Este espaço destina-se à divulgação de Noticias, Ideias e Pensamentos e ao debate de temas relacionados com o Mar, a Politica, a Cidadania, o Turismo, a Sociedade e a Cultura em geral. FOI ADICIONADO UM CONTADOR A PARTIR DE NOVEMBRO DE 2010
Quarta-feira, 23 de Março de 2005
Jacques Cousteau – Odisseia Submarina. A fecundidade do mar
Fauna e Flora.jpg A fecundidade do mar.
Se se nivelasse a crosta terrestre e desaparecessem tanto as grandes cadeias montanhosas, (a do Himalaia, por exemplo) como os grandes abismos oceânicos, (entre outros, a fossa submarina das Marianas), não apareceria terra firme acima da superfície do mar. A terra ficaria coberta por uma camada uniforme de água de mais de três mil metros de profundidade! Não há dúvida de que a terra é um planeta aquático e a água um bem precioso.
Desde as grandes extensões das suas águas superficiais até as suas praias e pântanos, sapais e lameiros de mangue, desde os seus milhares de quilómetros de costas rochosas até aos seus abismos mais profundos e escuros, o mar produz vida com uma abundância fantástica.
Não é de estranhar. Os oceanos constituem para facilitar a vida do que a terra. Proporcionam directamente a água fundamental para todas as formas de crescimento, contendo os sais vitais, os gases dissolvidos e os minerais. A temperatura da agua é mais constante que a do ar, (bastante mais temperada nas zonas pouco profundas e superficiais e bastante mais fresca na parte profunda), pelo que muitas espécies não têm necessidade de se adaptar ás grandes mudanças da temperatura terrestre.
As águas superficiais, ricas em oxigénio e banhadas pela luz do sol favorecem o desenvolvimento de plantas tão diversas como as que podemos encontrar em terra. Em 28 litros de água superficial há 20 000 plantas microscópicas, alem de centenas de animais platónicos. (a palavra Plâncton é de origem grega e significa “o que é feito para vaguear”). Mas o mais impressionante é o que escapa da rede mais fina. Os mesmos 28 litros de água podem conter mais de doze milhões de plantas unicelulares ou diatomáceas. Encerrada no seu refúgio cristalino de silício, fabricado por ela própria, cada célula reproduz-se com tanta rapidez, que num só mês pode chegar a produzir mil milhões de células.
Neste caldo vital flutuam milhares de milhões de ovos. O facto de algumas células só conseguirem sobreviver graças à sua imensa fertilidade, e ainda que só sobreviva um indivíduo, isso já pode ser considerado um êxito. Muitas criaturas marinhas, que são incapazes de proteger os seus ovos depois da desova, desenvolveram a capacidade de produzir enormes quantidades de descendentes. O caranguejo-azul põe sete mil ovos de uma só vez. A cavala-comum põe uns dez mil. Mas isto não é nada. Uma pescada pode produzir um milhão de ovos de cada vez. O badejo pode pôr entre doze mil e três milhões, e o bacalhau entre dois e nove milhões. A lebre-do-mar purpúrea produz vinte milhões de ovos e o peixe-lua, outros vinte. JACQUES COUSTEAU. ****** Os oceanos têm uma capacidade espantosa de renovação da sua fauna e flora, da vida em geral. No entanto as agressões do Homem são por vezes tão graves que chegam a por em causa, essa capacidade que os oceanos tem para se renovar constantemente. António Lemos





publicado por António Lemos às 14:44
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