Este espaço destina-se à divulgação de Noticias, Ideias e Pensamentos e ao debate de temas relacionados com o Mar, a Politica, a Cidadania, o Turismo, a Sociedade e a Cultura em geral. FOI ADICIONADO UM CONTADOR A PARTIR DE NOVEMBRO DE 2010
Quarta-feira, 30 de Novembro de 2011
Manifesto Para Um Mundo Melhor

Manifesto Para Um Mundo Melhor

Como cientistas sociais que partilham valores de democraticidade e de justiça social, temos estado atentos a esta crise económica internacional multifacetada e com consequências profundamente negativas no que diz respeito ao Progresso da Humanidade.

Vive-se, na Europa e nos Estados Unidos da América, um tempo de crise económica e social profunda, onde o impacto dos mercados financeiros internacionais e da especulação nas economias nacionais se apresenta como fortemente comprometedor não apenas da retoma económica, mas também, não só da estabilidade democrática, como do aprofundamento da democracia e, consequentemente, do bem-estar social.

Às elevadas taxas de desemprego, à precariedade e volatilidade do mercado de trabalho, resultado de políticas neoliberais protectoras e favorecedoras dos interesses do grande capital, os políticos têm vindo a responder com medidas de combate à crise profundamente fragilizadoras das classes de menor estatuto social e económico, mas sem impacto na resolução dessa mesma crise, servindo apenas para “acalmar” o apetite dos mercados financeiros internacionais através do pagamento de elevados e injustificados juros cobrados às frágeis economias nacionais. Estas medidas são apresentadas às opiniões públicas como as únicas verdadeiramente eficazes para minorar os efeitos da voracidade dos mercados financeiros internacionais desregulados, omitindo o papel daqueles na emergência e aprofundamento da crise. Esta é declarada e assumida pelos governantes e por muitos economistas como se de uma fatalidade se tratasse. Ao mesmo tempo, propaga-se a ideia (ideologia) da inviabilidade de alternativas, a par da fragilização, no caso Europeu, do seu Modelo Social assente na redistribuição económica alegando a sua insustentabilidade a médio e longo prazo e a sua subalternização à Europa da Concorrência.

Acentua-se a responsabilidade individual e a desresponsabilização do Estado face aos grupos sociais mais vulneráveis, reduzindo as oportunidades para se realizarem enquanto cidadãos, beneficiando os mais poderosos em prejuízo dos mais desfavorecidos.

O ataque ideológico ao Modelo Social Europeu é um ataque ao mundo, dado que aquele é o modelo-padrão a partir do qual se constroem as aspirações dos cidadãos das nações emergentes e as novas formas de organização social que urge construir nesses países para redistribuir a crescente riqueza de que poucos usufruem.

As suas consequências são o paulatino desmantelamento das protecções sociais que (ainda) limitam os danos da pobreza e da exclusão social pondo em causa o contrato social que fundamenta a democracia. Às grandes desigualdades de distribuição de rendimento existentes nos países emergentes, perpetuadoras de inúmeras vidas imersas na mais profunda pobreza, juntam-se as novas situações, nos países mais ricos, onde o nível de riqueza cresce ao mesmo tempo que o número de pobres.

É em períodos de crise que se constroem alternativas de futuro. Todos os que se sentem interpelados, descontentes e explorados não podem ser mobilizados pelo “medo” para soluções autoritárias. E corre-se esse perigo. Por isso, é este o momento certo para que os cientistas sociais, que se ocupam de analisar, de procurar compreender e de sistematizar conhecimento sobre as sociedades, as suas dinâmicas, as suas forças e também os seus efeitos perversos, se empenhem na construção do aprofundamento da democracia. Em conjunto com todos aqueles que estão dispostos a trabalhar por um Mundo Melhor. Com todos aqueles que sabem que a democracia se inventa e se reconstrói. Outros paradigmas são possíveis, mas exigem o compromisso de todos nós, para que se diminua a distância entre governantes e governados, denunciada há tantos anos por Bourdieu; para que seja possível, à semelhança do preconizado por Edgar Morin, resistirmos a uma ideologia dominante que tudo varre à sua frente e que apresenta como evidente e normal o que mais não é que a exploração e a desigualdade, que recusamos; para que seja possível compreender à semelhança de Cynthia Fleury, que a democracia tem que conter a crítica de si própria, de modo a que se reinventem as regras que nos governam, impedindo a “entropia” das democracias. Torna-se, por isso, fundamental a intervenção no espaço público, nomeadamente através da construção de um Manifesto capaz de interrogar o capitalismo desenfreado em que vivemos (e particularmente a submissão às exigências dos mercados financeiros internacionais) que sacrifica parte significativa dos seres humanos em nome do lucro exacerbado de alguns, encaminhando-os para a perda gradual dos Direitos e da Dignidade Humanos. Trata-se de um Manifesto capaz de questionar o tipo de sociedade que está a construir-se com este modelo económico e apontar para a construção de uma sociedade em que o modelo económico não faça refém a maior parte da humanidade, destruindo-lhe nomeadamente a capacidade de indignação através do aumento da insegurança e precariedade associadas ao mercado de trabalho. O papel dos e das cientistas sociais é também desconstruir as “evidências do mercado”, bem como outras ideologias tão eficazes, nomeadamente no que diz respeito à veiculação de que não existe alternativa para a actual ordem económica e social mundial.

Afirmamos, pelo contrário, que uma nova ordem económica mundial é possível: uma ordem que restitua aos seres humanos o Direito à indignação, o Direito ao trabalho, o Direito a expectativas positivas e oportunidades de vida, o Direito à Dignidade.

Propomos, por isso, a adopção mundial de medidas tendentes a diminuir o impacto social da actual crise mundial que, se consideradas pelas elites governantes mundiais, contribuirão para o incremento das economias nacionais, para restituir ao ser humano a confiança no futuro e para o aprofundamento do sistema democrático.

Uma democracia saudável é uma democracia mais deliberativa e comunicativa, em que as políticas de “redistribuição”, de “reconhecimento” e de “participação” se articulam em prol de uma justiça mais respeitadora dos direitos humanos, mais cooperativa, sem áreas marginais, tendo em vista transformar este nosso mundo numa comunidade de comunidades.

A sobreexposição da opinião pública aos economistas do regime e sua cartilha de pensamento único desvitaliza e despolitiza o espaço público, difundindo a ideia que Margaret Thatcher apregoou quando subiu ao poder e que constitui o nó górdio de todo um programa: “não há alternativa”. Nos dias que correm, esta questão surge com particular intensidade no respeitante à dívida soberana. A prenoção da intocabilidade da dívida afoga todas as tentativas de a discutir enquanto instrumento privilegiado de transferência dos rendimentos do salário para o capital. Na verdade, o reescalonamento e a reestruturação da dívida deveria permitir aos países não pagarem juros extorsionários. De igual modo, afigura-se fundamental impor uma justa redistribuição dos sacrifícios, obrigando a banca (uma das principais causadoras e beneficiárias da actual crise) a pagar imposto de acordo com os lucros obtidos, a par da taxação das grandes fortunas, das mais-valias bolsistas e urbanísticas, das transferências para offshores. Finalmente, julgamos essencial que qualquer política macroeconómica calcule, de antemão, o número de pobres que vai produzir, para que se perceba e evite os danos sociais e morais da sua implementação.

 

A construção de um Movimento Social Internacional

Apela-se a todos os Cidadãos e Cidadãs do Mundo para aderirem a este Manifesto, em ordem a construir um Movimento Social Mundial capaz de enfrentar o actual capitalismo desenfreado que se quer fazer “senhor do mundo” e reféns as pessoas que o habitam. PELA REGULAÇÃO DEMOCRÁTICA E SOLIDÁRIA DO CAPITALISMO. PELA HUMANIDADE COM DIGNIDADE.

 

Os promotores do Manifesto,
Ana Benavente (ICS, ULHT, Lisboa)
Carlos Estêvão (DCSE-Univ. Minho)
Fernando Diogo (Univ. Açores)
João Teixeira Lopes (Univ. Porto)
Maria José Casa-Nova (DCSE-Univ. Minho)

 

COMPREENDO E APOIO COM ESTE MANIFESTO E CONVIDO TODOS OS MEUS AMIGOS E AMIGAS PARA VISITAREM O SITE http://www.manifestoparaummundomelhor.com/ E A SUBSCREVEREM O MANIFESTO PARA UM MUNDO MELHOR.

António Lemos



publicado por António Lemos às 15:00
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Sexta-feira, 18 de Novembro de 2011
Greve Geral, POR PORTUGAL!

POR PORTUGAL!

Contra a politica de recessão económica!

Contra o roubo dos subsídios de natal e de ferias!

Contra o aumento brutal do custo de vida!

Contra a descriminação da tributação dos rendimentos do trabalho!

Contra o ataque á contratação colectiva!

Contra o aumento dos horários de trabalho!

Contra o desemprego e a precariedade!

Contra as privatizações!

Contra a corrupção, a fraude e a evasão fiscal!

Pelo crescimento económico e a criação de mais emprego!

Pelo aumento do salário mínimo nacional!

Pelo investimento e dinamização do sector produtivo!

Pela defesa dos serviços públicos e das funções sociais do estado!

Pela renegociação da divida!

POR PORTUGAL SUBARANO DESNVOLVIDO E DIGNO!

 



publicado por António Lemos às 15:55
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Segunda-feira, 14 de Novembro de 2011
“Gerald Celente , Todo o sistema económico esta a cair por terra!”

“Gerald Celente: Acabemos com esta farsa de democracia !”

Esta tudo dito, esta é a verdade!

 



publicado por António Lemos às 22:18
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Sábado, 12 de Novembro de 2011
REVOLUÇÃO, quem tem medo da vontade do povo?

Otelo Saraiva de Carvalho disse na passada quarta-feira dia 9 de Novembro, em entrevista á Lusa que existem neste momento condições mais favoráveis para os militares derrubarem o governo do que em 25 de Abril de 1974, dando a entender que essa seria uma possibilidade se os militares assim entendessem.

As palavras de Otelo Saraiva de Carvalho valem o que valem, no entanto a palavra Revolução não tem que meter medo, ao longo da história as revoluções foram acontecendo, e mudaram a história normalmente para melhor. Caíram impérios e formaram-se outros, caíram sistemas económicos e sociais e formaram-se outros, caíram ditaduras e formaram-se outras, nasceram democracias e morreram outras, muitas guerras foram autênticas revoluções pela forma abrupta como mudaram económica e socialmente países e até continentes, isto é incontestável. Hoje estamos perante um mundo onde o caos começa a imperar, de uma forma descontrolada, estamos num mundo onde a ordem económica e social se começa a desmoronar, estamos á beira de um cataclismo social até mesmo de um cataclismo ambiental. Estudiosos e especialistas nestas matérias vaticinam já a possibilidade de acontecer uma terceira guerra mundial. Na realidade o descontentamento cresce, a juventude que até há poucos anos nos parecia apática começa agora a despertar para os males do mundo, da sociedade em geral as perspectivas de futuro afiguram-se muito difíceis, os estados com os seus sistemas económicos e sociais não encontram respostas. Hoje a exploração do homem pelo homem está implantada umas vezes de forma clara outras de forma dissimulada. Assistimos ao escandaloso aumento da pobreza e da fome, não só nos continentes e países mais pobres mas com grande ênfase em continentes como o Europeu e o Americano, em países ricos como os EUA, a Alemanha, a Inglaterra, a França, a Itália, a pobreza e a degradação social é galopante, fruto da ferocidade do sistema capitalista e neoliberal que tem dominado nos últimos 30 anos. A contestação é já frequente, embora ainda não assistamos a muitas manifestações violentas, elas estão acumulando pressão como vulcões que a qualquer momento podem entrar em erupção, a exemplo, posso referir o passado dia 15 de Outubro em Roma onde a violência tomou proporções bastante consideráveis para os padrões europeus.

Em Portugal assistimos á degradação diária da sociedade fruto do agravamento constante da situação económica dos portugueses principalmente da classe média e das classes mais desfavorecidas. O empobrecimento da classe media considerada o sustentáculo económico do país é galopante, os sucessivos governos de cariz neoliberal reféns dos grandes grupos económicos nacionais e estrangeiros, reféns das directrizes da EU, por sua vez ela mesma refém do eixo franco-alemão que claramente são os únicos senhores absolutos a dispor dos destinos da Europa, não conseguem travar o agravamento da situação económica e social. Pergunta-se então, estamos perante uma inevitabilidade, temos mesmo que deixar de existir como país soberano e entregar o nosso destino aos grades senhores do capital Europeu e Mundial, (BCE, FMI)?

Todos os dias e a toda a hora a comunicação social, nas mãos de lobbies políticos e económicos ligados ao grande capital, bombardeia os portugueses com a necessidade de fazer sacrifícios, que mais não são do que a perda de direitos sociais, e a degradação da vida económica e social de cada português, fazendo crer que este é o único caminho, tomam-se resoluções sem consultar o povo, suspendendo-se claramente a democracia, tudo a pretexto da crise e do perigo da banca rota. A Constituição da Republica é ignorada, de acordo com conhecidos juristas da nossa praça pública, são muitas as leis que hoje violam claramente a constituição, chegando mesmo a afirmar que o tribunal constitucional funciona hoje como um órgão político, “que se limita a produzir conteúdos de ordem política e não de defesa da constituição.” A fome instala-se, são cada vez mais os portugueses que recorrem á caridade para poder sobreviver, o Estado demitiu-se do seu dever de proteger os cidadãos, não podia ser de outra forma se é esse mesmo Estado o responsável pela desgraça desta sociedade, dominada pelo capitalismo que tudo pode, transformando o povo em meros escravos, para quem se limitam a lançar umas migalhas, (não vão eles perder as forças e deixarem de trabalhar para os seus senhores). A história ensina-nos que o povo tem a força necessária para mudar o que está mal, ao longo dos tempos o povo português tomou muitas vezes o seu destino nas suas mãos, mudou o sistema, conquistou liberdade, derrubou ditaduras. Na entrevista que Otelo Saraiva de Carvalho deu á Lusa e que referi no inicio deste artigo diz a dada altura, referindo-se á Revolução de 25 de Abril de 1974, “Estabelecemos com o povo português um compromisso muito forte que era o de criar condições para um acesso a nível cultural, social e económico de um povo que tinha vivido 48 anos debaixo de ditadura”, e acrescentou, “Assumimos esse compromisso, não o cumprimos e não o estamos a cumprir porque entregámos o poder a uma classe política que, desde o 25 de Abril, tem vindo a piorar”, afirmou. Otelo considera mesmo que à medida que o tempo corre, tem-se registado “um retrocesso enorme”.

Não poderia estar mais de acordo, tantos foram os direitos retirados ao povo português, pelos sucessivos governos neoliberais tanta é a subserviência desses políticos ao grande capital nacional e estrangeiro, a quem venderam e continuam a vender o que resta da nossa soberania, que hoje faria todo o sentido um novo 25 de Abril.

Não temos de ter medo da palavra revolução esta é uma opção que cabe ao povo, e se o povo assim o entender ela acontecerá mais cedo ou mais tarde, o povo não tem medo da revolução para os que estiveram atentos nos últimos dias e se recordam quem foi chamado pelos jornalistas a opinar sobre a entrevista de Otelo Saraiva de Carvalho percebem de imediato quem tem medo da REVOLUÇÃO quem tem medo da vontade do povo. Antonio Lemos

 



publicado por António Lemos às 22:36
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