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Quinta-feira, 27 de Março de 2014
Holodomor - o novo avatar do anticomunismo «europeu»

Holodomor - o novo avatar do anticomunismo «europeu»

Annie Lacroix-Riz - Professora de História Contemporânea, Universidade de Paris 7

 

Desde Novembro de 1917 sucederam-se sem cessar campanhas antibolcheviques tão violentas quanto diversas, mas a da «fome na Ucrânia», lançada em 1933, tem prevalecido de há 20 anos para cá. Ela foi desencadeada quando os grandes imperialismos, com a Alemanha e Estados Unidos à cabeça, ávidos desde o século XIX por pilhar os imensos recursos da Ucrânia, se julgaram em condições de o conseguir. A conjuntura sorriu ao Reich em 1932-1933, quando o Sul da URSS (Ucrânia e outras «terras negras», Norte do Cáucaso e do Cazaquistão) foi atingido por uma considerável diminuição das colheitas e o conjunto da União por dificuldades de aprovisionamento acarretando o regresso a um racionamento estrito. Grave «penúria» sobretudo durante a «transição» (entre duas colheitas), não especificamente ucraniana, segundo a correspondência diplomática francesa; «fome» ucraniana segundo os relatórios de 1933-1934 dos cônsules alemães e italianos, explorados pelos Estados ou grupos apostados na secessão da Ucrânia: Alemanha, Polónia, centro principal de agitação em Lwow, e Vaticano.

Esta penúria ou esta fome resultou de fenómenos naturais e sociopolíticos; uma seca catastrófica multiplicou os efeitos da retenção crescente dos fornecimentos (abate de gado incluído), desde a passagem dos anos 20, pelos antigos kulaques (os camponeses mais ricos), hostis à colectivização. Esta fracção, em luta aberta contra o regime soviético, constituía, na Ucrânia, uma das bases de apoio ao «autonomismo», disfarce semântico da «secessão», em benefício do Reich, da região agrícola rainha das «terras negras», para além de principal bacia industrial do país. O apoio financeiro alemão, massivo antes de 1914, intensificou-se durante a I Guerra Mundial, quando a Alemanha transformou a Ucrânia, tal como os países bálticos, na base económica, política e militar do desmantelamento do império russo. A República de Weimar, fiel ao programa de expansão do kaiser, continuou a financiar «o autonomismo» ucraniano. Ao chegarem ao poder, os hitlerianos anunciaram o seu plano de anexação da Ucrânia soviética, e todo o autonomismo ucraniano (os meios policiais, diplomáticos e militares convergem) aderiu entre 1933 e 1935 ao Reich, então mais discreto acerca das suas intenções sobre o resto da Ucrânia.

Nessa altura, a URSS não controlava efectivamente senão a Ucrânia oriental (Kíev-Khárkov), que tinha voltado a ser soviética em 1920, depois da secessão operada durante a guerra civil-estrangeira: grandes pedaços da Ucrânia foram espoliados ou não atribuídos, apesar da pertença étnica da sua população, das promessas francesas, em 1914, de devolver os despojos do império austro-húngaro à Rússia tsarista aliada, e da fixação da «Linha Curzon» em 1919. O imperialismo francês, um dos dois artífices (com Londres) da guerra estrangeira feita aos soviéticos, depois também do «cordão sanitário» que se seguiu ao seu fracasso, ofereceu à Roménia, logo em 1918, a Bessarábia (Moldávia, capital Kichinov), antiga parte do império russo, e a Bucóvia; a Checoslováquia recebeu de uma assentada a Ruténia Subcarpátia; a Polónia de Pilsudski, com a ajuda do corpo expedicionário francês dirigido por Weygand(1), obtém, entre 1920 e 1921, a Ucrânia ocidental ou Galícia oriental, que fora há muito austríaca – capital Lemberg (em alemão), Lvov (em russo), Lwow (em polaco), Lviv (em ucraniano). E isto na altura em que a «Linha Curzon» (nome do secretário dos Negócios Estrangeiros britânico), tinha considerado, em 1919, este território «etnicamente» russo, transladando a fronteira russo-polaca 150 km para Oeste da Ucrânia russa: a «Rússia» devia receber este território dos seus aliados quando eles próprios e os Brancos tivessem escorraçado os bolcheviques, o que não aconteceu.

Esta distinção geográfica é decisiva porque Lwow tornou-se – e Lviv permanece – um centro principal do clamor alemão, polaco e do vaticano sobre a «fome na Ucrânia», que começou no Verão de 1933, isto é, após uma excelente colheita soviética ter posto fim à crise dos aprovisionamentos. Se houve fome em 1932-1933, atingindo o seu máximo durante a «transição» (entre as duas colheitas), Julho de 1933 marcou o seu fim. A campanha difundiu-se por todo o campo anti-soviético, Estados Unidos incluídos, onde a imprensa germanófila do grupo Hearst a tomou a seu cargo. A fome não foi «genocida», o que é admitido por todos os historiadores anglo-saxónicos sérios, como R. W. Davies e S. Wheatcroft, não traduzidos em francês, ao contrário de Robert Conquest, agente dos serviços secretos britânicos tornado prestigiado «investigador» de Harvard, ídolo da «faminologia» francesa a partir de 1995.(2) A campanha original nem sequer tinha brandido o «genocídio»: Berlim, Varsóvia, o Vaticano, etc. condenaram Stáline, os Sovietes ou os judeus-bolcheviques, estigmatizaram a sua ferocidade ou a sua «organização» da fome e descreveram uma Ucrânia impelida pela fome ao canibalismo. Quanto aos franceses, imputavam aos planos secessionistas do trio este bulício lançado no momento em que o Reich prometia ao ditador polaco Pilsudski, se este restituísse Dantzig e o seu corredor, entregar-lhe de bandeja a Ucrânia soviética que juntos em breve conquistariam: François-Poncet, delegado do Comité das Forjas(3) e embaixador em Berlim, ria-se com sarcasmo dos lamentos quotidianos vertidos pela imprensa do Reich sobre o martírio ucraniano, grande ardil com intuitos externos (anexar a Ucrânia) e internos («difamar os resultados do regime marxista»).(4)

A abundante correspondência militar e diplomática da época exclui a tese da ingenuidade dos «palermas» pró-soviéticos, tais como Édouard Herriot, cegos às mentiras e secretismos de Moscovo, durante a sua viagem em Setembro de 1933 à Ucrânia: ou seja, a tese defendida em 1994 pelo demógrafo Alain Blum, que introduziu em França o número dos «seis milhões de mortos». Esse símbolo concorrencial, tão caro aos anti-semitas ucranianos – era preciso fazer pelo menos tão bem como os judeus, antes de fazer muito mais, 7, 9, 10, 12, até 17 milhões, que eu tenha conhecimento, (isto para um efectivo total de cerca de 30 milhões de ucranianos soviéticos) –, foi adoptado no Livro Negro do Comunismo, em 1997, por Nicolas Werth. Na altura, este ainda refutava a tese «genocida», que passou a defender quando se comprometeu, em «2000, com um projecto de publicação de documentos sobre o Gulag (seis volumes sob a égide da Fundação Hoover e dos arquivos do Estado da Federação da Rússia)».(5) Número duplamente inaceitável: em primeiro lugar, Alain Blum dedu-lo de estimativas demográficas, já que a URSS não fez qualquer recenseamento entre 1926 e 1939: ora, entre estas datas, no quadro de um boom industrial orientado desde o início da grande crise capitalista para a defesa face à ameaça alemã, ocorreram gigantescos movimentos populacionais inter-regionais, que afectaram particularmente a Ucrânia agrícola colectivizada. O fraco crescimento da população ucraniana entre os dois recenseamentos não autoriza pois a equivalência: défice demográfico igual a mortos de fome; em segundo lugar, o modo de cálculo da estimativa é absurdo: Alain Blum alinhou-se com os estatísticos russos que, em 1990, agruparam as perdas presumíveis na década de 1930, atribuindo seis milhões – ao único ano de 1933(6).

O número fatídico foi retomado por «sovietólogos» franceses, como Stéphane Courtois, ligados ou não aos campeões da «Ucrânia independente» laranja. Absurdo supremo: na Ucrânia oriental teriam portanto morrido em alguns meses tantas vítimas – ou mesmo duas ou três vezes mais – como judeus exterminados a partir de 1939, sobretudo entre 1942 e 1944, num território que se estende da França aos Urais; e isto sem deixar nenhum dos traços visíveis, fotografias ou escritos, deixados pelo genocídio nazi.

É neste contexto que se movimentaram em França grupos «ucranianos», como a associação «Ucrânia 33», que foi alojada pelo arcebispado de Lyon, tendo como presidente honorário Monsenhor Decourtray.(7) Esta organização está subordinada ao Congresso Ucraniano Mundial, sediado em Washington e presidido por Askold S. Lozynskyj, que publicou no New-York Times, em 18 de Julho de 2002, a seguinte correspondência: «quando os Sovietes foram obrigados a retirar perante a invasão dos nazis, em Junho de 1941, massacraram os seus prisioneiros (…) da Ucrânia ocidental, detidos e internados às dezenas de milhares em 1939 (…). Isto foi efectuado com a ajuda dos comunistas locais, sobretudo dos etnicamente judeus. Este massacre não constituiu infelizmente uma aberração das acções soviéticas na Ucrânia. Em 1932-1933, na Ucrânia oriental, os Sovietes já tinham assassinado cerca de sete milhões de homens, mulheres e crianças ucranianas por meio de um genocídio estrategicamente planificado de fome artificial. O homem escolhido por Ióssif Stáline para perpetrar este crime era um judeu, Lazar Káganovitch.(8)

«O célebre historiador britânico Norman Davies concluiu que nenhuma nação teve tantos mortos como a ucraniana. O que foi em larga medida o resultado das acções tanto dos comunistas como dos nazis. Os russos e os alemães eram bárbaros. Mas os judeus eram os piores. Eles traíram os seus vizinhos e fizeram-no com muito zelo!»(9).

Estes anti-semitas frenéticos mostraram-se mais discretos em França, onde bajularam associações judaicas e a Liga dos Direitos do Homem em «colóquios internacionais» e debates sobre «os genocídios» (judeu, arménio, ucraniano).(10) Em 2005-2006, eles exigiram a minha exclusão da Universidade de Paris 7, primeiro ao seu presidente e depois ao Presidente da República, Jacques Chirac, acusando-me de «negacionismo» por ter enviado por Internet aos meus estudantes uma compilação crítica (citada mais à frente) de arquivos sobre as patranhas da campanha germano-vaticano-polaca de 1933-1935. Não me perdoaram sobretudo o facto de ter lembrado, em 1996, o papel que teve na Ucrânia ocupada pela Wehrmacht a Igreja Uniata(11) da Galícia oriental, submetida ao Vaticano e confiada ao bispo (de Lwow), Monsenhor Szepticky, que abençoou as matanças da divisão ucraniana SS Galícia, formada a partir dos agrupamentos do nazi uniato Stepáne Bandera.(12) Acrescentemos a estes dossiers comprometedores para os arautos do «Holodomor» que eu ouso afirmar que a diabolização do comunismo e da URSS não resulta da análise histórica mas de campanhas ideológicas; que, não contente de ser marxista, sou também judia, e um dos meus avós foi morto em Auschwitz – facto que eu tornei público em 1999, frente a uma outra campanha,(13) e que estes excitados conheciam:(14) a natureza de todos estes elementos mobilizá-los-ia.

Faltou concretizar-se o sonho de obter o apoio dos judeus de França a uma campanha contra uma «judia-bolchevique» travestida de «negacionista»! Este assédio, contra o qual se levantaram o Snesup e o PRCF,(15) que lançou em Julho de 2005 uma eficaz petição apoiada pela revista (a única) La Libré Pensée,(16) esmoreceu depois de os «ucranianos», sob a protecção da polícia do ministro do Interior, N. Sarkozy, terem homenageado, em 25 de Maio de 2006, no Arco do Triunfo, o grande pogromista Petliura. Emigrado em França, depois dos seus crimes de 1919-1920, foi abatido em 1926 pelo judeu russo emigrado Schwartzbard, tendo a defesa deste dado origem à Liga Contra o Anti-Semitismo (LICA), que se tornou LICRA(17) em 1979. Foi esta última que – depois de vários avisos em vão da alegada «negacionista» Lacroix-Riz – denunciou aqueles anti-semitas de choque, em 25 de Maio de 2006, através do seu presidente Patrick Gaubert.

Irá o alarido dos grupelhos «ucranianos» recomeçar entre nós, estimulado pelo Parlamento Europeu?

A Ucrânia ocidental laranja, tutora (oficial) de toda a Ucrânia, ocupa de novo o centro de uma campanha que, desde a era Reagan – fase crucial do desmantelamento da Rússia iniciado a partir de 1945 pelos Estados Unidos – deve tudo ou quase tudo a Washington, da mesma forma que a precedente deveu tudo ao dinheiro alemão. Os seus campeões empilham milhões de mortos de uma Ucrânia oriental, cuja população nunca se juntou à matilha apesar de o assunto lhe dizer respeitos em primeiro lugar. Em contrapartida, a CIA foi o chefe de orquestra, apoiando-se, em primeiro lugar, nos «Ucranianos» anti-semitas e antibolcheviques, colaboracionistas eminentes sob a ocupação alemã, emigrados nos Estados Unidos, no Canadá ou na Alemanha ocidental a seguir à expulsão da Wehrmacht da Ucrânia ou depois de 1945; em segundo lugar, em certas prestigiadas universidades americanas, entre as quais Harvard e Stanford, seguidas por universidades «ocidentais» (Europa oriental incluída), as quais foram gratificadas através de financiamentos americanos (em plena miséria dos créditos públicos para a investigação) com uma profusão de colóquios e encomendas editoriais sobre «a fome genocida na Ucrânia».

O apoio financeiro e político americano engendrou a campanha «Holodomor» dos governos ucranianos – que em 2008 erigiram em herói nacional Stepáne Bandera, «chefe da organização terrorista ucraniana na Polónia»(18), pretensamente independentista» (não do Reich), criminoso de guerra emigrado em 1945 em zona de ocupação americana, organizador, a partir da sua base de Munique, de assassinatos em massa até aos anos 50 na Ucrânia novamente soviética.(19) Sem um tal apoio, a gritaria terminaria ou perderia todo o eco internacional. O «Parlamento Europeu», ao reconhecer em 23 de Outubro de 2008 «o Holodomor (fome provocada artificialmente em 1932-1933 na Ucrânia) como “um crime horrível perpetrado contra o povo ucraniano e contra a humanidade”», revelou a sua estrita dependência relativamente aos Estados Unidos, dos donos da Ucrânia «independente», em concorrência com a Alemanha, cuja grande imprensa manifesta um zelo pró-ucraniano igual ao da actual Polónia, herdeira dos «coronéis» Josef Beck e consortes.

 

Bibliografia sumária: conjuntura ucraniana germano-vaticano-polaco-americana, Annie Lacroix-Riz, Le Vatican (réf. N. 7); Le Choix de la défaite: les élites françaises dans les années 1930, Paris, Armand Colin, 2006, reed. 2007 De Munich à Vichy, l’assassinat de la 3.ª republique, 1938-1940, mesmo editor, 2008; e sobretudo a iminente versão final da síntese apresentada aos meus estudantes em 2004, «Ucrânia 1933, actualizada em 2008», («Sobre a “fome genocida stalinista” na Ucrânia em 1933»: uma campanha alemã, polaca e do Vaticano», www.historiographie.info), que desencadeou a fúriados defensores do «Holodomor».

Reter da bibliografia Douglas Tottle, Fraud, Famine and Fascism. The Ukainian Genocie Myth from Hitler to Harvard, Toronto, Progress Book, 1987, esgotada mas disponível na Internet: este antigo fotógrafo mostrou que as fotos das campanhas ucranianas de 1933-1935, a partir da era reaganiana, (artigos, obras, filmes) provinham das colecções da fome de 1921-1922, resultante de sete anos de guerra, primeiro mundial depois a guerra estrangeira e civil, e desancou de forma muito bem argumentada as fontes escritas e fotográficas da principal obra de Conquest (capítulo 7, «Harvest of Deception», «A colheita de enganos», e sobretudo p. 86-90); Geoffrey Roberts, Stalin’s War: From Worl to Cold War, 1939-1953. New Haven & London: Yale University Press, 2006, que estima o balanço dos massacres perpetrados pelos banderistas em «35 mil quadros militares e do partido na Galícia oriental [soviética] entre 1945 e 1951», p. 325.

 

(1) Maxime Weygand (1867-1965), general francês, nomeado em 1920 conselheiro na Polónia do ditador Józef Piłsudski, comandou a «Missão Militar Francesa» que desempenha um papel central na guerra russo-polaca de 1919-1921, levando à derrota do Exército Vermelho na Batalha de Varsóvia, a que se segue a anexação de territórios ucranianos e bielorussos (N. do Ed.).

(2) Respectivamente The years of Hunger, Soviete Agriculture 1931-1933, New York, Palgrave Macmillan, 2004, e Harvest of Sorrow, New York, Oxford University Press, 1986, traduzido em 1995 (e a minha actualização na Internet, bibliografia sumária).

(3) Comité des forges, organização patronal da siderurgia francesa, criado em 1864, que foi substituído em 1945 pela Câmara Sindical da Siderurgia Francesa (N. do Ed.)

(4) Despacho 727 para Paul-Boncour, Berlim, 5 de Julho 1933, Europa URSS 1918-1940, vol. 986, relações Alemanha-URSS, Junho 1933 – Maio 1934, arquivos do Quai d’Orsay (MAE).

(5) http://www.ihtp.cnrs.fr/spip.php?article98 (site IHTP); sobre o papel anti-soviético oficial desta fundação, estreitamente ligada ao Departamento de Estado, referência da n.1.

(6) Alain Blum, Naître, vivre et mourir en URSS, 1917-1991, Paris, Plon, 1994, p. 96-99 e n. 61, p. 243

(7) Albert Decourtray (1923-1994), nomeado arcebispo de Lyon em 1981, cardeal em 1985, eleito membro da Academia Francesa em 1993. (N. do Ed.)

(8) Lázar Moisséievitch Káganovitch (1893-1991), membro do POSDR desde 1911, do CC desde 1922 e do Politburo desde 1926, participante na Revolução de Outubro, secretário-geral do PC(b) da Ucrânia (1925-28), primeiro secretário do Comité de Moscovo (1930-1935), dirigiu a reconstrução de Moscovo e a obra do metropolitano, ministro das Vias de Comunicação (1935-44) e ministro da Indústria Pesada (1937), entre outros cargos. Em 1957 é declarado membro do «grupo antipartido», afastado de todos os postos, sendo definitivamente expulso do PCUS em 1961. (N. do Ed.)

(9) http://zustrich.quebec-ukraine.com/new02_shmul.htm, tradução ALR. O polonófilo Davies, que obteve o seu doutoramento em Cracóvia, deve a notoriedade à sua minimização da destruição dos judeus da Polónia, que o opôs a vários historiadores americanos (Lucy S. Davidowicz, Abraham Brumberg e Theodore Rabb).

(10) «Memórias partilhadas dos genocídios e crimes contra a humanidade», «colóquio internacional» do «Colectivo Reconhecimento», 28-29 de Abril 2006, ENS Lyon, etc. (documentação Internet inesgotável).

(11) Igreja Uniata é a designação comum dada à actualmente designada Igreja Greco-Católica Ucraniana, que manteve o rito bizantino ortodoxo apesar ter pertencer à Igreja Católica e estar directamente sujeita ao Papa (N. do Ed.).

(12) O Vaticano, a Europa e o Reich da I Guerra Mundial à Guerra fria (1914-1955), Paris, Armand Colin, 1996, reed. 2007, p. 414-417, e infra.

(13) Quando contestaram o meu trabalho sobre a fabricação e entrega ao Reich do Zyklon B «francês» (da fábrica de Villers-Saint-Sépulcre) pela sociedade mista Ugine-Degesch, Industriais e Banqueiros Franceses sob a Ocupação: A Colaboração Económica com o Reich e Vichy, Paris, Armand Colin, 1999, index. [Stepáne Andréievitch Bandera (1909-1959), contra-revolucionário ucraniano, líder da Organização dos Nacionalistas Ucranianos entre os anos 30 e 50. (N. do Ed.)]

(14) O que foi referido regularmente nas suas prosas ao longo da sua campanha de 2005-2006.

(15) Snesup, Sindicato Nacional do Ensino Superior; PRCF, Pólo da Renascença Comunista Em França. (N. do Ed.).

(16) Entre as organizações solicitadas não signatárias, o PCF, a Liga dos Direitos do Homem, o MRAP, diversas associações judaicas, o Comité de Vigilância dos Usos Públicos da História, a Associação dos Professores de História e Geografia (APHG), etc. [La Libré Pensée é uma revista digital (lapenseelibre.fr) de orientação marxista editada em francês. (N. do Ed.)]

(17) Liga Internacional Contra o Racismo e o Anti-Semitismo (N. do Ed.)

(18) Despacho 30 de Léon Noël, embaixador em Varsóvia, 15 de Janeiro de 1936, SDN, vol. 2169, Polónia, dossier geral, Fevereiro-Julho de 1936, MAE.

(19) Lacroix-Riz, Vatican, loc. Cit., Tottle, chap. 9-10; Mark Aarons e John Loftus, Nazis no Vaticano, Paris, O. Orban, 1992, índex Bandera; Christopher Simpson, Blowback. America’s recruitment of Nazis and its effects on the Cold War, New York, Weidenfeld & Nicolson, 1988, índex Bandera, etc.

 

Para a História do Socialismo - www.hist-socialismo.net Original em francês disponível em http://www.historiographie.info Tradução portuguesa de MF, revisão e edição de CN, 30.09.2009.

 

Editado no Mar Revolto por António Lemos

 

 



publicado por António Lemos às 13:00
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