Este espaço destina-se à divulgação de Noticias, Ideias e Pensamentos e ao debate de temas relacionados com o Mar, a Politica, a Cidadania, o Turismo, a Sociedade e a Cultura em geral. FOI ADICIONADO UM CONTADOR A PARTIR DE NOVEMBRO DE 2010
Sexta-feira, 29 de Abril de 2005
PARTICIPAR NO MAR REVOLTO

Farol Cabo Raso 2.JPG

A todos os cidadãos e amigos que queiram participar neste espaço de debate.

Este espaço destina-se à divulgação e debate de Noticias, Ideias, Pensamentos e Cultura Geral, à divulgação das minhas opiniões, sobre qualquer tema que considere ser importante para ser debatido ou divulgado aos cidadãos deste nosso pequeno pais, mas grande Portugal. Podem ser debatidos temas relacionados com o Mar, Politica, Cidadania, Turismo, Sociedade, e Cultura Geral.

Qualquer amigo ou cidadão, pode enviar artigos sobre estes temas para o E-mail: marrevolto@sapo.pt que serão divulgados depois de devidamente apreciados e desde que se considere de utilidade a sua divulgação. Todos os comentários que contenham palavreado impróprio ou ofendam qualquer cidadão serão rapidamente apagados.

António Lemos



publicado por António Lemos às 10:59
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Sábado, 23 de Abril de 2005
25 de Abril de 1974, Capitão Salgueiro Maia
salgmaia[1].gif Militar de méritos reconhecidos, dotado de uma inteligência superior e de uma coragem e lealdade invulgares, dele se diz "ter sido o melhor de entre os melhores dos corajosos e generosos Militares de Abril". Natural de Castelo de Vide, fez os estudos secundários no Colégio Nun' Álvares, em Tomar e no Liceu Nacional de Leiria. Entrou para a Academia em 1964 e em 1966 ingressou na Escola Prática de Cavalaria de Santarém. Combateu na Guiné e em Moçambique, já com a patente de capitão. Foi um dos elementos activos do MFA. No dia 25 de Abril de1974, comandou a coluna militar que saiu da EPC de Santarém e marchou sobre Lisboa, ocupando o Terreiro do Paço. Horas mais tarde comanda o cerco ao Quartel do Carmo que termina com a rendição de Marcelo Caetano. Foi membro activo da Assembleia do MFA, durante os governos provisórios, mas não aceitou qualquer cargo político no pós 25 de Abril. Faleceu em Santarém, a 3 de Abril de 1992, vítima de cancro.
Salgueiro Maia, representa para mim, o militar do povo que serve o povo, e que como tal coloca acima de todos os interesses políticos e económicos a defesa da democracia e da liberdade. Salgueiro Maia comanda no terreno a coluna militar que tinha uma das missões mais importantes da revolução portuguesa que se operou no dia 25 de Abril de 1974, tinha a missão de ocupar o Terreiro do Paço, onde se situavam a maioria dos ministérios e varias direcções militares. Tinha ainda que conseguir a rendição da GNR no Quartel do Carmo, assim como a demissão e rendição do presidente do conselho de ministros Dr. Marcelo Caetano, que entretanto se viria a refugiar no referido quartel.
Eu estava lá, junto daqueles militares, junto daquele povo sedento de liberdade que enchia o Largo do Carmo apoiando os militares, exigindo a queda do governo e dando vivas à liberdade. Aqueles homens, comandados por um Capitão que de megafone em punho exigia a rendição de Marcelo Caetano e das forças da Guarda Nacional Republicana que o protegiam, eram a nossa esperança. Já mais me poderei esquecer quando o Capitão Salgueiro Maia deu ordem para abrir fogo, várias rajadas de armas automáticas foram disparadas, fazendo com que todos nós nos lançasse-mos para o chão e rastejando procurasse-mos abrigo. No entanto a expressão que cada um de nós tinha estampada no rosto, não era de medo mas sim de alegria, compreendemos que a determinação daquele Capitão e dos homens que comandava, faria com que a revolução triunfasse. Estas imagens ficaram gravadas na minha memória para sempre. Como aconteceu com muitos outros militares de Abril, homens que pela sua integridade e frontalidade eram incómodos, a hierarquia militar acabou por afastar o Capitão Salgueiro Maia do Continente e das suas tropas. Foi colocado nos Açores, de onde regressou em 1979, para comandar o Presídio Militar de Santa Margarida. Por fim, em 1984 regressou à sua unidade EPC. Faleceu em 4 de Abril de 1992. Está sepultado em Castelo de Vide, no talhão dos combatentes.
Logo após o 25 de Abril, o então largo Oliveira Salazar em Castelo de Vide passou a ser designado por Largo Capitão Maia.
***** Somos Livres! Muito obrigado Capitão Salgueiro Maia! *****
António Lemos





publicado por António Lemos às 18:39
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Sábado, 16 de Abril de 2005
Sobrevivência dos mais aptos. Jacques Cousteau, A Odisseia Submarina
salm 32.bmp Algumas espécies, como a lixa das costas da Califórnia, enterram os ovos e praias arenosas; outras como o salmão, fazem um longo percurso em busca de um lugar de água doce para desovar, onde aja relativamente poucos predadores. Outros ovos viajam com os seus pais alguns na boca ou na parte inferior do corpo da mãe, outros numa bolsa incubadora, onde vão mais seguros. Algumas espécies incubam as suas crias no interior do corpo da fêmea, que alimenta os embriões quando estes saem da casca. Os mamíferos marinhos transportam as suas crias no seu interior, amamentam-nas durante meses e ajudam-nas a sobreviver até que sejam adultas.
Há quatrocentos milhões de anos, os peixes tinham poucas barbatanas e careciam de mandíbulas. Moviam-se torpemente pelo fundo do oceanos, sugando todos os alimentos que encontravam no meio do lodo.
De vez em quando aparecia algum peixe com mandíbulas e com barbatanas maiores. Tratava-se de casos acidentais, mas estes peixes podiam orientar-se melhor e tinham mais equilíbrio, alem de maior velocidade e da capacidade de apanhar outros peixes que não tivessem mandíbulas. Podiam encontrar mais alimentos. Dai que uma maior proporção de peixes sem mandíbulas, com barbatanas menores e um rendimento inferior fosse morrendo, enquanto que mais indivíduos pertencentes à classe mais recente conseguiram sobreviver durante mais tempo. Este segundo grupo teve assim a oportunidade de se reproduzir com mais frequência, contribuindo cada vez com mais descendentes para as gerações seguintes.
Actualmente, como consequência destes processos, desenvolveram-se milhares de variedades de peixes e cada espécie está amplamente capacitada para sobreviver no seu ambiente. Por exemplo, o peixe-papagaios alimenta-se de coral. Desenvolveu umas mandíbulas de osso duro, semelhantes a um bico, alem de uma dentadura grossa fundida pela parte interna. Mas noutra época, eram poucos os peixes-papagaios com bico e os budiões com manchas na cauda, os pregados e os linguados nadavam em sentido vertical, como os outros peixes, e os peixes-víbora não tinham estômago extensível. Todas estas características especiais evoluíram por selecção, e neste processo o ambiente desempenhou o papel de filtro, descartando os indivíduos menos adequados, cujo numero foi diminuindo de geração em geração, enquanto os mais aptos aumentavam. A sobrevivência através da morte: o salmão do oceano pacífico paga pela sua sobrevivência como espécie com uma das agonias de morte mis dolorosas que existem na natureza. E só os indivíduos superiores entre os salmões conseguem sobreviver até essa agonia.
Depois de viver quatro ou cinco anos no mar alto, o salmão dirige-se para o seu lar. Guiando-se por meios até agora não totalmente esclarecidos, o peixe adulto empenha-se em chegar ao riacho ou ao lago onde nasceu. Nada contra as mais agressivas das correntes de montanha, através de remoinhos e por cima das rochas, desafiando um exercito de predadores; e assim tremendamente esgotado, sem comer desde que inicia a ultima viagem, avança com firmeza até chegar ao local de desova. Ai, num espantoso delírio, a fêmea faz um buraco no fundo do rio ou do lago e deposita os ovos que o macho fertiliza. Poucos dias depois, morrem ambos.
Alem das exigências pavorosas que a natureza impõe ao pobre salmão, os cientistas continuam intrigados com o rápido processo de envelhecimento que caracteriza a fase terminal da sua vida. Durante as duas ultimais semanas o salmão degenera tanto como um homem ao longo de quarenta anos: as artérias engrossam, o fígado deixa de funcionar, a circulação torna-se débil e fica sujeito a todo o tipo de infecções ou de infestações. Depois da desova, converte-se, segundo as palavras do Doutor Andrew A. Benson, em «uma sombra miserável do formoso animal prateado que habita o fundo do oceano. A sua carne perdeu a cor alaranjada e adquire um tom amarelo-torrado pálido. Cresceu lhe uma corcunda e curvou-se-lhe a mandíbula. Os ossos tornaram-se cartilagíneos. A pele desprende-se. Vimos inclusivamente muitos perderem a cauda. O fígado adquire uma cor verde azeitona lívida, por causa da presença de produtos em decomposição na hemoglobina. Apenas o coração se mantém em bom estado, embora se verifique o engrossamento das paredes da artéria coronária». Esgotado pela falta de alimentos e pela penosa atrofia das suas glândulas, o salmão torna-se decrépito em poucos dias. Se bem que a história do salmão seja muito triste, representa o triunfo da espécie, pois, com a sua morte, permite que esta sobreviva. No cemitério que é simultaneamente o lugar de desova, outros peixes iram nutrir-se dos ossos maltratados deste Fénix marinho. O seu corpo servirá de alimento ás suas próprias crias, quando vierem a emergir dessas mesmas “cinzas”. (Jacques Cousteau)
Os animais no seu estado selvagem, tem uma enorme capacidade de lutar pela sobrevivência da sua espécie, a natureza em geral tem uma enorme capacidade para se regenerar. É o homem, que apesar da sua inteligência, mais contribui para extinção das espécies mais vulneráveis, se não for conseguir alterar a sua forma de estar na natureza o homem caminhará inevitavelmente para a sua própria destruição. (António Lemos)


publicado por António Lemos às 19:50
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Sexta-feira, 1 de Abril de 2005
A Pesca Lúdica de Lazer e Desportiva faz falta a Portugal
Bloge.JPG A legislação que regula a pesca Lúdica de Lazer e Desportiva, onde também se encontra integrada a Pesca Submarina, é injusta, repressiva e não salvaguarda os direitos dos cidadãos, que gostam de pescar por desporto ou lazer.
Os legisladores não tiveram em conta as opiniões dos pescadores desportivos e de lazer, limitando-se a seguir as pressões de lobbies ligados à pesca profissional e industrial. Querendo tapar o sol com a peneira, chegaram ao ponto de culpar os pescadores desportivos e de lazer da falta de recursos marinhos na costa portuguesa, quando é público e só não vê quem não quer, os enormes atentados à fauna e flora marinha que a pesca industrial/profissional, pratica todos os dias na nossa costa. Exemplo disso, são as enormes quantidades de redes colocadas a pouco mais de duas dezenas de metros da costa, os milhares de covos, os quilómetros de aparelhos de anzol tantas vezes sem qualquer tipo de sinalização, os milhares de alcatruzes, estes considerados já por algumas organizações que estudam a conservação das espécies e dos recursos marinhos, como responsáveis pela diminuição do polvo na nossa costa, (as fêmeas para desovar, procuram tocas e os alcatruzes são isso mesmo tocas para serem ocupadas). Não nos podemos esquecer do arrasto, muitas vezes praticado junto da costa ou em locais proibidos pela legislação, que regula a pesca profissional.
A legislação que regula a pesca Lúdica, não tem que ser imposta sem debate público, sem se ouvirem os pescadores desportivos e de lazer, e as associações que os representam. A legislação para este sector da nossa economia, tem que assentar em estudos científicos credíveis, onde se possa determinar se existem espécies que necessitam de ser salvaguardadas por haver risco de extinção, para que dessa forma possam ser alvo de medidas de protecção, não se pode legislar contra os cidadãos, pelo contrário, tem que se legislar para o cidadão. As leis estão mal feitas, a repressão instalou-se ao longo da nossa costa; entre vários episódios mais ou menos divulgados destaco a actuação da Policia Marítima na Ericeira, que evocando a lei, pretende que os pescadores reformados que duas ou três vezes por mês se deslocam à maré para apanhar um polvo ou uns cabozes e julianas, (com que depois fazem uma excelente sopa de peixe), utilizem unicamente as mãos para capturarem os referidos animais. Apreendem os ganchos e camaroeiros necessários para esse tipo de pesca e aplicam as multas que por vezes ultrapassam em muito as reformas desses pescadores.
Esta forma fundamentalista de aplicar a lei é uma enorme demonstração de ignorância, quer por parte de quem aplica a lei quer por parte de quem manda aplicar.
Os recursos marinhos têm que ser preservados, disso ninguém dúvida, mas a sua preservação não pode assentar em fundamentalismos, nem em interesses muitas vezes obscuros de lobbies ligados à pesca industrial e outros, esses sim responsáveis por muitos e graves problemas relacionados com a destruição dos nossos recursos piscícolas.
Todos sabemos que a pesca profissional/industrial é a principal responsável pela diminuição dos recursos pesqueiros e o pescador desportivo e de lazer o BODE EXPIATÓRIO de conveniência. Em áreas piscícolas, um lance de rede de uma traineira, ou arrastão, mata mais espécies marinhas do que todos os concursos de pesca anuais e os pescadores de lazer de fim-de-semana juntos; " lances de traineiras e arrastões" ocorrem aos milhares todos os dias. As redes de emalhar de albitana ou singeleiras, por vezes com centenas de metros, que durante todo o ano se estendem junto da costa, mesmo quando se sabe que basta uma volta de mar para que essas redes se percam, e fiquem presas ao fundo, continuam a matar todo o ser vivo que nelas tiver o azar de ficar preso. É a busca do lucro fácil. O Pescador desportivo só investe! Sustenta toda uma indústria de material de pesca, iscos, vestuário, embarcações, clubes, portos de abrigo e marinas. São milhares de trabalhadores, em fábricas, lojas, é o turismo náutico com as suas componentes de pesca de alto mar e “big game”. Na pesca lúdica estão representadas as três componentes mais importantes da economia nacional – Industria, Comercio e Lazer. Infelizmente as entidades que deviam legislar e regular a pesca Lúdica Desportiva e de Lazer, limitam-se a seguir aqueles que, intitulando-se defensores do meio ambiente e considerando-se grandes especialistas, (os iluminados), mais não pretendem do que auto-promoção e espaço nos média, que depois aproveitam para divulgar teorias sem fundamento, que pelo seu populismo influenciam as populações e os legisladores, normalmente leigos nestas matérias. Desta forma prejudicam os verdadeiros pesquisadores, ocupando o espaço que lhes seria destinado na Comunicação Social, não podendo assim defender as suas propostas baseadas em estudos comprovados cientificamente.
Vai mal a pesca Lúdica Desportiva e de Lazer! Compete a todos os pescadores e associações que os representam, nomeadamente, a EFSA, a Água Selvagem, aos clubes, jornais e revistas da especialidade, aos industriais e comerciantes, exigir que os nossos governantes revejam a leis em vigor. Compreende-se que os pescadores profissionais defendam o seu meio de subsistência, mas também, todos os trabalhadores que dependem da pesca Lúdica necessitam de defender o seu ganha-pão. Os cidadãos deste nosso país de marinheiros que gostam de pescar, têm direito a usufruir do mar, e são, sem sombra de dúvida, os primeiros a defendê-lo.
António Lemos






publicado por António Lemos às 19:50
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