Este espaço destina-se à divulgação de Noticias, Ideias e Pensamentos e ao debate de temas relacionados com o Mar, a Politica, a Cidadania, o Turismo, a Sociedade e a Cultura em geral. FOI ADICIONADO UM CONTADOR A PARTIR DE NOVEMBRO DE 2010
Quarta-feira, 2 de Maio de 2012
È IMPERIOSO DERRUBAR O GOVERNO!

O que eu vi pelas imagens de caos difundidas pela comunicação social nos Supermercados Pingo Doce é sem dúvida um atentado á dignidade humana, mas é também um desrespeito ao povo português ao explorar as graves dificuldades económicas que afectam a nossa sociedade com objectivos de demostrar que o poder do capital é capaz de impor situações de instrumentalização com a facilidade que os mais esclarecidos já conhecem, mas que muitos de nós assistiram pela primeira vez em directo pela comunicação social.

Aquilo que o capitalismo representado pela Jerónimo Martins/Pingo Doce pretendeu com a suposta promoção dos 50%, foi também uma demostração de imposição ideológica de força, contrapondo ao simbolismo de 1 de Maio dia do Trabalhador, uma tentativa clara de desvalorizar o significado histórico de luta e reivindicação do 1 de Maio. O capital pretendeu mais do que tudo, demostrar que nada consegue deter a sua vontade de explorar e de instrumentalizar os trabalhadores e o povo em geral quando muito bem entende. O silêncio do governo e dos partidos que sustentam o governo é paradigmático da forma como consente as imposições do grande capital na destruição dos direitos do trabalho ou as imposições externas á condução da política económica e social de Portugal.

A grande manifestação organizada pela CGTP foi uma resposta clara da vontade de fazer crescer a luta e a resistência dos trabalhadores e do povo, foi uma resposta clara de resistência às politicas neoliberais impostas pelo governo completamente subserviente e dominado pelo capitalismo selvagem, nacional e estrangeiro, mas por si só este protesto pacifico já não chega.

Considero que é chegada a altura de elevar a luta e a resistência para outro patamar, é necessário que as organizações democráticas representativas da sociedade, sindicatos, centrais sindicais, partidos democráticos e todos os defensores do estado social conquistado com a revolução de 25 de Abril, encontrem formas de protesto e resistência mais agressivas dentro do que podemos considerar direitos de cidadania e o direito á indignação e á resistência, consagrados na Constituição da Republica Portuguesa.

É chegado o tempo de lutar com todas as armas e de derrubar o governo que explora e oprime os portugueses e destrói o estado social, fazendo a sociedade regredir ao nível do séc. XIX. Este governo não tem legitimidade para governar, perdeu-a! Quando não cumpriu o programa apresentado aos portugueses na campanha eleitoral e quando passou a mentir descaradamente todos os dias, escondendo constantemente as medidas recessivas que aos poucos vai pondo em prática, com a conivência de um Presidente da República que constantemente ofende os portugueses com palavras e actos sobejamente conhecidos de todos nós.

É imperioso perder o medo e derrubar o governo! É necessário criar condições que permitam implementar politicas que verdadeiramente defendam os interesses socio económicos dos portugueses, responsabilizem a especulação bancaria capitalista bolsista, pela crise financeira, económica e social que provocaram e recuperem a soberania nacional afectada pela intervenção estrangeira nos destinos do nosso país. Os portugueses não podem esperar mais Portugal não pode esperar mais.

António Lemos

Fotografia © Gustavo Bom / Global Imagens, lusa/DN, Diario de Noticias.



publicado por António Lemos às 23:28
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Terça-feira, 1 de Maio de 2012
VIVA O 1 DE MAIO DIA MUNDIAL DOS TRABALHADORES!

A MINHA HOMENAGEM A TODOS OS TRABALHADORES HOMENS E MULHERES QUE NESTE MUNDO DOMINADO PELA EXPLORAÇÃO DO CAPITALISMO SELVAGEM, OUSAM LUTAR POR UM MUNDO MELHOR! PELA LIBERDADE PELO PÃO PELA PAZ.

António Lemos

 

PROLETÁRIOS DE TODOS OS PAÍSES UNI-VOS!

 

1974 - Luís Cília - "O guerrilheiro" 

 

Canção do século XIX. Apareceu em 1852, por ocasião das lutas civis da Patuleia e Maria da Fonte e tornou-se bastante popular. Autores anónimos. A gravação aqui disponibilizada data de 1982 do disco "Cancioneiro". Contudo a gravação original data de 1974 em disco homónimo. A música desta canção foi adotada como música do hino da intersindical CGTP-IN. I


Ei-lo erguido no topo da serra,
Recostado no seu arcabuz:
De pequeno criado na guerra,
Não conhece, não vê outra luz.
Viu a terra da Pátria agredida,
Ergueu alto seu alto pensar:
- Pula o sangue, referve-lhe a vida
Vinde ouvir o seu rude cantar.

Eia, sus, oh! meus bons camaradas,
Desse sono por fim despertai;
Além tendes vossas espadas,
Eia, sus, bem depressa afiai.
Vai a terra da Pátria vencida,
Quem da luta se pode escusar?
- Pula o sangue referve-lhe a vida
Vinde ouvir o seu rude cantar.

Que me siga quem tem a vaidade
De ouvir balas sem nunca tremer,
Que me siga quem quer liberdade,
Quem não teme na luta morrer.
A estranhos a Pátria vendida
Pede braços que a vão libertar.
- Pula o sangue referve-lhe a vida
Vinde ouvir o seu rude cantar.

Já povoam os ecos da serra
Os sons rudes do altivo clarim;
E d'envolta com os gritos da guerra
Vão em roda cantando-lhe assim:
"Eia, avante, que a Pátria agredida
Quer seus filhos na luta encontrar.
- Pula o sangue referve-lhe a vida
Vinde ouvir o seu rude cantar.

Era noite, mas noite calada.
Sem estrelas no céu a luzir;
Fôra noite dos santos fadada
Para a terra da Pátria remir.
"Se esta luta por nós for vencida
Pode a terra da Pátria folgar"
- Pula o sangue referve-lhe a vida
Vinde ouvir o seu rude cantar.

Adeus serra, calada gigante,
Erma filha do meu Portugal;
Adeus terra que inspiras distante,
Este canto sentido e leal!
"A estranhos a Pátria vendida
Pede braços que a vão libertar".
- Pula o sangue referve-lhe a vida
Vinde ouvir o seu rude cantar. II

Não faltava ninguém no combate
Não faltava na luta ninguém
Só depois - já depois do embate
Rareava nas filas alguém.
Foi acção por acção decidida;
Vinde os mortos no campo contar.
Pula o sangue referve-me a vida
Vinde ouvir-me meu triste cantar.

Era dia: nas armas luzentes
Vinha em chapa batendo-lhe o sol;
Mas nem todos dos lá combatentes,
Viram brilho do imenso farol.
Pela terra de sangue tingida
Mais de um bravo se via rojar.
Pula o sangue referve-me a vida
Vinde ouvir-me meu triste cantar.

Vencedoras as quinas ficaram
Vencedoras ainda uma vez,
Mas de pranto depois as regaram
Quem lhes dera valor português.
Lá ficara uma espada esquecida
Sem que o dono a pudesse zelar.
Pula o sangue referve-me a vida
Vinde ouvir-me meu triste cantar.

Desabando do topo da serra,
Lá deixara o fiel arcabuz:
De pequeno criado na guerra,
Viu na guerra extinguir-se-lhe a luz.
Vira a terra da Pátria agredida
Ergueu alto o seu alto pensar.
Pula o sangue referve-me a vida
Vinde ouvir-me meu triste cantar.

Para saber mais sobre Luís Cília consulte o site
www.luiscilia.com



publicado por António Lemos às 09:06
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Segunda-feira, 23 de Abril de 2012
A PORTA QUE ABRIL ABRIU O POVO NÃO DEIXA FECHAR!

“AS PORTAS QUE ABRIL ABRIU” JOSÉ CARLOS ARI
DOS SANTOS

 

DESFILE NO DIA 25 DE ABRIL, ÀS 15H00, DO
MARQUÊS DE POMBAL AO ROSSIO.

 

A REVOLUÇÃO DE 25 DE ABRIL DEFENDE-SE EM
CASA, NA ESCOLA, NO TRABALHO

MAS É NA RUA QUE SE FAZEM E DEFENDEM AS
REVOLUÇÕES!

 

PARTICIPA NO DESFILE DÁ FORÇA Á REVOLUÇÃO!

25 DE ABRIL SEMPRE!



publicado por António Lemos às 00:17
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Terça-feira, 17 de Abril de 2012
Da utopia à revolta, Da indignação à revolução!

Da utopia à revolta, Da indignação à revolução!

Este início do século XXI será recordado como uma das épocas mais trágicas e belas da História da Humanidade.

Mas as actuais gerações, quando comentam os efeitos da crise mundial que hoje atinge a quase totalidade dos povos e meditam sobre a onda de barbárie que varre o planeta, são empurradas para conclusões pessimistas. O que captam do tempo histórico em movimento é sobretudo o lado mais sombrio.

O homem realizou nas últimas décadas conquistas prodigiosas, inimagináveis em vida dos nossos avós. Já viajou até à Lua, lança sondas a planetas distantes milhões de quilómetros da Terra, sonha com a fundação de cidades terrestres no Espaço, rompe a cada dia as fronteiras do saber, prolongou a esperança de vida.

Foi entretanto breve o tempo das ilusões quando em l945 se calaram os canhões após o esmagamento da Alemanha nazi. A esperança de que a Humanidade iria entrar numa era de paz com as guerras banidas para sempre era utópica. Desde então morreram mais de 50 milhões de pessoas em guerras criminosas e em fomes cíclicas.

A desigualdade social aumentou, aprofundou-se o fosso entre os países desenvolvidos e os mais pobres. Meio milhar de multibilionários acumulou fortunas colossais, algumas (como as de Carlos Slim e Bill Gates) superiores a metade do PIB português. Gigantescas transnacionais impõem a sua vontade aos governos de estados da África, da Ásia e da América Latina.

A violência assume hoje carácter endémico em amplas regiões do planeta. Um imperialismo colectivo hegemonizado pelos EUA promove agressões para se apossar dos recursos naturais de povos do antigo Terceiro Mundo. Isso aconteceu no Iraque, na Líbia, no Afeganistão.

Neste último país os EUA cometem crimes que trazem à memória os das SS hitlerianas.

A guerra afegã está perdida. No corpo de oficiais instalou-se uma mentalidade de matizes fascizantes. Mas o presidente Obama promulga a lei de autorização da Segurança Nacional que permite a prisão de qualquer cidadão suspeito de contactos com «terroristas».

E a escalada da violência prossegue. O governo neofascista de Israel tenta arrastar o seu grande aliado para uma agressão ao Irão. Obama hesita. Mas apenas por estar consciente de que o envolvimento numa nova guerra na Ásia antes de Novembro poderia prejudicar decisivamente a sua reeleição.

Uma grande parte da humanidade, desinformada, não consegue desmontar os mecanismos da mentira.

Portugal

A crise, nascida nos EUA, é uma crise do capitalismo.

Longe de estar superada, agrava-se porque é estrutural e não cíclica.

Alastrou pelo mundo e, como era inevitável, contaminou a União Europeia. As receitas para a enfrentar são aqui diferentes das utilizadas nos Estados Unidos porque o dólar é ainda quase a moeda universal e o Banco Central Europeu não tem a possibilidade de emitir sem controlo biliões de euros numa estratégia financeira de combate à crise. Mas aqui, como do outro lado do Atlântico, o objectivo do poder foi acudir aos responsáveis e evitar a falência da grande banca e de gigantescas transnacionais. A factura dos crimes da Finança é cobrada às vítimas, isto é, aos trabalhadores.

País periférico, subdesenvolvido, semi colonizado, Portugal está há muito desgovernado por forças políticas que se submetem docilmente às medidas impostas pelo imperialismo e as aplaudem.

As sanguessugas do capital, actuando em nome da Comissão Europeia e do FMI, proclamam que o povo trabalhador deve sacrificar-se, apertar o cinto, cumprir todas as exigências da chamada troika para recuperar a confiança dos «mercados».

Um sistema mediático perverso e corrupto entra no jogo. Emite críticas irrelevantes ao funcionamento da engrenagem, simulando uma independência inexistente.

O coro dos epígonos, perante o avolumar da indignação dos trabalhadores, teme que ela assuma proporções torrenciais, e repete que felizmente somos um povo de «brandos costumes», diferente do grego, um povo que compreende a necessidade da «austeridade», consciente de que somente dela pode nascer a superação da crise.

Incutir um sentimento de fatalismo nas massas é objectivo permanente no massacre mediático.

Que fazer?

É pelos caminhos da luta que ela pode ser encontrada.

É necessário combater com firmeza a alienação que atinge uma grande parcela da população. Combater a ideia falsa de que vivemos uma situação democrática, porque o regime parlamentar foi legitimado pelo voto popular é uma exigência histórica, tal como a desmontagem das campanhas que condenam as greves como anti-patrióticas e as manifestações de protesto como iniciativas românticas.

Ajudar milhões de portugueses a compreender como foi possível que 37 anos após uma Revolução tão bela e profunda como a de Abril de 74 o País, de tombo em tombo, voltasse a ser dominado pela classe que o oprimia na época do fascismo tornou-se uma tarefa revolucionária.

Como foi possível o refluxo? A relação de forças que permitiu as grandes conquistas revolucionárias durante os governos do general Vasco Gonçalves não se alterou de um dia para o outro.

A base social do Partido Socialista não deve ser confundida com a do PSD e do CDS. Mas ajudar a compreender que a direcção do PS, colectivamente, tem actuado conscientemente a serviço da direita é muito importante. Na quase glorificação de Sócrates no Congresso daquele partido, o PS projectou bem a sua imagem. O secretário-geral tinha conduzido o País à beira do abismo com a sua política neoliberal de vassalagem ao capital, mas foi ali aclamado como herói e salvador.

Renovaram-lhe a confiança e ele afundou mais o País. Depois ocorreu o esperado. O funcionamento dos mecanismos da ditadura da burguesia de fachada democrática colocou a aliança PSD-CDS de novo no governo.

Uma parcela ponderável do povo acreditou que votava por uma mudança. Na realidade, limitou-se a accionar o rodízio da alternância no governo de partidos que competem na tarefa de servirem os interesses do capital do qual são instrumentos submissos.

Hoje, cabe perguntar: como pode ter chegado a primeiro-ministro uma criatura como Passos Coelho? As suas palavras e actos suscitam diariamente torrentes de comentários e interpretações dos analistas de serviço nos media. O homem é um ser de uma indigência mental tão transparente que até intelectuais da direita como Pacheco Pereira reconhecem o óbvio.

O povo acompanha, angustiado, as cenas da farsa dramática. Há dois anos que a sua resposta à política que está a destruir o País não pára de crescer. Mas é ainda muito insuficiente. As grandes manifestações de protesto e as greves (a geral e as sectoriais) somente podem abalar o sistema se a luta adquirir um carácter permanente e diversificado, nas fábricas, nos portos, nos transportes, nas escolas, na Administração, em múltiplos locais de trabalho, nas ruas.

É evidente que as condições subjectivas não são em Portugal as da Grécia cujos trabalhadores, caluniados, se batem hoje pela Humanidade.

Que fazer? – insisto.

O esforço do PCP na luta contra o imobilismo e a alienação como contribuição indispensável para o reforço da consciência de classe e o nível ideológico da classe trabalhadora assume hoje – repito – carácter de tarefa revolucionária.

A burguesia tudo faz para estimular o pessimismo. O Governo e o patronato sabem que a convicção de que não há alternativa para a «austeridade» os favorece. Proclama que a luta de massas somente agravaria a crise.

A atitude positiva deve ser a oposta, a optimista, a que fortalece o espírito de luta. Não se combate o desemprego, a pobreza, a supressão de conquistas sociais, cedendo ao medo.

A luta do povo português é inseparável da luta de outros povos que mundo afora são, como o nosso, vítimas de políticas similares do imperialismo ou ainda mais cruéis e desumanas.

É útil desmascarar a monstruosidade das agressões a países da Ásia e da África e lembrar que, nas condições mais adversas, os povos do Iraque, do Afeganistão, da Palestina, da Líbia, entre outros, resistem e se batem contra a barbárie imperialista.

É preciso lembrar que a luta dos povos é planetária. A nossa globalização não é a deles. Enquanto a maré desce em algumas zonas da Terra, sobe noutras.

É preciso lembrar que o povo cubano, hostilizado pela mais poderosa potência do mundo, alvo de uma guerra não declarada, defende há meio século a sua revolução com coragem espartana.

É preciso lembrar que na América Latina os povos da Venezuela bolivariana, da Bolívia e do Equador apontam ao Continente o caminho da luta contra o capitalismo predador com o apoio maciço dos trabalhadores e da massa dos excluídos.

É útil lembrar que foram as grandes revoluções que contribuíram decisivamente para o progresso da Humanidade.

A burguesia francesa apunhalou em 1792 a Revolução por ela concebida e dirigida. Uma lenda negra foi forjada para a satanizar e lhe colar a imagem de um tempo de horrores e violência. Mas, transcorridos mais de dois séculos, é impossível negar que a Revolução Francesa ficou a assinalar uma viragem maravilhosa na caminhada da Humanidade para o futuro.

É preciso, é útil lembrar que o mesmo ocorreu com a Revolução Russa de Outubro de 1917. O imperialismo festejou como vitória memorável a reimplantação do capitalismo na pátria de Lenine. Mas não há calúnia nem falsificação da História que possa apagar a realidade: as grandes conquistas sociais dos trabalhadores europeus no século XX surgiram como herança indirecta da Revolução Russa, a mais progressista da História. Foi o medo do socialismo e do comunismo que forçou a burguesia na Europa a conformar-se com conquistas como a jornada de 8 horas, as férias pagas, o 13.º salário que tudo faz hoje, desaparecida a URSS, para suprimir.

Em Portugal é preciso e possível recusar o pessimismo, que leva a baixar os braços, à inércia, é indispensável reassumir a esperança que empurra para o combate e a vitória.

Em 1383 e em 1640, quando o País estava de rastos e tudo parecia afundar-se, o povo português desafiou o impossível aparente e venceu.

É preciso recordar que, após quase meio século de fascismo, o povo português foi sujeito de uma grande revolução que na Europa Ocidental realizou conquistas sociais mais profundas do que qualquer outra desde a Comuna de Paris.

Vivemos um tempo de pesadelo. No fluxo e refluxo da História, os opressores do povo estão novamente encastelados no poder. Mas é útil lembrar que as sementes de Abril sobreviveram à contra-revolução. E elas voltarão a germinar nos campos e nas cidades, lançadas pelos trabalhadores em marcha pelas grandes alamedas em lutas vitoriosas.

Transformar no quotidiano em realidade a palavra de ordem «a luta continua» é, mais do que um dever, uma exigência da História.

Por Miguel Urbano Rodrigues

Fonte: Jornal Avante. 

 



publicado por António Lemos às 14:29
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Quinta-feira, 29 de Março de 2012
A Paralisia do PS, "Partido Socialista".

Ao ouvir hoje a Deputada do PS Sónia Fertuzinho discursar no parlamento, julguei que o PS tinha finalmente enveredado por um verdadeiro caminho de esquerda, um caminho de defesa dos direitos dos trabalhadores e do povo português em geral. Depois ouvi a deputada do PS Inês de Medeiros, perguntar ao deputado do PCP Miguel Tiago, como seria possível unirem-se para defender a cultura, perante o corte total de qualquer subsídio nesta área, o que tem obrigado muitos espetáculos, muitas exposições, muitos teatros e muitas outras manifestações culturais, a cancelarem os seus espectáculos e as suas actividades criativas.

Não posso deixar de comentar, perguntando onde tem estado o PS quando todos os sectores da sociedade se vêm afectados pelas políticas de recessão e empobrecimento do povo e do país.

Onde está o PS, quando os trabalhadores e o povo em geral lutam nas empresas públicas e privadas, contra o desemprego e contra as alterações ao código de trabalho, que mais não são que um retrocesso civilizacional, com a perda de direitos conseguidos pelos trabalhadores ao longo de décadas á custa do seu suor, das suas lagrimas e mesmo do seu sangue.

Onde está o PS, quando os trabalhadores lutam nas greves gerais, perdendo o seu dia de salário, mas lutando pelo seu futuro e pelo futuro das gerações que se seguiram.

Onde está o PS, quando os trabalhadores, os agricultores, os estudantes, os professores, os jornalistas, os jovens que não conseguem emprego, ou não mais que um emprego precário quando terminam a sua formação académica, os reformados, enfim, todos os sectores da nossa sociedade se manifestam na rua dando a cara e como sabemos pelos últimos acontecimentos, também o corpo às bastonadas da polícia.

Em todas as situações que acima refiro são visíveis as presenças de dirigentes e deputados do PCP, do BE, do PEV, de representantes associativos, de representantes do sector intelectual e artístico, etc. Em todas as situações que refiro nos parágrafos anteriores são visíveis, bandeiras portuguesas, da CGTP, do PCP, do BE, do PEV, bandeiras vermelhas e negras, sinal da revolta dos trabalhadores e do povo, até mesmo bandeiras de organizações internacionais como de centrais sindicais espanholas, francesas, Pais Basco que dessa forma, manifestam apoio á luta do povo português, mas do PS nada nem um dirigente, nem uma bandeira. A realidade é que o PS não está com o povo!

O Partido Socialista está alheado da luta dos trabalhadores, está refém da vergonha de se associar sempre às politicas de direita, está refém dos acordos com o FMI, BCE, e CE. O PS prefere manter-se fiel aos compromissos com a troika estrangeira e com a troika nacional PSD, CDS, e PS, de que faz parte do que cumprir o seu dever de lealdade para com os portugueses que tem obrigação de defender, quanto mais não seja honrando o voto que os portugueses entenderam atribuir-lhe.

A continuar assim, a paralisia do PS levá-lo-á a perder a oportunidade histórica de perante este brutal ataque do neoliberalismo nacional e estrageiro, se colocar ao lado do povo, dos partidos de esquerda, PCP, BE, PEV, contra a agressão do capitalismo financeiro, contra a perda de soberania nacional, pela defesa do povo português pela defesa de Portugal. A seu tempo o povo saberá dar a resposta adequada á troika da traição de onde o PS ainda não descolou.

António Lemos

  

Foto: Diário Digital - http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=564518

 

 



publicado por António Lemos às 18:56
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Segunda-feira, 26 de Março de 2012
POLÍCIA AGRIDE MANIFESTANTES, 22 DE MARÇO DE 2012

Chiado: jornalistas contam como foram agredidos.

José Sena Goulão , da agência Lusa, e Patrícia Melo Moreira, da France Press, foram
os rostos mais visíveis dos confrontos entre a polícia e os manifestantes,
esta quinta-feira, no Chiado. Esta tarde, os fotojornalistas descreveram os
momentos que antecederam a carga policial e que deram origem às imagens que já
correram mundo.

«Estava a subir a rua com a Patrícia, ficámos para trás a enviar algumas
fotografias, apanhámos a manifestação já a chegar à zona da brasileira com as
carrinhas de intervenção todas e começamos a correr», descreveu José Sena
Goulão, fotografo da agência Lusa.

«Quando começamos a correr vejo um rapaz que está já com sangue e a atirar
sangue para cima da polícia, tentei fotografar essa situação, quando isso
acontece, eu vejo-me no meio do cordão policial e dos manifestantes e quando
começo a vê-los a avançar, avanço na direção deles a dizer: sou jornalista e
faço o sinal "deixem-me passar para o lado de lá" e nesse momento
levei a bastonada, depois atiraram-me ao chão e eu a gritar repetidamente,
entrei completamente em pânico, a gritar sou jornalista, sou jornalista e
continuaram a bater-me no chão, na cabeça, nas pernas», descreveu.

José Sena Goulão diz que da maneira como estava a gritar era «impossível não
terem ouvido» que era jornalista. Goulão vai mais longe: «Pela cara do polícia
ainda parecia que eu ao dizer que era jornalista ainda incentivava mais a
bater», explicou dizendo que foram «agressões gratuitas» e que estava ali «há
um minuto».

Patrícia Melo Moreira faz uma descrição idêntica dos factos.

«Nós começamos a fotografar, os ânimos já estavam muito exaltados, já havia
coisas pelo ar, dos polícias e dos manifestantes, e nisto os polícias irrompem
pela esplanada e nós a fazer o nosso trabalho, a fotografar», começou por
explicar.

«Como já assisti a imensas situações destas sei que devo ficar de lado, fiquei
de lado, estava a fotografar quando um polícia vem direito a mim e me manda ao
chão. Eu entretanto levanto-me, puxo do cartão de imprensa do bolso para lhe
tentar mostrar, vou direito a ele para lhe tentar mostrar o cartão e ele
empurra-me de novo e manda-me ao chão e foi aí que um manifestante me tenta
levantar do chão», contou.

Os fotojornalistas descreveram as agressões esta tarde junto à Direção Nacional
da PSP, numa ação de solidariedade com os jornalistas agredidos. Cerca de 80
profissionais, a maioria da Lusa, entregaram uma carta de protesto contra a
atuação da polícia.
Cerca de 80 jornalistas, na maioria da agência da Lusa, junbtaram-se em protesto contra a violência policial frente à
Direção Nacional da PSP
Paulo Flor, porta-voz da Direção Nacional foi até junto dos jornalistas, disse compreender a ação de solidariedade, lamentou os incidentes e adiantou que os casos seguem para investigação.

 

Por: Redacção / CLC | 23-3- 2012 18: 19

Fonte: http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/tvi24-goulao-jornalistas-agressao-ultimas-noticias-greve/1335535-4071.html



publicado por António Lemos às 18:41
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Quarta-feira, 21 de Março de 2012
GREVE GERAL 22 DE MARÇO DE 2012

NOS JOVENS ESTA O FUTURO DESTE PAÍS!

 

 

GREVE GERAL 22 DE MARÇO DE 2012

TODOS PODEM E DEVEM FAZER
GREVE POR PORTUGAL!

 

Contra a exploração e o empobrecimento!

Combate o pacto de agressão aos trabalhadores ao povo e ao país!

Rejeita o pacote de exploração e empobrecimento!

Reclama uma nova política, um novo rumo para Portugal!

 

Participa nas concentrações!

Lisboa, Rossio às 14h não faltes!

 

 



publicado por António Lemos às 11:04
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Sábado, 17 de Março de 2012
ROBERT CASTEL. A visão de um sociólogo sobre o trabalho no mundo globalizado de hoje. Parte 2

Íntegra da entrevista com Robert Castel - parte 2 (FINAL)

Parte 2 da entrevista efectuada ao filósofo e sociólogo Robert Castel, apresenta-nos uma visão esclarecida sobre o trabalho no mundo globalizado de
hoje.

E uma entrevista que deve ser vista e escutada por todos os que se interessam pelas temáticas sociológicas do trabalho e da globalização.

António Lemos



publicado por António Lemos às 16:12
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Terça-feira, 13 de Março de 2012
ROBERT CASTEL. A visão de um sociólogo sobre o trabalho no mundo globalizado de hoje.

Integra da entrevista com Robert Castel - parte 1

Esta entrevista ao filósofo e sociólogo Robert Castel, apresenta-nos uma visão esclarecida sobre o trabalho no mundo globalizado de hoje. E uma entrevista que deve ser vista e escutada por todos os que se interessam pelas temáticas sociológicas do trabalho e da globalização.

António Lemos



publicado por António Lemos às 17:20
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Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012
JOSÉ AFONSO, TÃO ACTUAL ONTEM COMO HOJE!

JOSÉ AFONSO, 25 ANOS DEPOIS DA SUA MORTE!

TÃO ACTUAL ONTEM COMO HOJE!

 

http://www.youtube.com/watch?v=8ur7ne3SWwc&feature=related

 “OS VAMPIROS”, que hoje mais do que nunca, depois do 25 de Abril, sugam o sangue e o suor de quem trabalha, do POVO.

 

http://www.youtube.com/watch?v=J7ntDFAF1AE

“OS ÍNDIOS DA MEIA PRAIA”, os jovens que engrossam as fileiras do desemprego.

 

http://www.youtube.com/watch?v=gaLWqy4e7ls&feature=related

 “A GRÂNDOLA VILA MORENA”, NÃO NOS DEIXA ESQUECER QUE SEMPRE QUE O POVO QUISER O POVO É QUEM MAIS ORDENA!

 

Tantas são as cantigas do Zeca que gosto de ouvir e cantar que aqui, não iriam caber todas.

Não as ouço ou canto por cantar, por serem bonitas, mas porque são a expressão e o sentimento reflectido deste povo que sabe o que quer. Mesmo quando ofendido na sua dignidade, mesmo quando os vendilhões da Pátria vendem a nossa soberania e se vergão ao capitalismo nacional e estrangeiro, há neste povo muitos, mesmo muitos que continuam a lutar, pelo pão, pela paz, pela democracia pela liberdade, pela independência nacional.

GRANDE ZECA, ESTEJAS ONDE ESTIVERES AS TUAS CANÇÕES CANTÁ-LAS-EMOS SEMPRE!

António Lemos



publicado por António Lemos às 13:33
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Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012
O CAPITALISMO EUROPEU EMPURRA A GRÉCIA PARA A BANCARROTA!

(Noticias Sapo.)

Grécia - Uma carta fora do baralho?

No dia em que a Europa pondera adiar o segundo resgate grego, o jornal económico Financial Times noticia que vários países preferem que a Grécia entre em bancarrota e abandone o euro. Este é o novo capítulo daquilo que pode vir a ser, talvez, uma verdadeira tragédia grega.

A vontade de abandonar a Grécia à sua sorte foi anunciada esta manhã no jornal económico norte-americano Financial Times. Horas depois, conta o Jornal Público, Evangelos Venizelos assumiu o facto. “É preciso dizer a verdade ao povo grego: há vários países [da zona euro] que já não nos querem”.

“O desafio da nossa geração são quer os sacrifícios e os cortes, quer a catástrofe nacional que pode arrastar a nossa sociedade, as nossas instituições e a democracia”, acrescentou o Ministro das Finanças grego, sublinhando que é preciso convencer a comunidade internacional de que a Grécia pode vencer a crise e permanecer no euro.

Estava marcada para hoje uma reunião presencial com os ministros das Finanças da zona euro, mas foi anulada por Jean Claude Juncker, presidente do Eurogrupo, para permitir a discussão via teleconferência de algumas questões.

Apesar do novo pacote de medidas de austeridade ter sido aprovado no domingo passado, os ministros insistem que é preciso indicar com mais detalhe onde se vai cortar. Venizelos, por seu turno, garante que terá tudo clarificado antes da teleconferência de hoje.

A europa está dividida. Enquanto Olli Rehn, Comissário Europeu da Economia e Finanças, avisa que as consequências de deixar um país sair do euro por incumprimento podem ser “devastadoras”, Neelie Kroes, vice-presidente da Comissão, veio dizer que “ninguém morre” se a Grécia sair do euro.

Acrescente-se a este clima de tensão, a preocupação de garantir que o programa acordado com a troika será cumprido, independentemente do partido que ganhar as eleições marcadas para abril.

Uma nação em desespero

O país não recebeu bem o reforço das medidas de austeridade, saindo à rua para protestar. A violência assolou Atenas, mas o facto é que sem este segundo resgate, a Grécia será incapaz de pagar as suas dívidas e, em consequência, entrará em bancarrota.

Atualmente o desemprego no país ronda os 20,9%, o número de sem-abrigo aumentou 25% nos últimos três anos e, em 2011, foram feitas cerca de 5 mil chamadas para a linha SOS Suicídio, refere a BBC News.

Enquanto nas ruas impera o desânimo, nos gabinetes ministeriais pondera-se agora adiar o segundo pacote de resgate para abril ou entregar apenas uma parte do dinheiro, de forma a evitar o incumprimento desordenado, deixando para mais tarde a resposta a uma questão crucial para a vida e futuro da europa: a Grécia é uma carta fora do baralho?

 

Inês Alves

http://noticias.sapo.pt/economia/artigo/uma-carta-fora-do-baralho_2576.html

Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico.

 

O CAPITALISMO EUROPEU EMPURRA A GRÉCIA PARA A BANCARROTA!

É desta forma que o capitalismo europeu empurra a Grécia para a bancarrota depois de inúmeros bancos privados europeus, incluindo BCP português e outros terem lucrado milhares de milhões com a divida Grega. É este o caminho que se perfila para Portugal se este governo insistir com as politicas recessivas e insistir em não renegociar o acordo que os partidos que traíram os portugueses, PS, PSD, CDS, acordaram com a troika. António Lemos



publicado por António Lemos às 17:27
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Sábado, 4 de Fevereiro de 2012
LOTAMOS PELA DEMOCRACIA E PELA LIBERDADE, LUTAMOS POR PORTUGAL!

Não à exploração, às desigualdades e ao empobrecimento
Outra política é possível e necessária

Estamos perante uma política de terrorismo económico e social que exige uma resposta de grande dimensão a nível nacional.

O Governo do PSD-CDS e o grande patronato pretendem:

  • colocar o Estado ao serviço das empresas;
  • pôr a segurança social a financiar os patrões para pagar menos e precariezar as relações de trabalho;
  • facilitar os despedimentos e diminuir as indemnizações e o valor do subsídio de desemprego;
  • flexibilizar os horários de trabalho e reduzir a retribuição;
  • atacar a contratação colectiva e promover o trabalho gratuito com a redução de feriados e dias de férias.

Esta é uma política que é preciso combater. Dia 11 vamos manifestar todos os descontentamentos, protestos e indignações contra a política que rouba aos trabalhadores e ao povo ao mesmo tempo que empurra o país para o precipício. CGTP.

 

Traz Outro Amigo Também - José Afonso

 

NÓS TRABALHADORES, NÓS O POVO, DEVEMOS MANIFESTAR NAS RUAS O NOSSO DESCONTENTAMENTO E A NOSSA REVOLTA CONTRA AS POLÍTICAS RECESSIVAS DE EMPOBRECIMENTO DA NOSSA SOCIEDADE.

 NA MANIFESTAÇÃO CONVOCADA PELA CGTP PARA DIA 11 DE FEVEREIRO TEMOS DE DEMONSTRAR A FORÇA DOS TRABALHADORES A FORÇA DO POVO, TEM QUE SER UMA GRANDE MANIFESTAÇÃO.

 LUTAMOS PELOS NOSSOS DIREITOS, CONTRA A RECESSÃO, CONTRA A PERDA DA SOBERANIA!

LUTAMOS PELA DEMOCRACIA E PELA LIBERDADE LUTAMOS POR PORTUGAL!

António Lemos



publicado por António Lemos às 09:11
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Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012
Governo alemão confirma: Berlim quer ocupar Atenas e talvez Lisboa.

RESISTIR É O CAMINHO!

Um ditador/comissário, nomeado pele União Europeia poderá ocupar Portugal obrigando a transferir a soberania nacional para a União Europeia, em matéria de orçamento, durante o tempo que se considerar necessário.

O ditador/comissário, terá largas competências sobre a despesa pública e um direito de veto contra decisões orçamentais que não estejam em linha com os objectivos orçamentais e a regra de dar total prioridade ao serviço da dívida.

Portugal será desta forma ocupado pela primeira vez desde 1640 por uma potência estrangeira. António Lemos

 

Governo alemão confirma: Berlim quer ocupar Atenas e talvez Lisboa

Por Ana Sá Lopes, publicado em 30 Jan 2012 - 03:10 | Actualizado há 11 horas 22 minutos

O número dois do governo alemão defendeu ontem que se os gregos não cumprirem os objectivos, então terá de ser imposta de fora uma liderança, a partir da União Europeia. Na véspera da cimeira europeia, Philipp Roesler tornou-se no primeiro membro do governo alemão a assumir a paternidade da ideia segundo a qual a troco de um segundo programa da troika, um comissário europeu do orçamento seria investido de funções governativas em Atenas, retirando ao governo legítimo funções essenciais.

Numa entrevista ao jornal “Bild”, o número dois de Merkel afirma: “Precisamos de maior liderança e monitorização relativamente à implantação das reformas. Se os gregos não estão a ser capazes de conseguir isto, então terá de haver uma liderança mais forte vinda de fora, por exemplo, da União Europeia”.

O governo grego ficou em estado de choque com a ameaça da próxima ocupação. O ministro grego das Finanças pediu à Alemanha para não acordar fantasmas antigos – a Grécia esteve ocupada pelas tropas nazis durante a II Guerra. “Quem põe um povo perante o dilema de escolher entre assistência económica e dignidade nacional está a ignorar algumas lições básicas da História”, disse Venizelos, lembrando “que a integração europeia se baseia na paridade institucional dos estados-membros e no respeito da sua identidade nacional e dignidade”. “Este princípio fundamental aplica--se integralmente aos países que passam por períodos de crise e têm necessidade de assistência dos seus parceiros para o benefício de toda a Europa e zona euro em particular”.

O documento que defende a ocupação de Atenas foi divulgado pelo “Financial Times”. Está lá escrito que para ter acesso ao segundo programa de resgate, a Grécia terá de ser obrigada “a transferir a soberania nacional para a União Europeia, em matéria de orçamento, durante algum tempo”. O texto sugere que “um novo comissário do orçamento nomeado pelo eurogrupo ajudará a implementar reformas”. “O comissário terá largas competências sobre a despesa pública e um direito de veto contra decisões orçamentais que não estejam em linha com os objectivos orçamentais e a regra de dar total prioridade ao serviço da dívida”.

Segundo a Reuters, esta tentativa alemã de governar Atenas pode ser estendida a outros países, como Portugal. Uma fonte do governo alemão disse à agência que esta proposta não se destina apenas à Grécia, mas a outros países da zona euro em dificuldades que recebem ajuda financeira e não são capazes de atingir os objectivos que acordaram.

A verdade é que Angela Merkel chega hoje à cimeira em Bruxelas com uma crescente pressão interna para não continuar a emprestar à Grécia o dinheiro dos contribuintes alemães. A proposta para ocupar Atenas é vista como uma resposta à cada vez maior resistência dentro do seu partido ao financiamento da crise do euro. “Se os gregos não avançarem com o programa de reformas, não pode haver mais ajuda”, disse Horst Seehofer, o líder bávaro da CSU, parceiro da CDU de Merkel.

Ontem, o deputado europeu Paulo Rangel admitiu que em Portugal todos os riscos são possíveis. “Quando vemos os sinais de alarme crescerem, o que eles documentam não é tanto a ideia de que Portugal pode entrar em bancarrota, é mais profundo do que isso. Se não houver uma solução sistémica para a zona euro, os países mais vulneráveis, entre os quais Portugal, vão sofrer e pode-se gerar uma situação de descontrolo”, disse. Rangel reagiu violentamente à “ideia de propôr a nomeação de um comissário para tratar das matérias orçamentais da Grécia”. “Seria o princípio do fim, e insustentável para a democracia europeia, a nomeação de um governador para um território do império, como fez Napoleão”, disse. Rangel defendeu o avanço para o federalismo: “Precisamos de caminhar para uma federação que trate os Estados em paridade, porque o que temos hoje é uma constituição aristocrática, de uns países com mais peso do que outros”.

Com Lusa

Fonte: http://www.ionline.pt/dinheiro/governo-alemao-confirma-berlim-quer-ocupar-atenas-talvez-lisboa

 

 

 



publicado por António Lemos às 15:04
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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012
“Sr. Presidente, “água mole em pedra dura tanto dá até que fura!” II

“Sr. Presidente, “água mole em pedra dura tanto dá até que fura!” II

Publiquei no blogue Mar Revolto, em 23 de Novembro de 2006, um artigo intitulado, “Sr. Presidente, água mole em pedra dura tanto dá até que fura!”, no qual alertei para a forma como o então recente eleito Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, se posicionava face á contestação de vários sectores da sociedade portuguesa que contestavam as politicas do governo PS de José Sócrates e a forma pronta como vinha a público afirmar que “o ruído a mais, prejudicava a governação”, completamente alinhado pelas politicas neoliberais do então primeiro-ministro José Sócrates, fazendo ouvidos moucos á crescente contestação que agitava a sociedade portuguesa. Obviamente, não poderia ser de outra maneira, sendo Cavaco Silva um neoliberal convicto.

Assistimos, hoje, na actual crise económica e financeira que Portugal atravessa, á clarificação do real posicionamento do Sr. Presidente face aos problemas económicos e sociaisem que Portugalmergulhou. O Sr. Presidente preferiu alinhar pelas politicas de recessão económica de desemprego e de empobrecimento do povo português, implementadas pelo governo PSD/CDS de Paulo Portas e Passos Coelho em conluio com a famigerada Troika, CE, BCE, FMI que mais não são do que a ponta de lança do grande capital internacional que aos poucos vai comprando Portugal e o que resta do seu tecido produtivo a preços de saldo, com a consequente perda de soberania nacional.

O Sr. Presidente da república quando á dias afirmou perante as câmaras de televisão para todo o pais ouvir que o rendimento mensal que auferia de 12 900.00€ não lhe chegava para viver, não cometeu nenhuma gafe.

O Sr. Presidente disse o que pensava. É precisamente assim que pensa um neoliberal, defensor do livre funcionamento dos mercados e dos interesses do grande capital económico e financeiro. É assim que pensa o Sr. Presidente da República, sem qualquer preocupação social, sem qualquer preocupação com os que pouco ou nada têm.

Ao fazer semelhante afirmação, o Sr. Presidente ofendeu milhões de portugueses que vivem com pouco mais que o ordenado mínimo nacional ou com pensões de miséria de 200 ou 300 Euros mensais. O Sr. Presidente revelou desconhecer por completo a realidade do país, as dificuldades de um povo que, precisamente por causa das suas políticas enquanto Primeiro-Ministro, viu desaparecer o tecido produtivo nacional, sendo desbaratado e vendido a preços de saldo. Recorde-se, por exemplo, que foram as políticas do Primeiro-Ministro Cavaco Silva que levaram ao abate da frota pesqueira nacional e ao desmantelamento das indústrias pesadas.

Agora, mais uma vez, o Sr. Presidente da República ofende os portugueses quando se afirma como o “provedor do povo”. Mas qual provedor? Aquele que cauciona as políticas recessivas que destroem o emprego e as micro, pequenas e médias empresas, ou aquele que decide sempre a favor do grande capital em detrimento do povo que sofre na pele os brutais aumentos dos impostos, dos transportes, dos combustíveis, da energia, os aumento nos bens de consumo de primeira necessidade, os escandalosos aumentos das taxas moderadoras que impedem o acesso á saúde de muitos portugueses, os aumentos das propinas dificultando o acesso dos mais pobres á educação, ou será aquele “provedor do povo” que permitiu o escandaloso negócio da TDT, remetendo-se ao silêncio enquanto todos os dias retiram a milhares de pessoas, sobretudo idosos, a possibilidade de verem televisão – muitas vezes a sua única companhia.

Senhor Presidente, tal como afirmei quando foi eleito pela primeira vez, o senhor não serve para Presidente de todos os portugueses, o senhor deve demitir-se e poupar os portugueses a mais ofensas. A maioria da sociedade portuguesa, homens e mulheres dos vários quadrantes socioeconómicos, operários, agricultores, micro, pequenos e médios empresários, funcionários públicos, policias e militares, estão ofendidos com as suas declarações, com as suas posições políticas e com as políticas do Governo que apoia. Em cada português cresce a revolta e a vontade de lutar por uma sociedade mais justa, mais democrática, mais livre.

Diz o ditado popular, “água mole em pedra dura tanto dá até que fura”. SR. PRESIDENTE, O POVO ESTÁ EM LUTA E O SENHOR ESTÁ A MAIS!

António Lemos



publicado por António Lemos às 23:31
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Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012
CGTP-IN REPUDIA AS DECLARAÇÕES INJURIOSAS E DIFAMATÓRIAS DO SECRETÁRIO-GERAL DA UGT

A CGTP-IN repudia as declarações injuriosas e difamatórias, hoje proferidas pelo Secretário-geral da UGT – João Proença – à Antena 1, afirmando que tinha sido “incentivado por altos dirigentes da CGTP-IN a negociar e assinar o acordo, uma vez que a Intersindical não o podia fazer”. Perante a gravidade de tais declarações a CGTP-IN decidiu já adoptar as medidas conducentes à apresentação de uma participação criminal contra o autor de tais declarações.

Comunicado de Imprensa n.º 008/11

CGTP-IN REPUDIA AS DECLARAÇÕES INJURIOSAS E DIFAMATÓRIAS DO SECRETÁRIO-GERAL DA UGT

  A CGTP-IN repudia as declarações injuriosas e difamatórias, hoje proferidas pelo Secretário Geral da UGT – João Proença – à Antena 1, afirmando que tinha sido “incentivado por altos dirigentes da CGTP-IN a negociar e assinar o acordo, uma vez que a Intersindical não o podia fazer”.

Tais declarações, para além de falsas, demonstram que perante o repúdio generalizado da opinião pública, o Secretário-Geral da UGT não olha a meios para tentar justificar um vergonhoso acordo de agressão aos trabalhadores.

Este é um “acordo” que visa entregar aos patrões todo o poder para despedir, para alterar os horários a seu belo prazer, generalizar a precariedade, para voltar a colocar o trabalho ao Sábado, reduzir os salários e outras formas de retribuição, destruir a contratação colectiva substituindo-a pela relação individual de trabalho, diminuir ainda mais a protecção social dos desempregados.

Um “acordo” que constitui o maior atentado aos direitos dos trabalhadores que se propõe eliminar feriados e dias de férias, que fragiliza a Segurança Social e provoca um retrocesso social sem precedentes nas relações de trabalho em Portugal, que contribuirá, desgraçadamente, para que o país continue a afundar-se.

Perante a gravidade de tais declarações a CGTP-IN decidiu já adoptar as medidas conducentes à apresentação de uma participação criminal contra o autor de tais declarações.

E tal como a luta dos trabalhadores derrotou a meia hora de aumento do horário de trabalho, será a luta que impedirá a aplicação concreta de muitos dos vergonhosos conteúdos de tal acordo.

Lisboa, 19.01.2012
DIF/CGTP-IN

 



publicado por António Lemos às 12:39
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Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011
Pablo Picasso no Centro Cultural de Cascais

Obras Picasso para ver no Centro Cultural de Cascais

Ao abrigo do protocolo de colaboração com a Fundación Bancaja, a Câmara Municipal de Cascais e a Fundação D. Luís I apresentam uma importante coleção de trabalhos da obra gráfica de Picasso.

Intitulada "Pablo Picasso – Le Carnet de “La Californie”, a mostra incide sobre o trabalho realizado pelo artista espanhol enquanto viveu na vila La Californie com Jacqueline. Para ver de 29 de outubro de 2011 até 8 de janeiro de 2012. Entrada gratuita.

A exposição apresenta a produção realizada pelo artista espanhol durante o período em que viveu na vila La Californie com Jacqueline. Como expressão dessa atividade exibem-se algumas obras em que foram utilizadas todas as técnicas - gravura calcográfica, água-tinta, linóleo e litografia - bem como os livros ilustrados que saíram do atelier de La Californie.

Entre estas obras estão: La tauromaquia, para o editor catalão Gustavo Gili; o livro que contém os retratos do amigo Max Jacob, as obras que ilustram poemas de Paul Éluard e o do poeta local Henri-Dante Alberti. Do conjunto sobressaem os delicados e inovadores livros realizados com Pierre André Benoît, que contêm poemas de Reve Crevel, Jean Cocteau, o poema-objeto de Tristan Tzara.

Destaque também para o texto clássico de Píndaro e para as ilustrações criadas por Picasso para os textos do próprio Benoît e para um pequeno poema de Jacqueline.

Entrada gratuita | Informações: 214848900 ou e-mail: fdluis@gmail.com

A decorrer até 8 de janeiro de 2012, de terça-feira a domingo das 10h00 às 18h00, no Centro Cultural de Cascais, Av. Rei Humberto II de Itália, Cascais.

Organização: Fundação D. Luís I e Fundacion Bancaja | Apoio: C.M. Cascais/ Bestartis – Portal das Artes

http://www.cm-cascais.pt/Cascais/Noticias/expo_picasso_ccc.htm

 

Exposição de Pablo Picasso no CCC.

Esta exposição termina a 8 de Janeiro de 2012, já faltam poucos dias e vale a pena não perder.

Para alem de Pablo Picasso, Le Carnet de “la Californie” Obra Grafica – poderá ainda apreciar uma exposição de mais quatro artista, intitulada, “Quatro” – Sofia Areal, Manuel Casimiro, Jorge Martins e Nikias Skapinaquis. Pode ainda apreciar mais 2 exposições, uma de pintura intitulada, “Um olhar sobre o Rei Pintor” – Desenhos e Aguarelas de Isabel de Goes e outra exposição de fotografia intitulada “Blick Mira Olha” ambas até 31 de Dezembro de 2011.

Divirtam-se

António Lemos

 



publicado por António Lemos às 09:25
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Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011
Jerónimo de Sousa «O roubo organizado pelo governo aos portugueses será derrotado»

JERÓNIMO DE SOUSA NO PARLAMENTO.

 NINGUÉM CALA A NOSSA VOZ, NO PARLAMENTO, NAS EMPRESAS NA RUA DENUNCIANDO TODOS OS DIAS A DESTRUIÇÃO DE DIREITOS DOS TRABALHADORES E DOS CIDADÃOS EM GERAL, A VENDA DA NOSSA SOBERANIA AO ESTRANGEIRO, PRINCIPALMENTE AO EIXO FRANCO-ALEMÃO.

A LUTA É O CAMINHO!

António Lemos

 



publicado por António Lemos às 21:55
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Terça-feira, 6 de Dezembro de 2011
À ditadura do eixo franco-alemão os povos europeus têm que contrapor a REVOLUÇÃO!

 

A Europa vive um momento histórico, a aliança entre a Alemanha e a França, criaram as condições de poderio económico que permitiu o surgimento de um eixo, franco-alemão capaz de ditar a leis económicas e sociais na Europa pondo em causa a democracia dos estados, é ditadura da Alemanha e da França sobre todos os restantes países da União Europeia.

 Desrespeitando todos os outros estados mais pequenos, principalmente os mais periféricos, Angela Merkel e Nicolas Sarkozy governam a Europa a seu belo prazer, claro que não estão isentos os governos neoliberais da Espanha, Itália, Portugal e outros.

Hoje a esmagadora maioria dos governos dos países da Europa são neoliberais, o grande capital conseguiu colocar em todos os sectores político-económicos e económico-sociais dos estados europeus os políticos e os tecnocratas que melhor servem os seus interesses. Os mais poderosos meios de comunicação social, estão dominados por poderosos lóbis económicos e políticos, todos eles de cariz neo-liberal completamente dominados pelo grande capital, temos como exemplo recente a Itália em que Silvio Berlusconi, magnata dos meios de comunicação governou a seu belo prazer. Em Portugal os meios de comunicação social estão dominados por interesses políticos e económicos claramente conotados com os partidos de direita também eles de forte ideologia neoliberal. Os senhores da Europa e dos estados subservientes têm em seu poder todos os meios de domínio da sociedade e usam-nos sem qualquer pudor. Através dos média, das políticas educacionais, e de trabalho, formatam os indivíduos retirando-lhes a liberdade de pensar, dominando-os através do incentivo ao consumo, criando-lhes um bem-estar ilusório, que não passa de um mecanismo de dominação da sociedade capitalista dominante. O eixo franco-alemão tentando salvar a todo o custo sistema capitalista, destrói sem pudor os estado social que os primeiros pensadores da união europeia “garantiram” pretender implementar e aperfeiçoar, as sucessivas propostas que nos últimos dias Angela Merkel e Nicolas Sarcozi tem apresentado com o intuito de rever os tratados europeus estão já devidamente acordadas entre ambos, tendo declarado pretenderem fazer aprovar na próxima cimeira Europeia, dias 8 e 9 de Dezembro.

As propostas de alteração do Tratado Europeu que acima referi, não passam de uma fuga para a frente que nada vai resolver, a crise económica e financeira da Europa vai agravar-se, a proposta de união orçamental a ser aprovada vai retirar aos estados soberanos da Europa a capacidade de gerir a sua economia, a sua política fiscal, a sua política de investimento público e se já é frágil a soberania dos estados mais pequenos e dos estados periféricos ela será desta forma gravemente afectada senão mesmo destruída na sua totalidade. Portugal que vê já a sua independência afectada pela ingerência da famigerada troika, caminhará rapidamente para a perda total, ou na melhor das hipóteses quase total da sua independência ela limitar-se-á a uma bandeira e a uma quantidade de órgãos ditos de soberania que não passaram de fantoches ao serviço do eixo franco-alemão.  

Por tudo isto os povos de cada estado têm direito á defesa da sua soberania, da sua liberdade, têm o direito de decidir o seu destino, têm direito de dizer não quero á ditadura e de defender a democracia, têm direito à revolta, por isso á ditadura do eixo franco-alemão têm de contrapor a revolução, os moldes da revolução têm de ser os povos a decidir, poderá passar pelo fim da zona euro, pelo desmembramento da Europa enquanto União Europeia, por revoluções locais que defendam a democracia e reponham a soberania, ou por uma revolução europeia que retire o poder dominante do capitalismo factor de repressão e bloqueio ao desenvolvimento de uma sociedade justa e livre. O povo tem a força da razão, o povo é quem mais ordena!

 

 António Lemos



publicado por António Lemos às 15:15
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Quarta-feira, 30 de Novembro de 2011
Manifesto Para Um Mundo Melhor

Manifesto Para Um Mundo Melhor

Como cientistas sociais que partilham valores de democraticidade e de justiça social, temos estado atentos a esta crise económica internacional multifacetada e com consequências profundamente negativas no que diz respeito ao Progresso da Humanidade.

Vive-se, na Europa e nos Estados Unidos da América, um tempo de crise económica e social profunda, onde o impacto dos mercados financeiros internacionais e da especulação nas economias nacionais se apresenta como fortemente comprometedor não apenas da retoma económica, mas também, não só da estabilidade democrática, como do aprofundamento da democracia e, consequentemente, do bem-estar social.

Às elevadas taxas de desemprego, à precariedade e volatilidade do mercado de trabalho, resultado de políticas neoliberais protectoras e favorecedoras dos interesses do grande capital, os políticos têm vindo a responder com medidas de combate à crise profundamente fragilizadoras das classes de menor estatuto social e económico, mas sem impacto na resolução dessa mesma crise, servindo apenas para “acalmar” o apetite dos mercados financeiros internacionais através do pagamento de elevados e injustificados juros cobrados às frágeis economias nacionais. Estas medidas são apresentadas às opiniões públicas como as únicas verdadeiramente eficazes para minorar os efeitos da voracidade dos mercados financeiros internacionais desregulados, omitindo o papel daqueles na emergência e aprofundamento da crise. Esta é declarada e assumida pelos governantes e por muitos economistas como se de uma fatalidade se tratasse. Ao mesmo tempo, propaga-se a ideia (ideologia) da inviabilidade de alternativas, a par da fragilização, no caso Europeu, do seu Modelo Social assente na redistribuição económica alegando a sua insustentabilidade a médio e longo prazo e a sua subalternização à Europa da Concorrência.

Acentua-se a responsabilidade individual e a desresponsabilização do Estado face aos grupos sociais mais vulneráveis, reduzindo as oportunidades para se realizarem enquanto cidadãos, beneficiando os mais poderosos em prejuízo dos mais desfavorecidos.

O ataque ideológico ao Modelo Social Europeu é um ataque ao mundo, dado que aquele é o modelo-padrão a partir do qual se constroem as aspirações dos cidadãos das nações emergentes e as novas formas de organização social que urge construir nesses países para redistribuir a crescente riqueza de que poucos usufruem.

As suas consequências são o paulatino desmantelamento das protecções sociais que (ainda) limitam os danos da pobreza e da exclusão social pondo em causa o contrato social que fundamenta a democracia. Às grandes desigualdades de distribuição de rendimento existentes nos países emergentes, perpetuadoras de inúmeras vidas imersas na mais profunda pobreza, juntam-se as novas situações, nos países mais ricos, onde o nível de riqueza cresce ao mesmo tempo que o número de pobres.

É em períodos de crise que se constroem alternativas de futuro. Todos os que se sentem interpelados, descontentes e explorados não podem ser mobilizados pelo “medo” para soluções autoritárias. E corre-se esse perigo. Por isso, é este o momento certo para que os cientistas sociais, que se ocupam de analisar, de procurar compreender e de sistematizar conhecimento sobre as sociedades, as suas dinâmicas, as suas forças e também os seus efeitos perversos, se empenhem na construção do aprofundamento da democracia. Em conjunto com todos aqueles que estão dispostos a trabalhar por um Mundo Melhor. Com todos aqueles que sabem que a democracia se inventa e se reconstrói. Outros paradigmas são possíveis, mas exigem o compromisso de todos nós, para que se diminua a distância entre governantes e governados, denunciada há tantos anos por Bourdieu; para que seja possível, à semelhança do preconizado por Edgar Morin, resistirmos a uma ideologia dominante que tudo varre à sua frente e que apresenta como evidente e normal o que mais não é que a exploração e a desigualdade, que recusamos; para que seja possível compreender à semelhança de Cynthia Fleury, que a democracia tem que conter a crítica de si própria, de modo a que se reinventem as regras que nos governam, impedindo a “entropia” das democracias. Torna-se, por isso, fundamental a intervenção no espaço público, nomeadamente através da construção de um Manifesto capaz de interrogar o capitalismo desenfreado em que vivemos (e particularmente a submissão às exigências dos mercados financeiros internacionais) que sacrifica parte significativa dos seres humanos em nome do lucro exacerbado de alguns, encaminhando-os para a perda gradual dos Direitos e da Dignidade Humanos. Trata-se de um Manifesto capaz de questionar o tipo de sociedade que está a construir-se com este modelo económico e apontar para a construção de uma sociedade em que o modelo económico não faça refém a maior parte da humanidade, destruindo-lhe nomeadamente a capacidade de indignação através do aumento da insegurança e precariedade associadas ao mercado de trabalho. O papel dos e das cientistas sociais é também desconstruir as “evidências do mercado”, bem como outras ideologias tão eficazes, nomeadamente no que diz respeito à veiculação de que não existe alternativa para a actual ordem económica e social mundial.

Afirmamos, pelo contrário, que uma nova ordem económica mundial é possível: uma ordem que restitua aos seres humanos o Direito à indignação, o Direito ao trabalho, o Direito a expectativas positivas e oportunidades de vida, o Direito à Dignidade.

Propomos, por isso, a adopção mundial de medidas tendentes a diminuir o impacto social da actual crise mundial que, se consideradas pelas elites governantes mundiais, contribuirão para o incremento das economias nacionais, para restituir ao ser humano a confiança no futuro e para o aprofundamento do sistema democrático.

Uma democracia saudável é uma democracia mais deliberativa e comunicativa, em que as políticas de “redistribuição”, de “reconhecimento” e de “participação” se articulam em prol de uma justiça mais respeitadora dos direitos humanos, mais cooperativa, sem áreas marginais, tendo em vista transformar este nosso mundo numa comunidade de comunidades.

A sobreexposição da opinião pública aos economistas do regime e sua cartilha de pensamento único desvitaliza e despolitiza o espaço público, difundindo a ideia que Margaret Thatcher apregoou quando subiu ao poder e que constitui o nó górdio de todo um programa: “não há alternativa”. Nos dias que correm, esta questão surge com particular intensidade no respeitante à dívida soberana. A prenoção da intocabilidade da dívida afoga todas as tentativas de a discutir enquanto instrumento privilegiado de transferência dos rendimentos do salário para o capital. Na verdade, o reescalonamento e a reestruturação da dívida deveria permitir aos países não pagarem juros extorsionários. De igual modo, afigura-se fundamental impor uma justa redistribuição dos sacrifícios, obrigando a banca (uma das principais causadoras e beneficiárias da actual crise) a pagar imposto de acordo com os lucros obtidos, a par da taxação das grandes fortunas, das mais-valias bolsistas e urbanísticas, das transferências para offshores. Finalmente, julgamos essencial que qualquer política macroeconómica calcule, de antemão, o número de pobres que vai produzir, para que se perceba e evite os danos sociais e morais da sua implementação.

 

A construção de um Movimento Social Internacional

Apela-se a todos os Cidadãos e Cidadãs do Mundo para aderirem a este Manifesto, em ordem a construir um Movimento Social Mundial capaz de enfrentar o actual capitalismo desenfreado que se quer fazer “senhor do mundo” e reféns as pessoas que o habitam. PELA REGULAÇÃO DEMOCRÁTICA E SOLIDÁRIA DO CAPITALISMO. PELA HUMANIDADE COM DIGNIDADE.

 

Os promotores do Manifesto,
Ana Benavente (ICS, ULHT, Lisboa)
Carlos Estêvão (DCSE-Univ. Minho)
Fernando Diogo (Univ. Açores)
João Teixeira Lopes (Univ. Porto)
Maria José Casa-Nova (DCSE-Univ. Minho)

 

COMPREENDO E APOIO COM ESTE MANIFESTO E CONVIDO TODOS OS MEUS AMIGOS E AMIGAS PARA VISITAREM O SITE http://www.manifestoparaummundomelhor.com/ E A SUBSCREVEREM O MANIFESTO PARA UM MUNDO MELHOR.

António Lemos



publicado por António Lemos às 15:00
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Sexta-feira, 18 de Novembro de 2011
Greve Geral, POR PORTUGAL!

POR PORTUGAL!

Contra a politica de recessão económica!

Contra o roubo dos subsídios de natal e de ferias!

Contra o aumento brutal do custo de vida!

Contra a descriminação da tributação dos rendimentos do trabalho!

Contra o ataque á contratação colectiva!

Contra o aumento dos horários de trabalho!

Contra o desemprego e a precariedade!

Contra as privatizações!

Contra a corrupção, a fraude e a evasão fiscal!

Pelo crescimento económico e a criação de mais emprego!

Pelo aumento do salário mínimo nacional!

Pelo investimento e dinamização do sector produtivo!

Pela defesa dos serviços públicos e das funções sociais do estado!

Pela renegociação da divida!

POR PORTUGAL SUBARANO DESNVOLVIDO E DIGNO!

 



publicado por António Lemos às 15:55
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