Este espaço destina-se à divulgação de Noticias, Ideias e Pensamentos e ao debate de temas relacionados com o Mar, a Politica, a Cidadania, o Turismo, a Sociedade e a Cultura em geral. FOI ADICIONADO UM CONTADOR A PARTIR DE NOVEMBRO DE 2010
Terça-feira, 8 de Novembro de 2005
França, Violência Urbana

violencia_alemanha_epa[1].jpg A violência urbana em França é um aviso para toda a Europa: podemos dizer que é chocante, assistir pelos telejornais à enorme destruição, provocada pela violência que dia após dia tem alastrado por toda a França. A violência é condenável e inadmissível, mas a revolta destes jovens é sem sombra de dúvida um aviso para toda a União Europeia. Algumas entrevistas que foram efectuadas pela imprensa e pelas televisões em bairros sociais na periferia das cidades Francesas, dão conta do descontentamento dos jovens. Frases como: "o ministro que deixe de mentir e que nos ajude", "sentimo-nos rejeitados, em relação aos miúdos dos bairros melhores", "aqui está tudo abandonado não há sítios para os miúdos mais pequenos passarem o tempo"; um adolescente de 18 anos de boné na cabeça dizia para um jornalista: "aqui não há sonhos, é uma luta constante pela sobrevivência". Esta forma violenta, que utilizam para chamar a atenção das autoridades, dos governos, da sociedade, da Europa e talvez do Mundo, é sem duvida condenável, mas é um grito de revolta que se nada se fizer tenderá a alastrar, se a união europeia não repensar urgentemente a sua política económica e social. A Europa necessita de uma política social baseada no respeito e na garantia de acesso a todos os direitos humanos fundamentais, da promoção de uma sociedade assente na igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, no combate a todas as formas de discriminação social, política, religiosa e racial. Necessita de uma melhor distribuição da riqueza que garanta o crescimento e o bem-estar de todos, bem como uma política social que tenha em conta todos os grupos, beneficiando particularmente as populações mais vulneráveis e expostas à pobreza e exclusão social. A Europa tem de assegurar a democracia participativa nas diversas políticas sociais e laborais e uma segurança social pública e universal. Compete a todos os Cidadãos dos Países Europeus pressionar os seus governos e participar activamente nas iniciativas dos partidos e dos sindicatos, lutando por um Estado Social Europeu justo e democrático que garanta o bem-estar de todos. 08 de Novembro de 2005, António Lemos



publicado por António Lemos às 15:25
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2 comentários:
De Clemente Alves a 10 de Novembro de 2005 às 19:56
França: Exclusão e Racismo
Alguma comunicação social, e também alguns ‘sargos’ procuram arrumar os acontecimentos em França( e não só) como sendo ‘apenas’ mais um exemplo da incivilidade de uma “escumalha” de ‘monhés, ciganos, árabes’., que na terra deles não tem direitos nem respeitam ninguém mas que aqui.. etc e tal.
Isto é a xenofobia e o racismo, causas que ‘justificam’ que se escondam os pretos, os ciganos e os árabes, nos bairros da periferia, onde apenas se lhes dá o direito de comerem os restos que nos sobrarem.
Quero lembrar que nos bairros de Paris onde têm ocorrido os incidentes mais violentos, também lá vivem cerca dezenas de milhar de portugueses, que não são monhés, nem ciganos, nem árabes, … mas que também vivem nos mesmos bairros dos que convém esconder. Talvez que entre os escondidos/excluídos, existam muitos que têm que se esconder/excluir mais que os outros !
Mas a questão não é só uma questão de raça, é sobretudo de exclusão, e de miséria imposta aos excluídos.
Tenha-se presente a rapariga que apareceu nos nossos telejornais a defender que achava bem que se destruíssem bens do Estado, porque eram do Estado, e que se queimassem automóveis, porque quem pagava eram as companhias de seguros. Essa rapariga era tão branca como eu, e embora não tivesse exibido o Bilhete de Identidade, era muito seguramente tão francesa como outra francesa qualquer. Estava revoltada porque os seus amigos eram excluídos, e ela achava que não o deviam ser.
Ao amigo ‘Sargo’ deixo para ‘matutar’ esta questão: Como sabe, sendo cidadão europeu, e vivendo em França, ao fim de alguns anos pode optar pela cidadania francesa . E se um seu filho tiver nascido nesse país, pode desde logo ser cidadão desse pais.
Mas um “monhé, cigano ou árabe” só poderá aspirar a ser cidadão francês se o seu pai e o seu avó já lá tiverem nascido . Bonito, não é !
Que ninguém se convença que tudo ficará resolvido se se decretar o ‘estado de sítio’ e se mandar a tropa para as ruas. A tropa e os estados de sítio podem, pela força, esconder durante um pouco mais de tempo o problema. Mas não resolvem o problema.
Um Senhor Poeta disse um dia assim: Todos dizem Violento o rio, mas ninguém diz, Violentas as margens que o comprimem (B.Brecht).
Clemente Alves


De Sargo a 9 de Novembro de 2005 às 15:47
Tudo muito bonito, excepto tirando um grande pormenor é que eles vieram de paises que nada nem ninguem respeitam e veem exigir na europa o que não tem nos paises deles, depois á conta dos socialismos temos ciganos e outras etnias a levarem casinhas á borla,subsidios, etc etc e aqui o pai farta-se de trabalhar e senão pagar a casinha toda vão lhe buscar tudo e mais alguma coisa. O mal é terem aberto as portinhas a toda a gente... agora aguentem-se, primeiro estão os que são de cá e os cá sempre viveram e são muitos em condições bem piores e por esses ninguem faz barulho, preocupe-se tudo é com a dita discriminação. Fosse eu a mandar e não entrava cá um monhé, cigano, arábe, etc e mandava de volta muitos, até resolvermos os problemas dos que cá existem. Chamem-me o que quiserem mas em primeiro estão os nossos, e não é com politicas de esquerda que isto lá vai, mas sim com uma mão dura e forte.

Um abraço.


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