Este espaço destina-se à divulgação de Noticias, Ideias e Pensamentos e ao debate de temas relacionados com o Mar, a Politica, a Cidadania, o Turismo, a Sociedade e a Cultura em geral. FOI ADICIONADO UM CONTADOR A PARTIR DE NOVEMBRO DE 2010
Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012
“Sr. Presidente, “água mole em pedra dura tanto dá até que fura!” II

“Sr. Presidente, “água mole em pedra dura tanto dá até que fura!” II

Publiquei no blogue Mar Revolto, em 23 de Novembro de 2006, um artigo intitulado, “Sr. Presidente, água mole em pedra dura tanto dá até que fura!”, no qual alertei para a forma como o então recente eleito Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, se posicionava face á contestação de vários sectores da sociedade portuguesa que contestavam as politicas do governo PS de José Sócrates e a forma pronta como vinha a público afirmar que “o ruído a mais, prejudicava a governação”, completamente alinhado pelas politicas neoliberais do então primeiro-ministro José Sócrates, fazendo ouvidos moucos á crescente contestação que agitava a sociedade portuguesa. Obviamente, não poderia ser de outra maneira, sendo Cavaco Silva um neoliberal convicto.

Assistimos, hoje, na actual crise económica e financeira que Portugal atravessa, á clarificação do real posicionamento do Sr. Presidente face aos problemas económicos e sociaisem que Portugalmergulhou. O Sr. Presidente preferiu alinhar pelas politicas de recessão económica de desemprego e de empobrecimento do povo português, implementadas pelo governo PSD/CDS de Paulo Portas e Passos Coelho em conluio com a famigerada Troika, CE, BCE, FMI que mais não são do que a ponta de lança do grande capital internacional que aos poucos vai comprando Portugal e o que resta do seu tecido produtivo a preços de saldo, com a consequente perda de soberania nacional.

O Sr. Presidente da república quando á dias afirmou perante as câmaras de televisão para todo o pais ouvir que o rendimento mensal que auferia de 12 900.00€ não lhe chegava para viver, não cometeu nenhuma gafe.

O Sr. Presidente disse o que pensava. É precisamente assim que pensa um neoliberal, defensor do livre funcionamento dos mercados e dos interesses do grande capital económico e financeiro. É assim que pensa o Sr. Presidente da República, sem qualquer preocupação social, sem qualquer preocupação com os que pouco ou nada têm.

Ao fazer semelhante afirmação, o Sr. Presidente ofendeu milhões de portugueses que vivem com pouco mais que o ordenado mínimo nacional ou com pensões de miséria de 200 ou 300 Euros mensais. O Sr. Presidente revelou desconhecer por completo a realidade do país, as dificuldades de um povo que, precisamente por causa das suas políticas enquanto Primeiro-Ministro, viu desaparecer o tecido produtivo nacional, sendo desbaratado e vendido a preços de saldo. Recorde-se, por exemplo, que foram as políticas do Primeiro-Ministro Cavaco Silva que levaram ao abate da frota pesqueira nacional e ao desmantelamento das indústrias pesadas.

Agora, mais uma vez, o Sr. Presidente da República ofende os portugueses quando se afirma como o “provedor do povo”. Mas qual provedor? Aquele que cauciona as políticas recessivas que destroem o emprego e as micro, pequenas e médias empresas, ou aquele que decide sempre a favor do grande capital em detrimento do povo que sofre na pele os brutais aumentos dos impostos, dos transportes, dos combustíveis, da energia, os aumento nos bens de consumo de primeira necessidade, os escandalosos aumentos das taxas moderadoras que impedem o acesso á saúde de muitos portugueses, os aumentos das propinas dificultando o acesso dos mais pobres á educação, ou será aquele “provedor do povo” que permitiu o escandaloso negócio da TDT, remetendo-se ao silêncio enquanto todos os dias retiram a milhares de pessoas, sobretudo idosos, a possibilidade de verem televisão – muitas vezes a sua única companhia.

Senhor Presidente, tal como afirmei quando foi eleito pela primeira vez, o senhor não serve para Presidente de todos os portugueses, o senhor deve demitir-se e poupar os portugueses a mais ofensas. A maioria da sociedade portuguesa, homens e mulheres dos vários quadrantes socioeconómicos, operários, agricultores, micro, pequenos e médios empresários, funcionários públicos, policias e militares, estão ofendidos com as suas declarações, com as suas posições políticas e com as políticas do Governo que apoia. Em cada português cresce a revolta e a vontade de lutar por uma sociedade mais justa, mais democrática, mais livre.

Diz o ditado popular, “água mole em pedra dura tanto dá até que fura”. SR. PRESIDENTE, O POVO ESTÁ EM LUTA E O SENHOR ESTÁ A MAIS!

António Lemos



publicado por António Lemos às 23:31
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Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012
CGTP-IN REPUDIA AS DECLARAÇÕES INJURIOSAS E DIFAMATÓRIAS DO SECRETÁRIO-GERAL DA UGT

A CGTP-IN repudia as declarações injuriosas e difamatórias, hoje proferidas pelo Secretário-geral da UGT – João Proença – à Antena 1, afirmando que tinha sido “incentivado por altos dirigentes da CGTP-IN a negociar e assinar o acordo, uma vez que a Intersindical não o podia fazer”. Perante a gravidade de tais declarações a CGTP-IN decidiu já adoptar as medidas conducentes à apresentação de uma participação criminal contra o autor de tais declarações.

Comunicado de Imprensa n.º 008/11

CGTP-IN REPUDIA AS DECLARAÇÕES INJURIOSAS E DIFAMATÓRIAS DO SECRETÁRIO-GERAL DA UGT

  A CGTP-IN repudia as declarações injuriosas e difamatórias, hoje proferidas pelo Secretário Geral da UGT – João Proença – à Antena 1, afirmando que tinha sido “incentivado por altos dirigentes da CGTP-IN a negociar e assinar o acordo, uma vez que a Intersindical não o podia fazer”.

Tais declarações, para além de falsas, demonstram que perante o repúdio generalizado da opinião pública, o Secretário-Geral da UGT não olha a meios para tentar justificar um vergonhoso acordo de agressão aos trabalhadores.

Este é um “acordo” que visa entregar aos patrões todo o poder para despedir, para alterar os horários a seu belo prazer, generalizar a precariedade, para voltar a colocar o trabalho ao Sábado, reduzir os salários e outras formas de retribuição, destruir a contratação colectiva substituindo-a pela relação individual de trabalho, diminuir ainda mais a protecção social dos desempregados.

Um “acordo” que constitui o maior atentado aos direitos dos trabalhadores que se propõe eliminar feriados e dias de férias, que fragiliza a Segurança Social e provoca um retrocesso social sem precedentes nas relações de trabalho em Portugal, que contribuirá, desgraçadamente, para que o país continue a afundar-se.

Perante a gravidade de tais declarações a CGTP-IN decidiu já adoptar as medidas conducentes à apresentação de uma participação criminal contra o autor de tais declarações.

E tal como a luta dos trabalhadores derrotou a meia hora de aumento do horário de trabalho, será a luta que impedirá a aplicação concreta de muitos dos vergonhosos conteúdos de tal acordo.

Lisboa, 19.01.2012
DIF/CGTP-IN

 



publicado por António Lemos às 12:39
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Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011
Pablo Picasso no Centro Cultural de Cascais

Obras Picasso para ver no Centro Cultural de Cascais

Ao abrigo do protocolo de colaboração com a Fundación Bancaja, a Câmara Municipal de Cascais e a Fundação D. Luís I apresentam uma importante coleção de trabalhos da obra gráfica de Picasso.

Intitulada "Pablo Picasso – Le Carnet de “La Californie”, a mostra incide sobre o trabalho realizado pelo artista espanhol enquanto viveu na vila La Californie com Jacqueline. Para ver de 29 de outubro de 2011 até 8 de janeiro de 2012. Entrada gratuita.

A exposição apresenta a produção realizada pelo artista espanhol durante o período em que viveu na vila La Californie com Jacqueline. Como expressão dessa atividade exibem-se algumas obras em que foram utilizadas todas as técnicas - gravura calcográfica, água-tinta, linóleo e litografia - bem como os livros ilustrados que saíram do atelier de La Californie.

Entre estas obras estão: La tauromaquia, para o editor catalão Gustavo Gili; o livro que contém os retratos do amigo Max Jacob, as obras que ilustram poemas de Paul Éluard e o do poeta local Henri-Dante Alberti. Do conjunto sobressaem os delicados e inovadores livros realizados com Pierre André Benoît, que contêm poemas de Reve Crevel, Jean Cocteau, o poema-objeto de Tristan Tzara.

Destaque também para o texto clássico de Píndaro e para as ilustrações criadas por Picasso para os textos do próprio Benoît e para um pequeno poema de Jacqueline.

Entrada gratuita | Informações: 214848900 ou e-mail: fdluis@gmail.com

A decorrer até 8 de janeiro de 2012, de terça-feira a domingo das 10h00 às 18h00, no Centro Cultural de Cascais, Av. Rei Humberto II de Itália, Cascais.

Organização: Fundação D. Luís I e Fundacion Bancaja | Apoio: C.M. Cascais/ Bestartis – Portal das Artes

http://www.cm-cascais.pt/Cascais/Noticias/expo_picasso_ccc.htm

 

Exposição de Pablo Picasso no CCC.

Esta exposição termina a 8 de Janeiro de 2012, já faltam poucos dias e vale a pena não perder.

Para alem de Pablo Picasso, Le Carnet de “la Californie” Obra Grafica – poderá ainda apreciar uma exposição de mais quatro artista, intitulada, “Quatro” – Sofia Areal, Manuel Casimiro, Jorge Martins e Nikias Skapinaquis. Pode ainda apreciar mais 2 exposições, uma de pintura intitulada, “Um olhar sobre o Rei Pintor” – Desenhos e Aguarelas de Isabel de Goes e outra exposição de fotografia intitulada “Blick Mira Olha” ambas até 31 de Dezembro de 2011.

Divirtam-se

António Lemos

 



publicado por António Lemos às 09:25
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Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011
Jerónimo de Sousa «O roubo organizado pelo governo aos portugueses será derrotado»

JERÓNIMO DE SOUSA NO PARLAMENTO.

 NINGUÉM CALA A NOSSA VOZ, NO PARLAMENTO, NAS EMPRESAS NA RUA DENUNCIANDO TODOS OS DIAS A DESTRUIÇÃO DE DIREITOS DOS TRABALHADORES E DOS CIDADÃOS EM GERAL, A VENDA DA NOSSA SOBERANIA AO ESTRANGEIRO, PRINCIPALMENTE AO EIXO FRANCO-ALEMÃO.

A LUTA É O CAMINHO!

António Lemos

 



publicado por António Lemos às 21:55
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Terça-feira, 6 de Dezembro de 2011
À ditadura do eixo franco-alemão os povos europeus têm que contrapor a REVOLUÇÃO!

 

A Europa vive um momento histórico, a aliança entre a Alemanha e a França, criaram as condições de poderio económico que permitiu o surgimento de um eixo, franco-alemão capaz de ditar a leis económicas e sociais na Europa pondo em causa a democracia dos estados, é ditadura da Alemanha e da França sobre todos os restantes países da União Europeia.

 Desrespeitando todos os outros estados mais pequenos, principalmente os mais periféricos, Angela Merkel e Nicolas Sarkozy governam a Europa a seu belo prazer, claro que não estão isentos os governos neoliberais da Espanha, Itália, Portugal e outros.

Hoje a esmagadora maioria dos governos dos países da Europa são neoliberais, o grande capital conseguiu colocar em todos os sectores político-económicos e económico-sociais dos estados europeus os políticos e os tecnocratas que melhor servem os seus interesses. Os mais poderosos meios de comunicação social, estão dominados por poderosos lóbis económicos e políticos, todos eles de cariz neo-liberal completamente dominados pelo grande capital, temos como exemplo recente a Itália em que Silvio Berlusconi, magnata dos meios de comunicação governou a seu belo prazer. Em Portugal os meios de comunicação social estão dominados por interesses políticos e económicos claramente conotados com os partidos de direita também eles de forte ideologia neoliberal. Os senhores da Europa e dos estados subservientes têm em seu poder todos os meios de domínio da sociedade e usam-nos sem qualquer pudor. Através dos média, das políticas educacionais, e de trabalho, formatam os indivíduos retirando-lhes a liberdade de pensar, dominando-os através do incentivo ao consumo, criando-lhes um bem-estar ilusório, que não passa de um mecanismo de dominação da sociedade capitalista dominante. O eixo franco-alemão tentando salvar a todo o custo sistema capitalista, destrói sem pudor os estado social que os primeiros pensadores da união europeia “garantiram” pretender implementar e aperfeiçoar, as sucessivas propostas que nos últimos dias Angela Merkel e Nicolas Sarcozi tem apresentado com o intuito de rever os tratados europeus estão já devidamente acordadas entre ambos, tendo declarado pretenderem fazer aprovar na próxima cimeira Europeia, dias 8 e 9 de Dezembro.

As propostas de alteração do Tratado Europeu que acima referi, não passam de uma fuga para a frente que nada vai resolver, a crise económica e financeira da Europa vai agravar-se, a proposta de união orçamental a ser aprovada vai retirar aos estados soberanos da Europa a capacidade de gerir a sua economia, a sua política fiscal, a sua política de investimento público e se já é frágil a soberania dos estados mais pequenos e dos estados periféricos ela será desta forma gravemente afectada senão mesmo destruída na sua totalidade. Portugal que vê já a sua independência afectada pela ingerência da famigerada troika, caminhará rapidamente para a perda total, ou na melhor das hipóteses quase total da sua independência ela limitar-se-á a uma bandeira e a uma quantidade de órgãos ditos de soberania que não passaram de fantoches ao serviço do eixo franco-alemão.  

Por tudo isto os povos de cada estado têm direito á defesa da sua soberania, da sua liberdade, têm o direito de decidir o seu destino, têm direito de dizer não quero á ditadura e de defender a democracia, têm direito à revolta, por isso á ditadura do eixo franco-alemão têm de contrapor a revolução, os moldes da revolução têm de ser os povos a decidir, poderá passar pelo fim da zona euro, pelo desmembramento da Europa enquanto União Europeia, por revoluções locais que defendam a democracia e reponham a soberania, ou por uma revolução europeia que retire o poder dominante do capitalismo factor de repressão e bloqueio ao desenvolvimento de uma sociedade justa e livre. O povo tem a força da razão, o povo é quem mais ordena!

 

 António Lemos



publicado por António Lemos às 15:15
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Quarta-feira, 30 de Novembro de 2011
Manifesto Para Um Mundo Melhor

Manifesto Para Um Mundo Melhor

Como cientistas sociais que partilham valores de democraticidade e de justiça social, temos estado atentos a esta crise económica internacional multifacetada e com consequências profundamente negativas no que diz respeito ao Progresso da Humanidade.

Vive-se, na Europa e nos Estados Unidos da América, um tempo de crise económica e social profunda, onde o impacto dos mercados financeiros internacionais e da especulação nas economias nacionais se apresenta como fortemente comprometedor não apenas da retoma económica, mas também, não só da estabilidade democrática, como do aprofundamento da democracia e, consequentemente, do bem-estar social.

Às elevadas taxas de desemprego, à precariedade e volatilidade do mercado de trabalho, resultado de políticas neoliberais protectoras e favorecedoras dos interesses do grande capital, os políticos têm vindo a responder com medidas de combate à crise profundamente fragilizadoras das classes de menor estatuto social e económico, mas sem impacto na resolução dessa mesma crise, servindo apenas para “acalmar” o apetite dos mercados financeiros internacionais através do pagamento de elevados e injustificados juros cobrados às frágeis economias nacionais. Estas medidas são apresentadas às opiniões públicas como as únicas verdadeiramente eficazes para minorar os efeitos da voracidade dos mercados financeiros internacionais desregulados, omitindo o papel daqueles na emergência e aprofundamento da crise. Esta é declarada e assumida pelos governantes e por muitos economistas como se de uma fatalidade se tratasse. Ao mesmo tempo, propaga-se a ideia (ideologia) da inviabilidade de alternativas, a par da fragilização, no caso Europeu, do seu Modelo Social assente na redistribuição económica alegando a sua insustentabilidade a médio e longo prazo e a sua subalternização à Europa da Concorrência.

Acentua-se a responsabilidade individual e a desresponsabilização do Estado face aos grupos sociais mais vulneráveis, reduzindo as oportunidades para se realizarem enquanto cidadãos, beneficiando os mais poderosos em prejuízo dos mais desfavorecidos.

O ataque ideológico ao Modelo Social Europeu é um ataque ao mundo, dado que aquele é o modelo-padrão a partir do qual se constroem as aspirações dos cidadãos das nações emergentes e as novas formas de organização social que urge construir nesses países para redistribuir a crescente riqueza de que poucos usufruem.

As suas consequências são o paulatino desmantelamento das protecções sociais que (ainda) limitam os danos da pobreza e da exclusão social pondo em causa o contrato social que fundamenta a democracia. Às grandes desigualdades de distribuição de rendimento existentes nos países emergentes, perpetuadoras de inúmeras vidas imersas na mais profunda pobreza, juntam-se as novas situações, nos países mais ricos, onde o nível de riqueza cresce ao mesmo tempo que o número de pobres.

É em períodos de crise que se constroem alternativas de futuro. Todos os que se sentem interpelados, descontentes e explorados não podem ser mobilizados pelo “medo” para soluções autoritárias. E corre-se esse perigo. Por isso, é este o momento certo para que os cientistas sociais, que se ocupam de analisar, de procurar compreender e de sistematizar conhecimento sobre as sociedades, as suas dinâmicas, as suas forças e também os seus efeitos perversos, se empenhem na construção do aprofundamento da democracia. Em conjunto com todos aqueles que estão dispostos a trabalhar por um Mundo Melhor. Com todos aqueles que sabem que a democracia se inventa e se reconstrói. Outros paradigmas são possíveis, mas exigem o compromisso de todos nós, para que se diminua a distância entre governantes e governados, denunciada há tantos anos por Bourdieu; para que seja possível, à semelhança do preconizado por Edgar Morin, resistirmos a uma ideologia dominante que tudo varre à sua frente e que apresenta como evidente e normal o que mais não é que a exploração e a desigualdade, que recusamos; para que seja possível compreender à semelhança de Cynthia Fleury, que a democracia tem que conter a crítica de si própria, de modo a que se reinventem as regras que nos governam, impedindo a “entropia” das democracias. Torna-se, por isso, fundamental a intervenção no espaço público, nomeadamente através da construção de um Manifesto capaz de interrogar o capitalismo desenfreado em que vivemos (e particularmente a submissão às exigências dos mercados financeiros internacionais) que sacrifica parte significativa dos seres humanos em nome do lucro exacerbado de alguns, encaminhando-os para a perda gradual dos Direitos e da Dignidade Humanos. Trata-se de um Manifesto capaz de questionar o tipo de sociedade que está a construir-se com este modelo económico e apontar para a construção de uma sociedade em que o modelo económico não faça refém a maior parte da humanidade, destruindo-lhe nomeadamente a capacidade de indignação através do aumento da insegurança e precariedade associadas ao mercado de trabalho. O papel dos e das cientistas sociais é também desconstruir as “evidências do mercado”, bem como outras ideologias tão eficazes, nomeadamente no que diz respeito à veiculação de que não existe alternativa para a actual ordem económica e social mundial.

Afirmamos, pelo contrário, que uma nova ordem económica mundial é possível: uma ordem que restitua aos seres humanos o Direito à indignação, o Direito ao trabalho, o Direito a expectativas positivas e oportunidades de vida, o Direito à Dignidade.

Propomos, por isso, a adopção mundial de medidas tendentes a diminuir o impacto social da actual crise mundial que, se consideradas pelas elites governantes mundiais, contribuirão para o incremento das economias nacionais, para restituir ao ser humano a confiança no futuro e para o aprofundamento do sistema democrático.

Uma democracia saudável é uma democracia mais deliberativa e comunicativa, em que as políticas de “redistribuição”, de “reconhecimento” e de “participação” se articulam em prol de uma justiça mais respeitadora dos direitos humanos, mais cooperativa, sem áreas marginais, tendo em vista transformar este nosso mundo numa comunidade de comunidades.

A sobreexposição da opinião pública aos economistas do regime e sua cartilha de pensamento único desvitaliza e despolitiza o espaço público, difundindo a ideia que Margaret Thatcher apregoou quando subiu ao poder e que constitui o nó górdio de todo um programa: “não há alternativa”. Nos dias que correm, esta questão surge com particular intensidade no respeitante à dívida soberana. A prenoção da intocabilidade da dívida afoga todas as tentativas de a discutir enquanto instrumento privilegiado de transferência dos rendimentos do salário para o capital. Na verdade, o reescalonamento e a reestruturação da dívida deveria permitir aos países não pagarem juros extorsionários. De igual modo, afigura-se fundamental impor uma justa redistribuição dos sacrifícios, obrigando a banca (uma das principais causadoras e beneficiárias da actual crise) a pagar imposto de acordo com os lucros obtidos, a par da taxação das grandes fortunas, das mais-valias bolsistas e urbanísticas, das transferências para offshores. Finalmente, julgamos essencial que qualquer política macroeconómica calcule, de antemão, o número de pobres que vai produzir, para que se perceba e evite os danos sociais e morais da sua implementação.

 

A construção de um Movimento Social Internacional

Apela-se a todos os Cidadãos e Cidadãs do Mundo para aderirem a este Manifesto, em ordem a construir um Movimento Social Mundial capaz de enfrentar o actual capitalismo desenfreado que se quer fazer “senhor do mundo” e reféns as pessoas que o habitam. PELA REGULAÇÃO DEMOCRÁTICA E SOLIDÁRIA DO CAPITALISMO. PELA HUMANIDADE COM DIGNIDADE.

 

Os promotores do Manifesto,
Ana Benavente (ICS, ULHT, Lisboa)
Carlos Estêvão (DCSE-Univ. Minho)
Fernando Diogo (Univ. Açores)
João Teixeira Lopes (Univ. Porto)
Maria José Casa-Nova (DCSE-Univ. Minho)

 

COMPREENDO E APOIO COM ESTE MANIFESTO E CONVIDO TODOS OS MEUS AMIGOS E AMIGAS PARA VISITAREM O SITE http://www.manifestoparaummundomelhor.com/ E A SUBSCREVEREM O MANIFESTO PARA UM MUNDO MELHOR.

António Lemos



publicado por António Lemos às 15:00
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Sexta-feira, 18 de Novembro de 2011
Greve Geral, POR PORTUGAL!

POR PORTUGAL!

Contra a politica de recessão económica!

Contra o roubo dos subsídios de natal e de ferias!

Contra o aumento brutal do custo de vida!

Contra a descriminação da tributação dos rendimentos do trabalho!

Contra o ataque á contratação colectiva!

Contra o aumento dos horários de trabalho!

Contra o desemprego e a precariedade!

Contra as privatizações!

Contra a corrupção, a fraude e a evasão fiscal!

Pelo crescimento económico e a criação de mais emprego!

Pelo aumento do salário mínimo nacional!

Pelo investimento e dinamização do sector produtivo!

Pela defesa dos serviços públicos e das funções sociais do estado!

Pela renegociação da divida!

POR PORTUGAL SUBARANO DESNVOLVIDO E DIGNO!

 



publicado por António Lemos às 15:55
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Segunda-feira, 14 de Novembro de 2011
“Gerald Celente , Todo o sistema económico esta a cair por terra!”

“Gerald Celente: Acabemos com esta farsa de democracia !”

Esta tudo dito, esta é a verdade!

 



publicado por António Lemos às 22:18
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Sábado, 12 de Novembro de 2011
REVOLUÇÃO, quem tem medo da vontade do povo?

Otelo Saraiva de Carvalho disse na passada quarta-feira dia 9 de Novembro, em entrevista á Lusa que existem neste momento condições mais favoráveis para os militares derrubarem o governo do que em 25 de Abril de 1974, dando a entender que essa seria uma possibilidade se os militares assim entendessem.

As palavras de Otelo Saraiva de Carvalho valem o que valem, no entanto a palavra Revolução não tem que meter medo, ao longo da história as revoluções foram acontecendo, e mudaram a história normalmente para melhor. Caíram impérios e formaram-se outros, caíram sistemas económicos e sociais e formaram-se outros, caíram ditaduras e formaram-se outras, nasceram democracias e morreram outras, muitas guerras foram autênticas revoluções pela forma abrupta como mudaram económica e socialmente países e até continentes, isto é incontestável. Hoje estamos perante um mundo onde o caos começa a imperar, de uma forma descontrolada, estamos num mundo onde a ordem económica e social se começa a desmoronar, estamos á beira de um cataclismo social até mesmo de um cataclismo ambiental. Estudiosos e especialistas nestas matérias vaticinam já a possibilidade de acontecer uma terceira guerra mundial. Na realidade o descontentamento cresce, a juventude que até há poucos anos nos parecia apática começa agora a despertar para os males do mundo, da sociedade em geral as perspectivas de futuro afiguram-se muito difíceis, os estados com os seus sistemas económicos e sociais não encontram respostas. Hoje a exploração do homem pelo homem está implantada umas vezes de forma clara outras de forma dissimulada. Assistimos ao escandaloso aumento da pobreza e da fome, não só nos continentes e países mais pobres mas com grande ênfase em continentes como o Europeu e o Americano, em países ricos como os EUA, a Alemanha, a Inglaterra, a França, a Itália, a pobreza e a degradação social é galopante, fruto da ferocidade do sistema capitalista e neoliberal que tem dominado nos últimos 30 anos. A contestação é já frequente, embora ainda não assistamos a muitas manifestações violentas, elas estão acumulando pressão como vulcões que a qualquer momento podem entrar em erupção, a exemplo, posso referir o passado dia 15 de Outubro em Roma onde a violência tomou proporções bastante consideráveis para os padrões europeus.

Em Portugal assistimos á degradação diária da sociedade fruto do agravamento constante da situação económica dos portugueses principalmente da classe média e das classes mais desfavorecidas. O empobrecimento da classe media considerada o sustentáculo económico do país é galopante, os sucessivos governos de cariz neoliberal reféns dos grandes grupos económicos nacionais e estrangeiros, reféns das directrizes da EU, por sua vez ela mesma refém do eixo franco-alemão que claramente são os únicos senhores absolutos a dispor dos destinos da Europa, não conseguem travar o agravamento da situação económica e social. Pergunta-se então, estamos perante uma inevitabilidade, temos mesmo que deixar de existir como país soberano e entregar o nosso destino aos grades senhores do capital Europeu e Mundial, (BCE, FMI)?

Todos os dias e a toda a hora a comunicação social, nas mãos de lobbies políticos e económicos ligados ao grande capital, bombardeia os portugueses com a necessidade de fazer sacrifícios, que mais não são do que a perda de direitos sociais, e a degradação da vida económica e social de cada português, fazendo crer que este é o único caminho, tomam-se resoluções sem consultar o povo, suspendendo-se claramente a democracia, tudo a pretexto da crise e do perigo da banca rota. A Constituição da Republica é ignorada, de acordo com conhecidos juristas da nossa praça pública, são muitas as leis que hoje violam claramente a constituição, chegando mesmo a afirmar que o tribunal constitucional funciona hoje como um órgão político, “que se limita a produzir conteúdos de ordem política e não de defesa da constituição.” A fome instala-se, são cada vez mais os portugueses que recorrem á caridade para poder sobreviver, o Estado demitiu-se do seu dever de proteger os cidadãos, não podia ser de outra forma se é esse mesmo Estado o responsável pela desgraça desta sociedade, dominada pelo capitalismo que tudo pode, transformando o povo em meros escravos, para quem se limitam a lançar umas migalhas, (não vão eles perder as forças e deixarem de trabalhar para os seus senhores). A história ensina-nos que o povo tem a força necessária para mudar o que está mal, ao longo dos tempos o povo português tomou muitas vezes o seu destino nas suas mãos, mudou o sistema, conquistou liberdade, derrubou ditaduras. Na entrevista que Otelo Saraiva de Carvalho deu á Lusa e que referi no inicio deste artigo diz a dada altura, referindo-se á Revolução de 25 de Abril de 1974, “Estabelecemos com o povo português um compromisso muito forte que era o de criar condições para um acesso a nível cultural, social e económico de um povo que tinha vivido 48 anos debaixo de ditadura”, e acrescentou, “Assumimos esse compromisso, não o cumprimos e não o estamos a cumprir porque entregámos o poder a uma classe política que, desde o 25 de Abril, tem vindo a piorar”, afirmou. Otelo considera mesmo que à medida que o tempo corre, tem-se registado “um retrocesso enorme”.

Não poderia estar mais de acordo, tantos foram os direitos retirados ao povo português, pelos sucessivos governos neoliberais tanta é a subserviência desses políticos ao grande capital nacional e estrangeiro, a quem venderam e continuam a vender o que resta da nossa soberania, que hoje faria todo o sentido um novo 25 de Abril.

Não temos de ter medo da palavra revolução esta é uma opção que cabe ao povo, e se o povo assim o entender ela acontecerá mais cedo ou mais tarde, o povo não tem medo da revolução para os que estiveram atentos nos últimos dias e se recordam quem foi chamado pelos jornalistas a opinar sobre a entrevista de Otelo Saraiva de Carvalho percebem de imediato quem tem medo da REVOLUÇÃO quem tem medo da vontade do povo. Antonio Lemos

 



publicado por António Lemos às 22:36
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Domingo, 23 de Outubro de 2011
Leonor, de Luís de Camões

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

LEONOR

 

Descalça vai para a fonte
Leonor pela verdura;
Vai fermosa, e não segura.

Leva na cabeça o pote,
O testo nas mãos de prata,
Cinta de fina escarlata,
Sainho de chamelote;
Traz a vasquinha de cote,
Mais branca que a neve pura.
Vai fermosa e não segura.

Descobre a touca a garganta,
Cabelos de ouro entrançado
Fita de cor de encarnado,
Tão linda que o mundo espanta.
Chove nela graça tanta,
Que dá graça à fermosura.
Vai fermosa e não segura.

Luís de Camões



publicado por António Lemos às 20:40
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Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011
MANIFESTAÇÃO 1 DE OUTUBRO CGTP

 

CGTP MANIFESTAÇÃO 1 DE OUTUBRO

CONTRA O DESEMPREGO, CONTRA O EMPOBRECIMENTO, CONTRA AS INJUSTIÇAS, CONTRA A DESTRUIÇÃO DO ESTADO SOCIAL!

PARTICIPA A FORÇA ESTA EM CADA UM DE NÓS E UNIDOS VENCEREMOS!

ÀS 15 H TODOS AO SALDANHA!



publicado por António Lemos às 17:27
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Quinta-feira, 15 de Setembro de 2011
Dominique Strauss Kahn e o Clube Bilderberg

CLUBE BILDERBERG EM ACÇÃO!

É fácil destruir quem se opõe às suas tácticas financeiras.  

A rádio, os jornais, a televisão não vos contam a verdade. Sobre qualquer informação faça a seguinte pergunta: "Quem beneficia com isto?". Procure pontos de vista diferentes, pense por si. Agora sim, retome a notícia.

 

Dominique Strauss Kahn foi eliminado por ameaçar a elite financeira mundial. 

 

Dominique Strauss Kahn foi vítima de uma conspiração construída ao mais alto nível por se ter tornado uma ameaça crescente aos grandes grupos financeiros mundiais. As suas recentes declarações como a necessidade de regular os mercados e as taxas de transacções financeiras, assim como uma distribuição mais equitativa da riqueza, assustaram os que manipulam, especulam e mandam na economia mundial.

 Não vale a pena pronunciar-nos sobre a culpa ou inocência pelo crime sexual de que Dominique Strauss Kahn é acusado, os media já o lincharam. De qualquer maneira este caso criminal parece demasiado bem orquestrado para ser verdadeiro, as incongruências são muitas e é difícil acreditar nesta história.

 O que interessa aqui salientar é: quem beneficia com a saída de cena de Strauss Kahn?

 Convém lembrar que quando em 2007 ele foi designado para ser o patrão do FMI, foi eleito pelo o grupo do clube Bilderberg, do qual faz parte. Na altura, ele não representava qualquer "perigo" para as elites económicas e financeiras mundiais com as quais partilhava as mesmas ideias.

 Em 2008, surge a crise financeira mundial e com ela, passados alguns meses, as vozes criticas quanto à culpa da banca mundial e à ao papel permissivo e até colaborante do governo norte-americano. Pouco a pouco, o director do FMI começou a demarcar-se da política seguida pelos seus antecessores e do domínio que os Estados Unidos sempre tiveram no seio da organização.

 Ainda no início deste mês, passou despercebido nos media o discurso de Dominique Strauss Kahn. Ele estava agora bem longe do que sempre foi a orientação do FMI. Progressivamente o FMI estava a abandonar parte das suas grandes linhas de orientação: o controlo dos capitais e a flexibilização do emprego. A liberalização das finanças, dos capitais e dos mercados era cada vez mais, aos olhos de Strauss Kahn, a responsável pela proliferação da crise "made in America".

 O patrão do FMI mostrava agora nos seus discursos uma via mais "suave" de "ajuda" financeira aos países que dela necessitavam, permitia um desemprego menor e um consumo sustentado, e que portanto não seria necessário recorrer às privatizações desenfreadas que só atrasavam a retoma económica. Claro que os banqueiros mundiais não viam com bons olhos esta mudança, achavam que está tudo bem como sempre tinha estado, a saber: que a política seguida até então pelo FMI tinha tido os resultados esperados, isto é os lucros dos grandes grupos financeiros estavam garantidos.

 Esta reviravolta era bem-vinda para economistas progressistas como Joseph Stiglitz que num recente discurso no Brooklings Institution, poderá ter dado a sentença de morte ao elogiar o trabalho do seu amigo Dominique Strauss Kahn. Nessa reunião Strauss Kahn concluiu dizendo: "Afinal, o emprego e a justiça são as bases da estabilidade e da prosperidade económica, de uma política de estabilidade e da paz. Isto são as bases do mandato do FMI. Esta é a base do nosso programa".

 Era impensável o poder financeiro mundial aceitar um tal discurso, o FMI não podia transformar-se numa organização distribuidora de riqueza. Dominique Strauss Kahn tinha-se tornado num problema.

 Recentemente tinha declarado: "Ainda só fizemos metade do caminho. temos que reforçar o controlo dos mercados pelos Estados, as políticas globais devem produzir uma melhor distribuição dos rendimentos, os bancos centrais devem limitar a expansão demasiado rápida dos créditos e dos preços imobiliários Progressivamente deve existir um regresso dos mercados ao estado".

 A semana passada, Dominique Strauss Kahn, na George Washington University, foi mais longe nas suas declarações: "A mundialização conseguiu muitos resultados...mas ela também um lado sombrio: o fosso cavado entre os ricos e os pobres. Parece evidente que temos que criar uma nova forma de mundialização para impedir que a "mão invisível" dos mercados se torne num "punho invisível".

 Dominique Strauss Kahn assinou aqui a sua sentença de morte, pisou a alinha vermelha, por isso foi armadilhado e esmagado.

Este Artigo foi enviado via E-mail para o blogue Mar Revolto, por Paulo Pinheiro.

E-mail: paulopinheiro1969@gmail.com



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Terça-feira, 13 de Setembro de 2011
INTERVENÇÃO DE JERÓNIMO DE SOUSA NO ENCERRAMENTO DA FESTA DO AVANTE.

SOMOS COMUNISTAS!

INTERVENÇÃO DE JERÓNIMO DE SOUSA NO ENCERRAMENTO DA FESTA DO AVANTE 2011.

Escutemos as verdades que os Comunistas denunciam e outros ocultam.

António Lemos



publicado por António Lemos às 12:40
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Sexta-feira, 2 de Setembro de 2011
“A FESTA DO AVANTE”, MIGUEL ESTEVES CARDOSO.

Miguel Esteves Cardoso, in "SÁBADO", 13 de Setembro de 2007

"Dizem-se muitas mentiras acerca da Festa do Avante! Estas são as mais populares: que é irrelevante; que é um anacronismo; que é decadente; que é um grande negócio disfarçado de festa; que já perdeu o conteúdo político; que hoje é só comes e bebes.

Já é a Segunda vez que lá vou e posso garantir que não é nada dessas coisas e que não só é escusado como perigoso fingir que é. Porque a verdade verdadinha é que a Festa do Avante faz um bocadinho de medo.

O que se segue não é tanto uma crónica sobre essa festa como a reportagem de um preconceito acerca dela - um preconceito gigantesco que envolve a grande maioria dos portugueses. Ou pelo menos a mim.

Porque é que a Festa do Avante faz medo?

É muita gente; muita alegria; muita convicção; muito propósito comum. Pode não ser de bom-tom dizê-lo, mas o choque inicial é sempre o mesmo: chiça!, Afinal os comunistas são mais que as mães. E bem-dispostos. Porquê tão bem dispostos? O que é que eles sabem que eu ainda não sei?

É sempre desconfortável estar rodeado por pessoas com ideias contrárias às nossas. Mas quando a multidão é gigante e a ideia é contrária é só uma só – então, muito francamente, é aterrador.

Até por uma questão de respeito, o Partido Comunista Português merece que se tenha medo dele. Tratá-lo como uma relíquia engraçada do século XX é uma desconsideração e um perigo. Mal por mal, mais vale acreditar que comem criancinhas ao pequeno-almoço.

BEM SEI QUE A condescendência é uma arma e que fica bem elogiar os comunistas como fiéis aos princípios e tocantemente inamovíveis, coitadinhos.

É esta a maneira mais fácil de fingir que não existem e de esperar, com toda a estupidez, que, se os ignoramos, acabarão por se ir embora.

As festas do Avante, por muito que custe aos anticomunistas reconhecê-lo, são magníficas.

É espantoso ver o que se alcança com um bocadinho de colaboração. Não só no sentido verdadeiro, de trabalhar com os outros, como no nobre, que é trabalhar de graça.

A condescendência leva-nos a alvitrar que “assim também eu” e que as festas dos outros partidos também seriam boas caso estivessem um ano inteiro a prepará-las. Está bem, está: nem assim iam lá. Porque não basta trabalhar: também é preciso querer mudar o mundo. E querer só por si, não chega. É preciso ter a certeza que se vai mudá-lo.

Em vez de usar, para explicar tudo, o velho chavão da “ capacidade de organização” do velho PCP, temos é que perguntar porque é que se dão ao trabalho de se organizarem.

Porque os comunistas não se limitam a acreditar que a história lhes dará razão: acreditam que são a razão da própria história. É por isso que não podem parar; que aguentam todas as derrotas e todos os revezes; que são dotados de uma avassaladora e paradoxalmente energética paciência; porque acreditam que são a última barreira entre a civilização e a selvajaria. E talvez sejam. Basta completar a frase "Se não fossem os comunistas, hoje não haveria..." e compreende-se que, para eles, são muitas as conquistas meramente "burguesas " que lhe devemos, como o direito à greve e à liberdade de expressão.

É por isso que não se sentem “derrotados”. O desaparecimento da URSS, por exemplo, pode ter sido chato mas, na amplitude do panorama marxista-leninista, foi apenas um contratempo. Mas não é só por isso que a Festa do Avante faz medo. Também porque é convincente. Os comunas não só sabem divertir-se como são mestres, como nunca vi, do à-vontade. Todos fazem o que lhes apetece, sem complexos nem receios de qualquer espécie. Até o show off é mínimo e saudável.

Toda a gente se trata da mesma maneira, sem falsas distâncias nem proximidades. Ninguém procura controlar, convencer ou impressionar ninguém. As palavras são ditas conforme saem e as discussões são espontâneas e animadas. É muito refrescante esta honestidade. É bom (mas raro) uma pessoa sentir-se à vontade em público. Na Festa do Avante é automático.

Dava-nos jeito que se vestissem todos da mesma maneira e dissessem e fizessem as mesmas coisas - paciência. Dava-nos jeito que estivessem eufóricos; tragicamente iluminados pela inevitabilidade do comunismo - mas não estão. Estão é fartos do capitalismo - e um bocadinho zangados.

Não há psicologias de multidões para ninguém: são mais que muitos, mas cada um está na sua. Isto é muito importante. Ninguém ali está a ser levado ou foi trazido ou está só por estar. Nada é forçado. Não há chamarizes nem compulsões. Vale tudo até o aborrecimento. Ou seja: é o contrário do que se pensa quando se pensa num comício ou numa festa obrigatória. Muito menos comunista.

Sabe bem passear no meio de tanta rebeldia. Sabe bem ficar confuso. Todos os portugueses haviam de ir de cinco em cinco anos a uma Festa do Avante, só para enxotar estereótipos e baralhar ideias. Convinha-nos pensar que as comunas eram um rebanho mas a parecença é mais com um jardim zoológico inteiro. Ali uma zebra; em frente um leão e um flamingo; aqui ao lado uma manada de guardas a dormir na relva.

QUANDO SE CHEGA à Festa o que mais impressiona é a falta de paranóia. Ninguém está ansioso, a começar pelos seguranças que nos deixam passar só com um sorriso, sem nos vasculhar as malas ou apalpar as ancas. Em matéria de livre de trânsito, é como voltar aos anos 60.

Só essa ausência de suspeita vale o preço do bilhete. Nos tempos que correm, vale ouro. Há milhares de pessoas a entrar e a sair mas não há bichas. A circulação é perfeitamente sanguínea. É muito bom quando não desconfiamos de nós.

Mesmo assim tenho de confessar, como reaccionário que sou, que me passou pela cabeça que a razão de tanta preocupação talvez fosse a probabilidade de todos os potenciais bombistas já estarem lá dentro, nos pavilhões internacionais, a beber copos uns com os outros e a divertirem-se.

A Festa do Avante é sempre maior do que se pensa. Está muito bem arrumada ao ponto de permitir deambulações e descobertas alegres. Ao admirar a grandiosidade das avenidas e dos quarteirões de restaurantes, representando o país inteiro e os PALOP, é difícil não pensar numa versão democrática da Exposição do Mundo Português, expurgada de pompa e de artifício. E de salazarismo, claro.

Assim se chega a outro preconceito conveniente. Dava-nos jeito que a festa do PCP fosse partidária, sectária e ideologicamente estrangeirada. Na verdade, não podia ser mais portuguesa e saudavelmente nacionalista.

O desaparecimento da União Soviética foi, deste ponto de vista, particularmente infeliz por ter eliminado a potência cujas ordens eram cegamente obedecidas pelo PCP.

Sem a orientação e o financiamento de Moscovo, o PCP deveria ter também fenecido e finado. Mas não: ei-lo. Grande chatice.

Quer se queira quer não (eu não queria), sente-se na Festa do Avante! Que está ali uma reserva ecológica de Portugal. Se por acaso falharem os modelos vigentes, poderemos ir buscar as sementes e os enxertos para começar tudo o que é Portugal outra vez.

A teimosia comunista é culturalmente valiosa porque é a nossa própria cultura que é teimosa. A diferença às modas e às tendências dos comunistas não é uma atitude: é um dos resultados daquela persistência dos nossos hábitos. Não é uma defesa ideológica: é uma prática que reforça e eterniza só por ser praticada. (Fiquemos por aqui que já estou a escrever à comunista).

A Exposição do Mundo Português era “para inglês ver”, mas a Festa do Avante! Em muitos aspectos importantes, parece mesmo inglesa. Para mais, inglesa no sentido irreal. As bichas, direitinhas e céleres, não podiam ser menos portuguesas. Nem tão-pouco a maneira como cada pessoa limpa a mesa antes de se levantar, deixando-a impecável.

As brigadas de limpeza por sua vez, estão sempre a passar, recolhendo e substituindo os sacos do lixo. Para uma festa daquele tamanho, com tanta gente a divertir-se, a sujidade é quase nenhuma. É maravilhoso ver o resultado de tanto civismo individual e de tanta competência administrativa. Raios os partam.

Se a Festa do Avante dá uma pequena ideia de como seria Portugal se mandassem os comunistas, confessemos que não seria nada mau. A coisa está tão bem organizada que não se vê. Passa-se o mesmo com os seguranças - atentos mas invisíveis e deslizantes, sem interromper nem intimidar uma mosca.

O preconceito anticomunista dá-os como disciplinados e regimentados – se calhar, estamos a confundi-los com a Mocidade portuguesa. Não são nada disso. A Festa funciona para que eles não tenham de funcionar. Ao contrário de tantos festivais apolíticos, não há pressa; a ansiedade da diversão; o cumprimento de rotinas obrigatórias; a preocupação com a aparência. Há até, sem se sentir ameaçado por tudo o que se passa à volta, um saudável tédio, de piquenique depois de uma barrigada, à espera da ocupação do sono.

Quando se fala na capacidade de “mobilização” do PCP pretende-se criar a impressão de que os militantes são autómatos que acorrem a cada toque de sineta. Como falsa noção, é até das mais tranquilizadoras. Para os partidos menos mobilizadores, diante do fiasco das suas festas, consola pensar que os comunistas foram submetidos a uma lavagem ao cérebro.

Nem vale a pena indagar acerca da marca do champô.

Enquanto os outros partidos puxam dos bolsos para oferecer concertos de borla, a que assistem apenas familiares e transeuntes, a Festa do avante enche-se de entusiásticos pagadores de bilhetes.

E porquê? Porque é a festa de todos eles. Eles não só querem lá estar como gostam de lá estar. Não há a distinção entre “nós” dirigentes e “eles” militantes, que impera nos outros partidos. Há um tu-cá-tu-lá quase de festa de finalistas.

É UM ALÍVIO A FALTA de entusiasmo fabricado – e, num sentido geral de esforço. Não há consensos propostos ou unanimidades às quais aderir. Uns queixam-se de que já não é o que era e que dantes era melhor; outros que nunca foi tão bom.

É claro que nada disto será novidade para quem lá vai. Parece óbvio. Mas para quem gosta de dar uma sacudidela aos preconceitos anticomunista é um exercício de higiene mental.

Por muito que custe dize-lo, o preconceito - base, dos mais ligeiros snobismos e sectarismos ao mais feroz racismo, anda sempre à volta da noção de que “eles não são como nós”. É muito conveniente esta separação. Ma é tão ténue que basta uma pequena aproximação para perceber, de repente, que “afinal eles são como nós”

Uma vez passada a tristeza pelo desaparecimento da justificação da nossa superioridade (e a vergonha por ter sido tão simples), sente-se de novo respeito pela cabeça de cada um.

Espero que não se ofendam os sportinguistas e comunistas quando eu disser que estar na Festa do Avante! Foi como assistir à festa de rua quando o Sporting ganhou o campeonato. Até aí eu tinha a ideia, como sábio benfiquista, que os sportinguistas eram uma minúscula agremiação de queques em que um dos requisitos fundamentais era não gostar muito de futebol.

Quando vi as multidões de sportinguistas a festejar – de todas as classes, cores e qualidades de camisolas -, fiquei tão espantado que ainda levei uns minutos a ficar profundamente deprimido.

POR OUTRO LADO, quando se vê que os comunistas não fazem o favor de corresponder à conveniência instantaneamente arrumável das nossas expectativas – nem o PCP é o IKEA -, a primeira reacção é de canseira. Como quem diz:”Que chatice – não só não são iguais ao que eu pensava como são todos diferentes. Vou ter de avaliá-los um a um. Estou tramado. Nunca mais saiu daqui.”

Nem tão pouco há a consolação ilusória do pick and choose.

...É uma sólida tradição dizer que temos de aprender com os comunistas... Infelizmente é impossível. Ser-se comunista é uma coisa inteira e não se pode estar a partir aos bocados. A força dos comunistas não é o sonho nem a saudade: é o dia-a-dia; é o trabalho; é o ir fazendo; e resistindo, nas festas como nas lutas.

Hás uma frase do Jerónimo de Sousa no comício de encerramento que diz tudo. A propósito de Cuba (que não está a atravessar um período particularmente feliz), diz que “resistir já é vencer”.

É verdade – sobretudo se dermos a devida importância ao “já”. Aquele “já” é o contrário da pressa, mas é também “agora”.

Na Festa do Avante! Não se vêem comunistas desiludidos ou frustrados. Nem tão pouco delirantemente esperançosos. A verdade é que se sente a consciência de que as coisas, por muito más que estejam, poderiam estar piores. Se não fossem os comunistas: eles.

Há um contentamento que é próprio dos resistentes. Dos que existem apesar de a maioria os considerar ultrapassados, anacrónicos, extintos. Há um prazer na teimosia; em ser como se é. Para mais, a embirração dos comunistas, comparada com as dos outros partidos, é clássica e imbatível: a pobreza. De Portugal e de metade do mundo, num Portugal e num mundo onde uns poucos têm muito mais do que alguma vez poderiam precisar.

NA FESTA DO AVANTE! Sente-se a satisfação de chatear. O PCP chateia. Os sindicatos chateiam. A dimensão e o êxito da Festa chateiam. Põem em causa as desculpas correntes da apatia. Do ensimesmamento online, do relativismo ou niilismo ideológico. Chatear é uma forma especialmente eficaz de resistir. Pode ser miudinho – mas, sendo constante, faz a diferença.

Resistir é já vencer. A Festa do Avante é uma vitória anualmente renovada e ampliada dessa resistência. ... Verdade se diga, já não é sem dificuldade que resisto. Quando se despe um preconceito, o que é que se veste em vez dele? Resta-me apenas a independência de espírito para exprimir a única reacção inteligente a mais uma Festa do Avante: dar os parabéns a quem a fez e mais outros a quem lá esteve. Isto é, no caso pouco provável de não serem as mesmíssimas pessoas.

Parabéns! E, para mais, pouquíssimo contrariado.” (E só com um bocadinho de nada com medo)."

 



publicado por António Lemos às 10:57
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Quarta-feira, 17 de Agosto de 2011
“ORATÓRIO” UMA EXPOSIÇÃO A NÃO PERDER

 O Oratório é o mais recente trabalho de Paula Rego, um objecto tridimensional criado a partir de um convite dirigido pelo Foundling Museum de Londres, a primeira instituição a receber crianças abandonadas naquela cidade. Com a aparência de um móvel com quase três metros de altura, combina desenhos e esculturas à semelhança dos antigos oratórios portugueses. As esculturas representam crianças vestidas com o uniforme do Hospital Foundling.

 

Esta obra parece desvendar um novo rumo no trabalho da artista, estabelecendo uma interacção entre o desenho e a escultura. Tematicamente Paula Rego retoma nesta obra questões associadas à vulnerabilidade dos mais novos, à sua solidão ou ao seu abandono. A par do Oratório mostram-se também desenhos preparatórios ou em sintonia temática, desenhados a lápis Conté sobre papel.

 

Depois de Londres, o Oratório integrou a primeira retrospectiva de Paula Rego no México e Brasil e é agora apresentado, pela primeira vez em Portugal, com a curadoria de Helena de Freitas, Directora da Casa das Histórias Paula Rego.

 

Uma Exposição a não perder

António Lemos

 

Casa das Historias Paula Rego em Cascais: http://www.casadashistoriaspaularego.com/pt/



publicado por António Lemos às 10:54
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Quarta-feira, 3 de Agosto de 2011
Das deslealdades dentro da Pesca lúdica no que se refere a embarcações MT ...

Das deslealdades dentro da Pesca lúdica no que se refere a embarcações MT, embarcações de faina que recebem aluguer e outras embarcações cujos donos e ocupantes praticam pesca, às quais se pode juntar, mais recentemente, o kaiak.

 A quem pensar ser minha pretensão pôr pescadores contra pescadores, desiluda-se.

Não é ou será assim agora, no futuro, com esta ou outra política, com este ou qualquer outro governo.

É minha vil pretensão obrigar-me ao respeito próprio e para com todos os que me rodeiam, sejam quais forem os momentos, locais e pessoas. Só assim é verdadeiramente possível exercer o meu direito democrático à PALAVRA.

Outras maneiras de estar e dizer presente, são e serão, em meu entender, formas disfarçadas de autoritarismo caquéctico e balofo, direi mesmo, colonialismo intelectual estúpido, que deve ser denunciado e banido.

Todos os dias, evidentemente, os possíveis, com agravamento no número e tipo de embarcações, aos fins-de-semana e feriados, saem para o mar centenas de embarcações de todos os tipos levando a bordo pescadores lúdicos, desportistas e amadores, que levam consigo a vontade de ter um dia bem passado, onde de alguma forma ficam na ponta do anzol os seus problemas pessoais e até colectivos, esperançados num regresso com a arca bem recheada e a mente a fervilhar de histórias que serão razão de cavaqueira no seio do grupo, na família e no local de trabalho, apesar do cansaço e do tisnado do sol.

Homens e mulheres, estas, infelizmente, ainda, em número reduzido, que usufruem do mesmo barco, do mesmo mar, do mesmo sol, do mesmo ar, do mesmo respeito mutuo, das mesmas brincadeiras, sempre prontos e atentos na ajuda ao próximo, roçando tantas e tantas vezes o espirito de Baden Powell!

Posto isto, vamos ao que aqui me trás!

Não vou definir as embarcações, porque estas já são e estão bem definidas em lei própria, porem, existem pequenos detalhes, que na sua acção as diferenciam.

Senão vejamos.

Nas embarcações MT (Maritimo-Turisticas), geralmente de 4/10 ou mais lugares, em que cada pescador paga entre 30,00€ e 50,00€, de que é passado recibo, que tem que ter seguro próprio e licença própria para o fim a que se destina, que não pode utilizar combustível verde, etc., etc., cada pescador apenas pode apanhar 10kg de pescado, não contando nesse peso o referente aos melhores exemplares por espécie.

Nas Embarcações de faina, sem licença de MT, geralmente de 5 a 6 lugares, em que cada pescador, paga entre 30,00€ e 35,00€, de que NÃO é passado recibo, que se desconhece a existência de seguro, que consegue, logo pode, utilizar combustível verde, pode, NO TOTAL, capturar apenas 10kg de pescado, não contando, efectivamente, o peso dos melhores exemplares por espécie, o que não corresponde à verdade.

Das outras embarcações pouco ou nada há a dizer tal o incumprimento da lei que as regulamenta, com agravantes de descarregarem o pescado em praias e/ou molhes, à vista das autoridades marítimas, de cuja acção nunca presenciei ou sobe que teriam, eventualmente, actuado.

Quanto aos KAIAKS desconheço, isto para não afirmar de forma peremptória, a existência de qualquer regulamentação. Bem à portuguesa!

Perante toda esta situação, permitam-me perguntar para quê as MTs, as licenças de pesca, etc., etc.

Não será melhor fazer tábua rasa das leis e diversa regulamentação, procedendo com aquela máxima de “TUDO AO MOLHO E FÉ EM DEUS!”?

Não me venham falar na defesa do ambiente, das espécies ameaçadas, de mais isto e mais aquilo!

Chega!

Quero ver a Policia Marítima em acção, não em perseguição!

Quero ver MAIS Policia Marítima e com mais meios!

O presente estado em que as coisas estão, tem que ter um fim!

Os MTs, os pescadores, em geral, os Peixes e o meio ambiente pedem URGÊNCIA!

CHEGA!...

Fernando Bruno Lourenço. E-mail: fbcl24out48@live.com.pt



publicado por António Lemos às 17:33
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Terça-feira, 26 de Julho de 2011
Os Novos Tachos na Caixa Geral de Depósitos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Clique para ver o vídeo:http://www.ionline.pt/conteudo/139284-tachos-da-caixa-administradores-ficam-com-negocios-privados

Tachos da Caixa. Administradores ficam com negócios privados

por Margarida Bon de Sousa, Publicado em 26 de Julho de 2011  

 

São muitas as linhas por onde se cose a nova administração da CGD, ou como o banco público serve de laboratório da coligação. Veja o video do autor.

 

Caros Amigos e Amigas gostava de saber a opinião de quem votou nestes partidos, (CDS/PP, PSD), quando chega ao conhecimento publico os factos relatados nesta noticia e que todos entendemos muito bem ao escutar o vídeo.

O que posso afirmar, fazendo jus ao velho ditado português, “mudam as moscas mas a M… é a mesma”.

António Lemos

 

 

 



publicado por António Lemos às 14:23
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Domingo, 24 de Julho de 2011
DA PESCA LÚDICA, DOS SEUS PRATICANTES, DO SEU RECONHECIMENTO E O ALTRUISMO DO SENHOR PIERRE DE COBERTIN

Dos tempos idos vem a história do Apóstolo Pedro, pescador de profissão e discípulo de Cristo e do milagre por este ordenado e executado na multiplicação dos peixes, iguaria com que alimentou a urbe dos seus seguidores.

Seria certo, que ao tempo, a pesca lúdica, não passaria de puro exagero e falácia.

Não há contudo processo de negar ou afirmar a sua existência. Tão, somente, não me recordo de algum facto seguro para a sua justificação.

O que me leva à escrita destas diatribes é, indubitavelmente, o meu sentimento de revolta para com a forma e, também, o conteúdo com que vejo, ouço e leio os mais rotundos disparates sobre nós próprios, amadores, “de meia tigela”, dirão os ignorantes, sustentáculo de milhares de fabricantes, comerciantes e demais seres, trabalhadores ao ramo profissionalmente ligados, protectores, de um modo geral, do meio ambiente e lutadores pela preservação da natureza, baluartes da defesa dos animais, mesmo daqueles que capturamos, vide o que vem sendo crescente com ” a captura e libertação” das presas, registando em fotografia ou vídeo, como troféu.

Permitam-me lançar daqui um convite: venham passar um pouco de tempo connosco, em acção de pesca, e depois, livremente, façam os comentários que considerem, por verdade, serem de fazer.

Pagamos, para usufruir de material para o nosso hobbie, as taxas mais altas de IVA, o que, estranhamente, não acontece com outros desportos e/ou actividades como por exemplo o Golfe, o Ténis, o Tiro, a Caça, a Vela, a Motonáutica, o Automobilismo, o Pintball e outros.

Temos que possuir um documento, chamado Licença de Pesca, que se diferencia conforme a área do país, zona de pesca, tipo de pesca e outras coisas mais (inconcebível e desconexo). É aqui que quanto ao conteúdo muito, ainda, está por escrever, começando, por exemplo, com o que se passa ou se pretendeu que se passasse na Costa Vicentina, um autêntico vómito cerebral de quem permitiu e assinou tais documentos – Decretos-Lei e Portarias.

Afinal para onde tem ido esse dinheirinho pago por mais de três milhões de portugueses, homens e senhoras?

Para estudos oceânicos e defesa do meio ambiente não é certamente, ou pelo menos a minha percepção não se dá conta de tal.

Sugestão: Já que possuímos o maior lago artificial do mundo (?), então por que não investir aí, no Alqueva, criando áreas protegidas como viveiros naturais e pistas de pesca, as melhores e mais bem apetrechados do Mundo, orgulho de Portugal, em vez de campos e campos e campos de golfe?

Todos os dias temos nas bancas três Jornais desportivos para além das páginas ao desporto consignadas nos outros periódicos. Contudo, nem uma linha sobre este nosso desporto, dos seus eventos internos, com as diversas divisões e externos! Das TVs, publicas ou privadas...nem vale a pena fazer qualquer comentário!

A propósito, a TVI rodou, recentemente, uma telenovela, “Anjo indomável”, creio, junta à bela Cidade de Coruche, apresentando vistas do Passeio junto ao rio Sorraia, de cujas imagens ouvi serem tecidos os comentários mais agradáveis... mal sabendo quem os fazia que aquele espaço É onde habitualmente são disputados os Campeonatos de Pesca de Rio...

E os outros rios, barragens, praias e promontórios onde se pratica PESCA?

Vão lá! Visitem-nos e desfrutem dessas desconhecidas e belas paisagens do nosso País!

Será porque é frequente ganharmos Campeonatos do Mundo e da Europa, quer individualmente, quer colectivamente e com alguma frequência tal acontecer? Será que o Hino que se ouve não é a “Portuguesa”? Será que quando nos cabe, “à Federação respectiva” proceder à organização desses eventos, posteriormente, apesar dos elogios à organização, temos que “vender” o espaço, tal qual o Estádio de Leiria?

Pierre de Coubertin foi o grande homem impulsionador dos Jogos Olímpicos da era moderna, baseados no mais simples amadorismo. Será pedir muito a Sua Ex., o Sr. Presidente da República, para no próximo dia de Portugal e das Comunidades homenagear o Organismo tutelar e os PORTUGUESES que na pesca desportiva se distinguiram na Europa e neste Mundo global?

Fernando Bruno Lourenço

E-mail: fbcl24out48@live.com.pt

 



publicado por António Lemos às 10:26
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Sábado, 23 de Julho de 2011
Hasta Siempre Comandante !

 

            Che Guevara

 

Com esta excelente interpretação de Nathalie Cardone homenageio um dos grandes combatentes pela liberdade, CHE GUEVARA!

È sem duvida um símbolo de importância mundial que representa a luta contra a injustiça social, contra a exploração capitalista, contra o imperialismo, contra a opressão em qualquer parte do mundo. A sua rebeldia e espírito incorruptível são um exemplo para muitos jovens que por todo o mundo utilizam a sua figura como bandeira no combate pela liberdade. HASTA SIEMPRE COMANDANTE!

António Lemos

       

               Hasta Siempre Comandante Che Guevara!

NATHALIE CARDONE


publicado por António Lemos às 11:01
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Sábado, 2 de Julho de 2011
O ATAQUE DO RADICALISMO NEOLIBERAL.

Portugal sofre hoje um escandaloso ataque de radicalismo neoliberal perpetrado pelo recente empossado governo do PSD/CDS, que visa destruir o que resta do Estado Social.

O programa de governo apresentado na Assembleia da República aos deputados e, consequentemente, aos portugueses, é no mínimo vergonhoso.

Depois de termos assistido a uma campanha eleitoral repleta de promessas de mudança de política, em que o actual primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, prometia não aumentar os impostos sobre o rendimento das pessoas, a primeira medida anunciada pelo Sr. Primeiro-Ministro, contrariando tais promessas, é o saque de metade do subsídio de Natal, acima do ordenado mínimo nacional, aos trabalhadores, incluindo os que estão a recibos verdes, aos reformados e aos pensionistas, originando, como consequência desta medida, que milhões de portugueses vejam reduzidos os seus rendimentos em centenas de euros.

Este é o mesmo governo que recusa taxar a banca, as especulações na bolsa e as transacções para os paraísos fiscais, da mesma forma que são taxadas as micro, pequenas e médias empresas. A isto chamo ter dois pesos e duas medidas. Este governo tira aos que já pouco têm para dar aos que têm tudo.

Todos sabemos que o subsídio de Natal é hoje utilizado pela maioria das famílias para amortizar e pagar dívidas que, durante o ano, com os seus salários reduzidos, não conseguem pagar. Ao diminuir os rendimentos do trabalho, coloca em causa não só a sobrevivência das famílias mas também a sobrevivência das pequenas empresas e do pequeno comércio, já tão afectados pelos impostos que os governos anteriores fizeram incidir sobre as micro, pequenas e medias empresas.

Este governo promove o desemprego, com o seu programa de liberalização dos despedimentos e consequente desregulamentação da legislação laboral. Ataca os mais elementares direitos dos trabalhadores, promovendo a exploração, a facilidade nos despedimentos, aumentando a precariedade. Ao aumentar os impostos sobre o consumo, provoca aumentos de preços, atingindo principalmente aqueles que menos têm.

O ataque neoliberal vai muito mais longe, pois o governo prepara-se para privatizar tudo o que é vital para a economia portuguesa, e empresas que dão lucro, como a Caixa Geral de Depósitos, a TAP, a EDP, a REN, as Águas de Portugal e os CTT, estão já na calha para serem vendidas. Este governo entrega, de mão beijada, a economia de Portugal ao capital nacional e estrangeiro!

Para concluir a destruição do que resta do estado social, o governo prepara-se para privatizar a educação e a segurança social, entregando ao sector privado a gestão da totalidade dos hospitais e dos centros de saúde, colocando em causa, desta forma, o direito à saúde. Pretende criar um sistema misto de pensões, promovendo a sua privatização, entregando parte aos privados e transferindo dessa forma os descontos que são dos trabalhadores para aumentar os lucros do capital, designadamente da banca e dos seguros. A consequente descapitalização da segurança social colocará em causa, no futuro, o direito á reforma daqueles que toda a vida descontaram para que, na velhice, não vivessem com dificuldades ou mesmo na miséria.

Uma alternativa que o governo, para poder fazer o frete ao capital e às potencias europeias, não pode nem quer aceitar, é a renegociação imediata da divida!

A imediata renegociação da dívida serviria de estímulo à produção nacional, à criação de emprego, à valorização do trabalho e dos trabalhadores e, consequentemente, à valorização dos salários, das pensões e dos direitos. A renegociação da divida permitiria o estimulo da economia seria, por isso, um estimulo à criação de emprego combatendo a precariedade e estimulando o consumo, garantia única para uma efectiva recuperação económica. Como bem sabemos é com o crescimento económico que garantem os apoios sociais e a defesa dos serviços públicos, mantendo e defendendo, dessa forma, o estado social que sempre caracterizou a nossa democracia.

Vivemos horas graves, horas de angústia na maioria dos lares portugueses. Está em causa o Estado Social ou o que resta dele. Os portugueses vão sentir na pele os custos da subserviência ao capital estrangeiro e seus agentes FMI, BCE e CE. Os portugueses vão sentir na pele a traição deste governo do PSD/CDS e espero que saibamos dar a resposta adequada. Perante este cenário o caminho a seguir, é o combate, nas ruas, nas fábricas nas escolas, onde quer que estejamos. Considero mesmo um dever patriótico de todos os portugueses, lutar por um Portugal Democrático, Livre e Independente. Eu como sempre lá estarei na frente de combate por PORTUGAL! António Lemos



publicado por António Lemos às 23:11
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