Este espaço destina-se à divulgação de Noticias, Ideias e Pensamentos e ao debate de temas relacionados com o Mar, a Politica, a Cidadania, o Turismo, a Sociedade e a Cultura em geral. FOI ADICIONADO UM CONTADOR A PARTIR DE NOVEMBRO DE 2010
Quarta-feira, 11 de Maio de 2005
Hotel Estoril Sol, Relembrar o Escândalo em Cascais

hotel 4.bmp Agora que a Câmara de Cascais pretende dar inicio à discussão pública do Plano de Pormenor, em Regime Simplificado, para a Reestruturação Urbanística dos Terrenos do Hotel Estoril Sol e área envolvente, achei oportuno relembrar aquele que foi o maior Escândalo, económico, social e turístico de Cascais nos últimos 5 anos. Um dia o Sr. Presidente da Câmara de Cascais acordou e lembrou-se que o Estoril Sol, constituía um “atentado paisagístico” e por isso devia ser derrubado, nem mais nem menos! E como se fosse o imperador Nero, perante o incêndio de Roma, quer que o fim do Hotel Estoril Sol proporcione "um belo espectáculo visual" " (António Capucho, in Visão 08/08/2002)". Estupefactos os trabalhadores do Estoril Sol perguntaram, porque seria que o presidente da Câmara só teve olhos para o atentado paisagísticos que no seu entender é o Estoril Sol, e não tem para os "mamarrachos" dos chamados Jardins da Parede ou para o já célebre "Titanic de Cascais"? - Seria por falta de coragem ou por visão limitada?! Rapidamente tudo ficaria claro: O que o presidente António Capucho propôs, e estranhamente a empresa proprietária de imediato aceitou, foi que se destruísse aquele que era (e é) o maior hotel da nossa zona turística e um dos maiores de Portugal, e que anualmente trazia para Cascais uma média de 80.000 turistas. O que propôs foi, unicamente, aquilo que interessava à empresa proprietária, que no lugar do hotel a destruir pretende construir centenas de apartamentos de habitação, escondidos por detrás de um hotelzinho com 40 quartos, para que não se disse-se que o empreendimento não era "turístico" (Este hotel já não faz parte do actual projecto!!!), ganhando de forma fácil e imediata dezenas de milhões de contos. Destruindo o hotel que ao longo da sua existência tinha sido a verdadeira âncora do desenvolvimento da indústria turística e hoteleira, que se diz ser a actividade económica, estratégica e principal do Concelho. Desta forma foram liquidados perto de 300 postos de trabalho, e perto de 300 famílias passaram a sofrer o drama do desemprego. Por toda a parte os responsáveis pelas autarquias desenvolvem esforços para atrair para os seus concelhos investimentos produtivos e geradores de emprego estável. Em Cascais não é assim! Num argumento que apenas favorece o interesse egoísta de grandes lucros, fáceis e imediatos, para benefício exclusivo de um grupo privado, o presidente da Câmara Municipal de Cascais acordou um belo dia a entender que o Hotel Estoril Sol " 38 anos depois de ali estar " lhe poluía as vistas e que era melhor fazê-lo desaparecer! Destruindo 300 postos de trabalho e uma unidade hoteleira insubstituível em toda a Costa do Estoril. Desta forma contribuiu para agravar as já difíceis condições de sobrevivência de centenas de estabelecimentos do nosso comércio tradicional e dos restaurantes da zona, que muito dependem dos fluxos de turistas. Dando lugar a cerca de 300 apartamentos de habitação, que não fazem falta nenhuma a Cascais, e que depois de habitados vão despejar mais umas centenas de carros na marginal, e atrapalhar a vida a toda a gente. TUDO ISTO EM NOME DA GANANCIA E DO LUCRO FACIL! O presidente da Câmara de Cascais sabe que a destruição do Hotel Estoril Sol constituirá um desastre para os interesses económicos do Concelho. Para tentar esconder o escândalo, e prevenir a reacção da população, tem vindo a tentar convencer-nos de que a perda desta capacidade hoteleira será compensada através da construção, "suposta", "em apreciação" ou "intenções com aparente consistência" (vide comunicado da CMC em http://www.cm.cascais.pt/) de mais 13 hotéis com o total de 1200 quartos. Como se não se soubesse que os grandes grupos de turistas, que aqui vêm fazer congressos, não aceitam ser dispersos por vários hotéis! Sendo por isso certo que este importantíssimo segmento do mercado turístico em que todos os especialistas afirmam ser indispensável apostar, se perderia irremediavelmente para outras zonas turísticas, provavelmente estrangeiras. Por isso prometer a construção de muitos hotéizinhos não é mais do que tentar esconder o sol com a peneira. Até hoje nenhum hotel que então fora prometido foi construído. Em 2003 e 2004 o administrador do centro de Congressos do Estoril afirmou publicamente que o encerramento do Hotel Estoril Sol e a falta de capacidade hoteleira em Cascais fazia com que se perdessem grandes congressos. Em 38 anos de vida, o Estoril Sol alojou 3 milhões de turistas, que consumiram nos restaurantes de Cascais mais de 8 milhões de refeições, que fizeram centenas de milhar de compras nos estabelecimentos de comércio, que utilizaram táxis centenas de milhar de vezes, que proporcionaram emprego a milhares de pessoas e que depositaram nos cofres da Câmara centenas de milhar de contos em impostos, e que pagaram obras necessárias a toda população do Concelho. Ao encerrarem o Hotel Estoril Sol toda esta cadeia de riqueza se perdeu, mais de 300 famílias, perto de 2000 pessoas são hoje afectadas pelo desemprego, e é ao Sr., Presidente António Capucho a quem devemos todo este ESCANDALO ECONOMICO E SOCIAL!**** António Lemos. (Funcionário Hotel Estoril Sol durante 30 anos, Coordenador da Comissão de Trabalhadores e da Comissão Sindical). Cascais 11 de Maio de 2005 - .



publicado por António Lemos às 14:02
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2 comentários:
De Antnio a 14 de Maio de 2005 às 17:27
Pois... votaram nele, não foi?

Enquanto os nossos governantes não forem penalizados financeiramente pelos seus erros, estratégias, compadrios, etc. continua o regabofe, basta olhar para a Madeira...

Isto está a precisar de outro 25 de Abril...


De Jos Salgado a 11 de Maio de 2005 às 19:04
Caro Senhor, tem toda a razão. Para quem afirma que o Turismo é o negócio estratégico do Município e encerra Este e outros Hotéis, ou pelo menos surge como patrocinador de tal, dá para entender qual a capacidade de gestão que o Presidente Capucho detém. A mesma que levou a CMC à falência, pois já é facto a situação financeira actual.
No entanto passados 4 anos os projectos de novos Hotéis não passaram disso mesmo, projectos.
Tem lógica, a CMC não constrói, embora prometa.
Na realidade inflacionou as taxas de construção de novos Hotéis.
JMDS


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