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Quinta-feira, 6 de Julho de 2006
Peter Benenson (1921 - 2005)

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Peter Benenson nasceu a 31 de Julho de 1921. Era neto do banqueiro russo-judio Grigori Benenson e filho de Flora Solomon, que o criou sozinha após a morte do seu marido, John Salomon, coronel do exército britânico. Recebeu aulas particulares, depois estudou em Eton e licenciou-se em História pela Universidade de Oxford. O seu gosto pela contestação revelou-se cedo, quando a queixa que formulou ao director de Eton pela deficiente qualidade da comida escolar, deu lugar a que fosse enviada uma carta à sua mãe na qual se advertia sobre as tendências revolucionárias do seu filho. Com 16 anos lançou a sua primeira campanha: conseguir apoio escolar, durante a guerra civil de Espanha, para o recém-formado Comité de Ajuda a Espanha, que estava a ajudar os órfãos dos Republicanos. Ele próprio adoptou um dos bebés e contribuiu para financiar a sua alimentação. Depois de se licenciar em Oxford incorporou no exército britânico, onde trabalhou no Gabinete de Imprensa do Ministério da Informação. Terminada a guerra, continuou no exército e estudou Direito. Ao fim de alguns anos abandonou o exército e começou a exercer a advocacia. Filiou-se no Partido Trabalhista e tornou-se num membro destacado da Sociedade de Advogados Trabalhistas. Peter Benenson inspirou e fundou a Amnistia Internacional em 1961, primeiro através de uma campanha de um ano para a libertação de seis prisioneiros de consciência. Mas desta campanha surgiu um movimento internacional de Direitos Humanos e posteriormente uma organização mundial Amnistia Internacional  que adoptou muitos milhares de vítimas de violações de Direitos Humanos e inspirou milhões de activistas de Direitos Humanos em todo o mundo. O Appeals for Amnesty (Apelos para Amnistia), que durou um ano, foi lançado em 28 de Maio de 1961, num artigo no jornal britânico, The Observer, chamado "Os Prisioneiros Esquecidos" Esse apelo atraiu milhares de apoiantes, e iniciou o movimento mundial de Direitos Humanos. O catalisador da campanha original foi o sentimento de revolta que sentiu ao ler um artigo sobre a detenção e prisão de dois estudantes num café em Lisboa, que tinham brindado à liberdade. Nos primeiros anos de existência da Amnistia Internacional, Peter Benenson foi o principal financiador do movimento, deslocou-se em missões de investigação e esteve envolvido em todos os aspectos da sua estrutura organizacional. Outras actividades em que Peter Benenson se envolveu durante a sua vida incluíram; adopção de órfãos da guerra civil espanhola, acolher em Inglaterra judeus que fugiam a Hitler, observar julgamentos enquanto membro da Society of Labour Lawyers (Associação dos Advogados do Direito do Trabalho), ajudar a criar a organização Justice (Justiça) e criar a Associação Para os Doentes Celíacos como ele. Numa cerimónia para marcar o 25º Aniversário da Amnistia Internacional, Peter Benenson acendeu a vela, que se tornou o símbolo da organização "a vela com o arame farpado" dizendo estas palavras: A vela arde, não por nós, arde por aqueles que não conseguimos salvar da prisão, que foram mortos a caminho da prisão, que foram torturados, raptados, que desapareceram. É por eles que a vela arde. Peter Benenson, fundador da organização internacional de Direitos Humanos, Amnistia Internacional, morreu na noite de 25 de Fevereiro de 2005, com 83 anos de idade. A vida de Peter Benenson foi um testemunho corajoso do seu compromisso visionário de combater a injustiça no mundo, ele levou a luz ao interior das prisões, ao horror das câmaras de tortura e à tragédia dos campos da morte em todo o mundo. Este foi um homem cuja consciência brilhou num mundo cruel e aterrador, que acreditou no poder das pessoas comuns para provocar uma mudança extraordinária, ao criar a Amnistia Internacional, deu a cada um de nós a oportunidade da fazer a diferença. Em 1961 a sua visão deu origem ao activismo de Direitos Humanos. Em 2005 o seu legado é um movimento internacional para os Direitos Humanos que não irá morrer nunca, hoje, a Amnistia Internacional está no 45º ano de vida. Tornou-se a maior organização internacional e independente de Direitos Humanos, com mais de um milhão e oitocentos mil membros e apoiantes empenhados em todo o mundo.

**** Desta forma pretendo homenagear o inspirador e fundador daquela que é hoje uma das maiores organizações de defesa dos direitos humanos a Amnistia Internacional.

**** Joana Lemos



publicado por António Lemos às 18:26
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