Este espaço destina-se à divulgação de Noticias, Ideias e Pensamentos e ao debate de temas relacionados com o Mar, a Politica, a Cidadania, o Turismo, a Sociedade e a Cultura em geral. FOI ADICIONADO UM CONTADOR A PARTIR DE NOVEMBRO DE 2010
Domingo, 26 de Março de 2006
Globalização e o Desemprego

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Chama-se Globalização ao crescimento da interdependência de todos os povos e países da superfície terrestre. Ora essa interdependência não seria por si só maléfica, se todos os países se encontrassem no mesmo patamar de desenvolvimentos económico e social, no entanto como todos sabemos existem na terra países pobres e países ricos, isto porque o meio-termo tende a desaparecer precisamente por causas imputadas à chamada globalização. Os países ricos, as grandes potencias económicas, agem hoje em matéria de globalização como um “polvo”, estendendo os seus tentáculos sobre os países subdesenvolvidos ou em vias de desenvolvimento, onde através das grandes multinacionais e a troco da criação de emprego sempre em moldes precários e explorando mão-de-obra barata vão usufruindo de todas as benesses fiscais e outras, (como em Portugal, a cedência a preços simbólicos de grandes áreas de terreno publico), oferecidas pelos governos centrais e pelas autarquias. A globalização não afecta ou beneficia a todos de maneira uniforme: uns ganham muito, (as grandes potencias económicas) outros ganham menos, outros perdem, (os países mais pobres). Na prática exige-se mais produção a menos custo; ora isto só é possível com maior desenvolvimento da tecnologia ou então com mão-de-obra barata. A mão-de-obra barata de trabalhadores sem qualificação ou menos qualificados é precisamente o que as grandes multinacionais procuram nos países subdesenvolvidos ou em vias de desenvolvimento, trabalhadores não qualificados são vulneráveis fáceis de convencer e assim que os objectivos económicos da empresa são atingidos, os trabalhadores são facilmente descartados, a empresa fecha as portas e deslocaliza-se, vende as instalações e o terreno que adquiriu a preço simbólico, por bom preço. Em conclusão não investiu nada, tudo foi lucro, não gerou riqueza no local onde se instalou, limitou-se a gerar desemprego e mais dramas sociais. É um problema nacional, dramático para os países mais pobres como Portugal, que perdem com a desvalorização das matérias-primas que exportam e o atraso tecnológico em que se encontram. O relatório da ONU deste ano sobre o desenvolvimento humano, comprova que a globalização está a concentrar riqueza: os países ricos ficam mais ricos, e os pobres, mais pobres. Há vários motivos para isso. Por exemplo: na redução das tarifas de importação, beneficiam muito mais os produtos que são exportados pelos países mais ricos, pois os mais ricos continuam a subsidiar os seus produtos agrícolas e outros, inviabilizando as exportações dos mais pobres. Abertura de mercados ao comércio internacional, a migração de capitais, a uniformização e expansão tecnológica, tudo isso, capitaneado por uma frenética expansão dos meios de comunicação, são forças incontroláveis que mudam hábitos e conceitos, procedimentos e instituições. O nosso mundo aparenta estar cada vez menor, mais restrito, com todos os seus cantos explorados e expostos à acção humana. É a globalização no seu sentido mais amplo, cujos reflexos se fazem sentir nos aspectos mais diversos da nossa vida económica, social e cultural. Portugal com os seus governos de direita (PSD/CDS-PP) ou de “esquerda” com politicas de direita (PS), tem permitido que as grades potências económicas através das suas multinacionais, bem como uma politica desenfreada de privatizações e um ataque sistemático aos direitos dos trabalhadores, tenham ao longo destes últimos anos criado uma situação de total descontrolo sobre o desemprego, o que levou a que se atingisse em 2006 a taxa de desemprego mais alta dos últimos 20 anos. A revolta que grassa por essa Europa fora, tendo como exemplo as manifestações em França, deveria ser entendida pelos governantes Europeus em geral e Portugueses em particular, como um sério aviso de que é necessário mudar as politicas de emprego, económicas, sociais e culturais.

***** António Lemos



publicado por António Lemos às 15:46
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7 comentários:
De Jorge Eusbio Tom a 6 de Abril de 2006 às 16:32
Caro António Lemos

Saudações por abordar um tema social e político de flagrante actualidade. No geral, concordo com o que escreveu, embora o tema seja complexo e susceptível de outras abordagens e desenvolvimentos.
Quanto ao comentário da Filipa Gil Costa, parece-me um tanto académico e partir de premissas pouco sólidas. A citação inicial dos economistas é sintomática. A culpa não é dela... é da visão economicista do Mundo dos autores. Pretender que o período pós 45 tenha sido quase o melhor dos mundos é mistificador. As guerras quentes e frias continuaram por quase todo o Planeta, só que deslocalizadas, no seu aspecto mais sangrento e repugnante, da Europa para outros cenários.
Por outro lado, os economistas e os seus acríticos seguidores colocam o acento tónico no Homem enquanto consumidor e desprezam o Homem enquanto ser social, que tem entre os seus direitos o Direito ao Trabalho. Pretender que os despedidos pelas deslocalizações de hoje irão conseguir novas qualificações para os renascimentos económicos do amanhã é, de uma maneira geral (salvo o caso de alguns jovens), uma utopia primária.
Quanto o a mim, existe um problema associado a esta problemática da globalização. É ele o da insustentabilidade do actual padrão de vida dito moderno. Insustentabilidade política, social, económica e ecológica. Penso que vivemos tempos comparáveis a sucessivas fugas em frente até ao abismo. E o abismo, nestes casos, é o agudizar de contradições até um nível tal que descambam inevitavelmente no conflito bélico generalizado.
Um facto preocupante é que cada vez mais o poder político está ao serviço do poder económico. Os governantes já não têm como medida das suas decisões o Homem enquanto ser humano e social, mas os interesses das grandes corporações transnacionais e dos respectivos mercados. E para quem só vê lucros e dividendos, a guerra (quer como indústria quer como fonte de negócios) é uma das mais valiosoas fontes para gerar mais-valias...


De Filipa Gil Costa a 29 de Março de 2006 às 10:58
O texto está muito bem escrito e não posso negar a veracidade de algumas conclusões, mas será que a culpa é da Globalização? Não me parece. Vejamos,

“Uma história do séc. XX mostra dois períodos distintos. O período de 1914 a 1945 foi caracterizado por uma concorrência destruidora, guerras militares frias e quentes e guerras comerciais, despotismo e depressão. De 1945 até ao presente, o mundo tem beneficiado da cooperação, da ampliação dos laços comerciais, de uma expansão da democracia e de um crescimento económico rápido.
O contraste nítido entre a primeira e a segunda partes deste século é um aviso acerca dos bons resultados que derivam de uma gestão esclarecida das economias nacional e global. Economicamente nenhum país é uma ilha.” (in SAMUELSON, Paul A. e NORDHAUS, William D., ECONOMIA, 16ª Edição, McGrawHill, 1999)

Actualmente, somos “pressionados” para olhar a concorrência estrangeira com um olhar de desconfiança e um comportamento em conformidade. Campanhas deste tipo: “O que é nacional é bom!” Compre o que é nosso!” parecem patrióticas. No entanto, na maioria das vezes tais campanhas apenas servem para perpetuar ineficiências! À custa de quem? Do consumidor! Do cidadão comum! Que paga os bens a um preço superior ao que resultaria de uma relação de concorrência verdadeiramente livre e perfeita. O mesmo se passa com as medidas governamentais que constituem barreiras ao comércio, como sejam os impostos alfandegários, as ainda mais perversas quotas de importação/exportação ou as mais sofisticadas regulamentações legais com o mesmo efeito indirecto (e com a agravante da burocracia). As tão desejadas quotas às exportações de produtos chineses, pelas quais todos clamam! “Estamos a ser invadidos pelos produtos chineses, ouve-se aqui e ali!”
Tais barreiras têm elevados custos económicos que se reflectem no crescimento económico nacional e global! Isto porque os produtores internos, ao funcionarem com um protector de preço proporcionado pelo imposto, podem expandir a produção (nada mais inequivocamente artificial!); os consumidores deparam-se com preços obviamente mais elevados e vêem-se obrigados a reduzir o consumo e o governo ganha a receita do imposto. Em suma, os impostos alfandegários geram ineficiência económica. As perdas para os consumidores excedem o conjunto da receita obtida pelo Governo e dos lucros suplementares dos produtores. As quotas de importação têm ainda como agravante o facto de canalizarem o lucro da diferença de preço, não para o Governo (sob a forma de


receita fiscal, passível de redistribuição social), mas para os exportadores ou importadores que obtêm uma das escassas licenças para a exportação ou importação.

Uma outra parangona que muitas vezes se ouve é a da ameaça do trabalho barato estrangeiro! A ideia de que a liberdade de comércio internacional ampliada pelo efeito da globalização expõe os trabalhadores nacionais à concorrência dos trabalhadores estrangeiros com salários reduzidos. Quer ao nível do trabalho por estes desenvolvido em território nacional (A imigração de Leste, as lojas e os armazéns grossistas chineses! As consequências para o sector têxtil!), quer por via das importações de bens produzidos por empresas deslocalizadas para países de mão de obra mais barata. Este argumento é tentador, mas incorrecto. De facto, estes países conseguem produzir com um custo de produção inferior ao nosso, como tal, nós e qualquer outro país (o próprio crescimento económico global) só temos a ganhar se explorarmos as nossas vantagens comparativas face aos demais países. Segundo o princípio económico da vantagem comparativa cada país beneficiará se se especializar na produção e exportação dos bens que pode produzir com um custo relativamente menor e simultaneamente importar os bens que produz com um custo relativamente maior. Então, por que razão alimentar produções e empresas inviáveis? Não compramos, todos nós, produtos em lojas chinesas? Ou nos supermercados Lidl? Porquê? Porque os produtos são mais baratos! Culpamo-nos por isso? Certamente que não? O que é isto senão deslocalização, internacionalização, globalização? Devemos pensar, sim, que os euros que poupamos em cada um desses bens são canalizados para outros fins produtivos (ainda que sejam, mais consumo) e só por isso, economicamente mais eficiente.

Quanto ao trabalho (até porque o texto que ora se comenta se intitula “Globalização e o Desemprego”) não podemos esquecer os custos que este sistema pode impor temporariamente aos trabalhadores e às empresas afectadas. O encerramento das fábricas de uma determinada região em consequência da sua deslocalização para o estrangeiro, lançará um elevado número de trabalhadores no mercado de trabalho à procura de emprego. Sucede que embora a transição possa ser penosa para a maioria destes trabalhadores, a verdade é que no longo prazo o mercado de trabalho tranferirá os trabalhadores dos ramos em declínio para sectores mais avançados. Tal é fácil de entender e vários estudos o comprovam, se um trabalhador é substituído por outro com um salário mais baixo e menores condições laborais, terá necessariamente que se qualificar para poder vir a competir no mercado de trabalho em sectores mais avançados. No final o reajuste far-se-á pelo nível mais elevado.
Em suma, esta é a essência simples do comércio internacional globalizado, desde há muito que a ciência económica ensina que o comércio internacional é benéfico para um país. Incentiva a especialização, expande as possibilidades de consumo.
Mas, olhamos à nossa volta e pensamos: não é isto que vejo?! Vejo desemprego em toda a Europa que parece persistente, quiçá, estrutural! Vejo Desigualdades sociais cada vez maiores!
Pergunto: será culpa da globalização? Da internacionalização? Não, seguramente! A responsabilidade cabe aos decisores políticos, económicos e sociais, cuja acção deve ser, não no sentido de colocar entraves à internacionalização e à economia global, mas em atenuar os efeitos indesejáveis das suas falhas.
- Empreender políticas de redistribuição mais severas na tributação da riqueza (Riqueza, e não só rendimento), necessariamente acompanhadas de medidas de fiscalização, de garantia do cumprimento e punição dos prevaricadores;
- Políticas de educação, formação profissional e formação para a cidadania diferenciadas, focalizadas na inversão do ciclo vicioso da pobreza;
- Políticas de incentivo à melhoria do capital humano, através da formação contínua dos trabalhadores que lhes permita uma transferência, senão automática, pelo menos mais célere, para sectores mais qualificados e com maior empregabilidade.

Afinal é a globalização que nos permite a mobilidade geográfica, a troca de conhecimentos à escala global. É graças a ela que estamos aqui hoje, neste intercâmbio de opiniões!!


De clementina henriques a 3 de Agosto de 2008 às 00:11
Aconselho-a, vivamente, a nao restringir a sua leitura sobre globalização ao SAMUELSON, Paul A. e NORDHAUS, William . Ja agora sugeria também qua a discussão, deveras interessante, se centrasse na globalização e emprego. Pois deve ser isso que nos interessa verdadeiramente nos tempos actuais. Como criar emprego e que tipo de emprego. Nao se esqueça que tempos passados o sector secundário absorveu o desemprego da agricultura;depois o treciário absorveu, em alguma medida, o do 2º e agora? É a dita nova economia no país de iletrados e analfabetos funcionais? Pense bem nisso e reveja as suas leituras.


De Letícia Castro a 29 de Abril de 2008 às 01:54
Saudações por abordar um tema social e político de flagrante actualidade. No geral, concordo com o que escreveu, embora o tema seja complexo e susceptível de outras abordagens e desenvolvimentos.
Quanto ao comentário da Filipa Gil Costa, parece-me um tanto académico e partir de premissas pouco sólidas. A citação inicial dos economistas é sintomática. A culpa não é dela... é da visão economicista do Mundo dos autores. Pretender que o período pós 45 tenha sido quase o melhor dos mundos é mistificador. As guerras quentes e frias continuaram por quase todo o Planeta, só que deslocalizadas, no seu aspecto mais sangrento e repugnante, da Europa para outros cenários.
Por outro lado, os economistas e os seus acríticos seguidores colocam o acento tónico no Homem enquanto consumidor e desprezam o Homem enquanto ser social, que tem entre os seus direitos o Direito ao Trabalho. Pretender que os despedidos pelas deslocalizações de hoje irão conseguir novas qualificações para os renascimentos económicos do amanhã é, de uma maneira geral (salvo o caso de alguns jovens), uma utopia primária.
Quanto o a mim, existe um problema associado a esta problemática da globalização. É ele o da insustentabilidade do actual padrão de vida dito moderno. Insustentabilidade política, social, económica e ecológica. Penso que vivemos tempos comparáveis a sucessivas fugas em frente até ao abismo. E o abismo, nestes casos, é o agudizar de contradições até um nível tal que descambam inevitavelmente no conflito bélico generalizado.
Um facto preocupante é que cada vez mais o poder político está ao serviço do poder económico. Os governantes já não têm como medida das suas decisões o Homem enquanto ser humano e social, mas os interesses das grandes corporações transnacionais e dos respectivos mercados. E para quem só vê lucros e dividendos, a guerra (quer como indústria quer como fonte de negócios) é uma das mais valiosoas fontes para gerar mais-valias...


De clementina henriques a 2 de Agosto de 2008 às 23:53
Ola Letícia
Nao a conheço mas estou de acordo consigo em muitos aspectos do seu comentário. Apenas nao subscrevo a sua opinião quanto às analises dos economitas sobre a Globalização. Basta ver por exemplo Amartya Sen Premio Nobel de economia, Mario Murteira, Rogerio Roque Amaro e nao me alongo mais sobre a produção teórica dos economistas sobre esta problemática. A questão coloca-se como diz e bem é da subordinação do político ao economico. É a o problema da chamada globalização capitalista com tudo o que tem de subjacente. A cada vez maior apropriação individual das mail valias criadas. E os valores? E a cultura? E as práticas? e o bem estar? e desenvolvimento economico e social? e a sustentabilidade dos padroes de vida divulgados numa sociedade de consumo onde o endividamento das famílias ultrapassa, já, os 130%) É preciso pensar nos pilares da globalização: desregulamentação; concentração do capital; extinção do estado providencia. E por hoje por aqui me fico sobre globalização capitalista ou económica como alguns autores preferem!
Maria morgado


De Anónimo a 9 de Setembro de 2008 às 03:42
Os comentaristas tentaram desmembrar economia de ideologia, como se isto fosse possível neste capitalismo neoliberal. O primeiro erro desse atual sistema é permitir que o mercado tome conta de tudo, deixando o Estado apenas como mero espectador, mas sendo este, cobrado quando as coisas ficam feias na economia. Isso já seria um paradoxo extremo. Segundo, que um problema muito difícil, que dirá impossível de se resolver, é a extrema ganância dos cartéis, que com suas estratégias desumanas, aumentaram drasticamente todos os preços dos produtos, deixando os salários esmagados e portanto, a população com uma qualidade de vida cada vez mais ruim. A concentração de renda, ao extremo, não deixa as populações dos países pobres sobreviverem dignamente: falta comida, hospitalização, prevenção sanitária e biológica, educação decente, lazer e etc. Aqui do Brasil, depois de ver nosso país ser arrazado pela política desastrosa e covarde de Fernando Henrique Cardoso, temos agora uma pátria extremamente dependente do fluxo internacional de acordos comerciais. Nossa população está ignorante, cada vez mais antropófaga, rude e violenta, vendo os ricos acumularem mais capital, enquanto que os jovens não tem emprego, e as pessoas com mais de 35 anos são consideradas inadequadas para as novas demandas de trabalho globalizado. O autor da matéria foi bem ao escrevê-la, pois não posso fechar os olhos para essa política mundial escravizante que afronta o equilibrio dos direitos que todos deveriam ter. Justificar a importância da globalização reduzindo-a apenas às facilidades do consumo de produtos é a mesma coisa que se intitular egoísta e fútil.


De Joana a 26 de Novembro de 2011 às 15:29
.LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL fiquei com preguiça de ler '-'


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