
Parece que enfiou a carapuça até aos tornozelos.
A Corja, são os que criaram um banco (BPN) para roubarem ao seu belo prazer o erário público. Ainda e como suporte para as transferências monetárias com destino a offshores criaram a SLN, tudo, mas tudo criado pelo PPD/PSD, o contributo do Cavaquismo.
Por parte da parceria na mais pura e actualmente desenvergonhada CORRUPÇÃO, o PS cria diversos meios via a Maçonaria e fundações como a MS, entre outras, com propósito idêntico, umas vezes coadjuvados, outras nem por isso, pelo CDS-PP, ainda que este fosse quase permanente nas governações do PPD/PSD. Outros partido da CORJA, que gastou 40 milhões em submarinos, que traziam brindes, agora com prazo ultrapassado e são logo 2 para que as peças de ambos, possam garantir a flutuabilidade e por vezes, operacionalidade de um deles. Dado termos uma actividade piscatória de extrema importância, < a 10% da cota de pescado que existia antes do Cavaquistão, decidir que alguns poderiam viver e bem acima das possibilidades de todos nós, foi um bramir de YES SIR, até nada termos mais do que o que temos hoje e na direcção do NADA, continuamos a ir . Mas para si, na K7 que registou na sua cabeça, todos os comunistas estão formatados, porque para si todos os que ensejam por um bem comum a todos, direitos e garantias de dignidade na vida pelo ensino, saúde e trabalho, são pessoas formatadas, que não respeitam as individualidades do EU. Pluralidade de opiniões e demais discurso demagógico como que lido em cartilha primariamente anti-comunista, que repete e repete, até que na sua cabeça se traduziu na SUA verdade. Já agora existe uma diferença bem grande entre CORJA e IMPERIALISMO, é que este último, defende o bem estar do mais forte, nem que o seu bem estar, seja feito com a destruição dos mais fracos, ou transformados em mais fracos. Enquanto que a designada CORJA , são um bando de corruptos com provas dadas em 38 anos de governação em Portugal, com as devidas alternâncias entre 2 irmãos gémeos e um emplastro. Chegámos a 2013 e vamos a caminho de 2014, onde em Portugal o roubo se legalizou e pratica-se impunemente, sob decreto de lei, pois são os gatunos quem tomou o poder, utilizando publicidade enganosa e o logro para que se cumpra a pseudo-democracia neoliberal, para depois de eleitos NADA ser cumprido e tudo ser exactamente o inverso do publicitado. LOGO A CORJA ASSUMIU O LEGISLATIVO O JUDICIAL E O EXECUTIVO. Se V. Exa. se insere nesta designação, pois lamento, apenas para além de demonstrar uma primária e irracional aversão aos comunistas Portugueses, afirma-se enquadrado na CORJA, logo só posso deduzir que eventualmente faz parte da quadrilha. Se por acaso não faz, lamento por si que os defenda, mas em tempos como estes, os níveis de cinzento, vão cada vez mais perdendo tonalidades e assumindo cores bem definidas, espero que o Daniel reconheça e assuma bem a cor que definiu, pois será tão responsável pela sua escolha, como qualquer outro que também tenha escolhido uma cor. É chegado o tempo de tomar partido e eventualmente, de se extremarem posições, o que só poderá conduzir-nos a um confronto que de vez acabará com esse mito de que o povo Português é manso, porque a história prova-o de que de manso nada tem tido, mas leva tempo a embalar e uma vez embalado, a destruição costuma de ser TOTAL.


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